sexta-feira, 13 de setembro de 2019


Resultados da pesquisa

Resultado do Mapa de informações

Paula e Bebeto
Milton Nascimento
Ê vida, vida, que amor brincadeira, à vera
Eles se amaram de qualquer maneira, à vera
Qualquer maneira de amor vale a pena
Qualquer maneira de amor vale amar
Pena, que pena, que coisa bonita, diga
Qual a palavra que nunca foi dita, diga
Qualquer maneira de amor vale aquela
Qualquer maneira de amor vale amar
Qualquer maneira de amor vale a pena
Qualquer maneira de amor valerá
Eles partiram por outros assuntos, muitos
Mas no meu canto estarão sempre juntos, muito
Qualquer maneira que eu cante esse canto
Qualquer maneira me vale cantar
Eles se amam de qualquer maneira, à vera
Eles se amam é prá vida inteira, à vera
Qualquer maneira de amor vale o canto
Qualquer maneira me vale cantar
Qualquer maneira de amor vale aquela
Qualquer maneira de amor valerá
Pena, que pena, que coisa bonita, diga
Qual a palavra que nunca foi dita, diga
Qualquer maneira de amor vale o canto
Qualquer maneira de amor vale me vale cantar
Qualquer maneira de amor vale aquela
Qualquer maneira de amor valerá
Fonte: Musixmatch
Compositores: Caetano Emmanuel Viana Teles Veloso / Do Nascimento Milton
Letra de Paula e Bebeto © S.I.A.E. Direzione Generale, Uns Producoes Artisticas Ltda, Nascimento Edicoes Musicais Ltda, TERRA ENTERPRISES, INC., EMI APRIL MUSIC INC OBO NASCIMENTO EDICOES MUSICAIS LT
Feedback
Mostrar menos
Milton Nascimento - Paula e Bebeto (Letra e música para ouvir) - Vida vida que amor brincadeira, vera / Eles amaram de qualquer  ...
Caetano Veloso - Paula e Bebeto (Letra e música para ouvir) - É vida, vida, que amor brincadeira, à vera / Eles se amaram de qualquer ...
Bruno Gadiol - Paula e Bebeto (Letra e música para ouvir) - Vida vida que amor brincadeira, vera / Eles amaram de qualquer maneira, ...
Letra e música de Paula e Bebeto de Milton Nascimento - Pena, que pena, que coisa bonita, diga / Qual a palavra que ...
Letra e música de Paula e Bebeto de Gal Costa. ... Encontrou algum erro na letra? Por favor, envie uma correção >.
Paula E Bebeto - Milton Nascimento Letra da música | Vida vida que amor brincadeira, vera Eles amaram de qualquer maneira, vera ...
16 de abr de 2019 · Canção Paula e Bebeto é abertura de Malhação: Toda ... VEJA A LETRA DE PAULA E BEBETO, COMPOSTA EM ...
12 de jun de 2015 · A história do namoro desfeito de Bebeto e Paula fez com que ... Mas não sabia que ela já havia ganho uma letra – e ainda escrita por Caetano Veloso.

Links do rodapé

Brasil
65274-000, Nova Olinda do Maranhão - MA - Do seu dispositivo - Saiba mais

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Existem muitos dispositivos que influenciam na subversão e na contravenção do paradigma. A leitura, realmente, parece mesmo ser um deles, quando inclusive olhamos para nossas próprias experiências de vida. Ainda assim, fico sempre me perguntando - na vivência em uma cidade do interior do nordeste do Brasil - como existe a transgressão ainda que em ambientes sem o costume da leitura, sem a cultura proveniente do letramento intelectualizado. E existe.
 Nesse contexto, eu me vejo diante de uma provocação freireana acerca da leitura de mundo, posto que Freire deixa claro que "A leitura do mundo precede a leitura da palavra, daí que a posterior leitura desta não possa prescindir da continuidade da leitura daquele. Linguagem e realidade se prendem dinamicamente. A compreensão do texto a ser alcançada por sua leitura crítica implica a percepção das relações entre o texto e o contexto".  Uma visão dialética em que a representação do mundo forja até mesmo os sentidos encontrados através da leitura.
Então, como é constante no materialismo dialético de Freire, se encontra o ato de ler, o trabalho da leitura que se inscreve na historicidade das narrativas, desvelando subjetividades e subjetivações. A nossa leitura nos desvela, nos desnuda e nos narra. De modo que as representações provenientes das leituras sobre Marx hoje jamais poderão ser confundidas com as originadas na contemporaneidade do próprio autor, portanto, nem mesmo Marx se leria hoje, como o fez anteriormente. O mundo da leitura, assim, me parece uma impressão da leitura que o mundo tem de si.
 Eu gosto das provocações freireanas sobre a experiência subjetiva de inteligir a realidade através do espelho de si. Afinal, o mundo não é nada a mais do que se pode ver dele por si. Como diria Wittgenstein "os limites da minha linguagem são os limites do meu mundo", e aos que desejam a subversão nenhuma leitura é dona dos sentidos porque estes podem ser selvagens.

domingo, 8 de setembro de 2019

Quanto mais reprimidos sexualmente, mais pensam em sexo e possuem a sexualidade doentia. Estupradores, abusadores, assediadores, maníacos, psicopatas e serial killeres que se fortalecem em demandas sexuais reprimidas de si mesmos ou da sociedade em que vivem, demonstram o quanto é adoecedor dizer que sexo é proibido ou que é pecado. Estamos em um mundo doente e doentio que está nos tornando verdadeiros insanos sexuais. Está mais do que na hora de levarmos a sério a ideia de conversar sobre sexualidade de modo saudável e educativo. A solução é dialogar, abrir o verbo sobre isso e ser muito feliz. Uma sexualidade educada e curada de suas doenças como preconceito e tabus pode mudar o mundo.
Aos meus amigos que são pais e que têm total legitimidade de quererem cuidar dos seus filhos e de protegê-los, eu gostaria que vcs pensassem muito sobre o que eu vou relatar.
Sou filha de uma mãe solteira, que teve em seu redor apenas casais heterossexuais (dos tios, dos vizinhos, dos amigos da família e de outras pessoas ao meu redor). Eu nunca convivi com casais homossexuais, jamais vi um beijo entre pessoais do mesmo sexo na minha infância e nem na minha adolescência. Portanto, não fui influenciada pelo meio em que convivi a ser bissexual. Porém, fui invadida na minha memória familiar por inúmeras experiências terríveis nas relações entre marido e mulher que convivi.
Desde os 8 anos, meu tio agredia verbal, psicologica e fisicamente minha tia. Moramos com eles por três anos seguidos de terror e muita violência psicológica. Convivi com inúmeros casais, tios e tias que já não se gostavam e mantinham relações de tortura, difamação e muita indiferença com os filhos. Convivi com pessoas que não se abraçavam e não se beijavam mas se odiavam para qualquer um ver. E tive muitos vizinhos que eram espancadores de suas mulheres.
Convivi com muitas famílias destruídas por álcool (droga legalizada), cigarro que levou tios e vizinhos (droga legalizada), com formas de assédio sexual até em família (um primo que era o assediador mais asqueroso das primas com menos de 15 anos, um tipo de pedofilia aceita porque isso era coisa de homem). Eu convivi com o que nenhuma criança, nem um adolescente deveria conviver. Eu não tive escolha.
Em compensação, eu quero ter filhos que convivam com a história mais diferente disso o possível. Se eu tiver uma mulher do meu lado, eu quero ser uma mãe que respeita a mãe dos meus filhos. Se eu tiver um homem do meu lado, eu quero ser a mãe que respeita e é respeitada pelo pai dos meus filhos. Eu quero que meus filhos vejam beijos, abraços e muito amor entre duas mulheres ou entre um homem e uma mulher. Eu quero que eles saibam que amor não tem que gerar vergonha e nem constrangimento.
Eu vou cuidar para que meus filhos saibam que sexualidade não é doença e nem proibido, não é pecado e nem sacrifício. Eu quero que eles sejam saudáveis em amar. E que amem. Amem muito. Que amem para além do gênero e da sexualidade, da etnia e da religião. Que amem com muito orgulho porque amar não é doença e nem um problema, é - no mundo de hoje - a solução. Amar cura.
 Que sejamos amantes e amados sem medo de que alguém nos condene ao inferno ou à morte. Amar cura.
 Curem seus filhos da doença do preconceito.😘♥

sábado, 7 de setembro de 2019

Em alguns momentos na vida, estive de frente para pessoas que queriam convencer os outros do que era bom, do que era melhor, do que era perfeito. Essas foram as minhas impressões: essas pessoas queriam ser boas, melhores e perfeitas em relação aos outros. O comparativo ficou constrangedor e me fez não conseguir mais olhar para aquelas pessoas sem enxergar o ego inflado. Nesse dia, tão importante para nosso país, onde gregos e troianos estarão nas ruas - por causa do cavalo de Tróia que se tornou presidente - haverá quem seja assim defendendo o que acha melhor do que tudo. Não importa a cor da sua camisa, nem qual palavra de ordem irá ser gritada, haverá entre uns e outros os que querem ser melhores do que os outros. Isso me entristece. O diálogo acabou. Ninguém mais senta e ouve sem pré-julgamento. Quase ninguém de fato ouve os porquês de se querer uma coisa ou outra. E quando o diálogo falha quem vence é a guerra. Há uma ética nacional a ser defendida: todos somos brasileiros. Eu respeito o seu posicionamento e desejo que o meu seja respeitado. Precisamos vencer o egoísmo que está inflado em nosso país. É hora de vencer a guerra e ganhar a paz entre nós. E a luta deveria acontecer de mãos dadas e sem armas ou destruição. #NinguémSoltaAMãoDeNinguém

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Histórias que ajudam a consolidar o mito da família patriarcal são assim: uma mulher fábrica de gente, um homem "perpetuador da espécie" e filhos que são produtos para o "mercado" da família tradicional. Vamos engolir até quando essa porcaria nas prateleiras limitadas do "mercado da felicidade"? Honestamente, o problema jamais é a escolha individual em ter ou não uma família aos moldes heteronormativos. O problema é o obrigar a humanidade a ser fruto disso. Estamos querendo limitar a ideia de origem humana em meros reprodutores que sequer compreendem o lugar que ocupam na sociedade, sendo sociedade sinônimo de civilização. Majoritários exemplos de famílias destruídas e destruidoras da sanidade humana estão a nos assombrar TODO DIA e a todo momento. Estupro, incesto culminando em estupro, tortura, suicídios por falta de afeto familiar, drogas por falta de acolhimento familiar, transtornos socioafetivos por causa de abandono familiar e tanto maldade proveniente desse modelo LIMITADO de família...e ainda assim querem que compremos!?!?! Por favor, nos poupem! Estou cansada dessas histórias de conto de fadas que mais parecem esconder crueldade.

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Sabe aquela música Hallelujah?
Se você não está em uma caverna nas últimas décadas, você com certeza já ouviu ela em alguma série ou filme.
Aquela mesmo que fica "aleluuuuiaaa, aleeluuuiaaa", sabe?

Então, ela é de um cantor chamado Leonard Cohen e teve uma história bizarra pra chegar até a gente.

Começa que o Cohen tem aquela criatividade perfeccionista. Coisa de doente mesmo.
Não tá bom, não tá legal, vamos melhorar.
Lá se vão 80 versões.
Imagina Cohen de cueca batendo a cabeça no chão do hotel para que ela ficasse pronta. Oitenta vezes.
Aí ele foi lá mostrar pra gravadora.

Certeza que iam amar, né?

Odiaram.

Acabou que o Cohen apelou pra uma gravadora independente lançar a música.
(Sério. A primeira versão não era boa mesmo.)
Lançou. Ninguém ouviu. Cagaram pra ele.
Falei que não era boa.

Mas o Cohen não desistiu.
Continuou melhorando a música e tocando uma versão diferente em cada show.
Mudava letra, mudava melodia, dava um jeitinho.
Depois vocês acham que eu sou perfeccionista.

Num desses shows, Hallelujah deu sorte de ser ouvida pelo John Cale.
John Cale é um dos caras do Velvet Underground junto do Lou Reed e tal. Um famoso do mundo da música.
Cale adorou a música e decidiu criar sua própria versão.
Bem diferente da do Cohen.

Agora vai!
Vai nada.
A música só saiu no CD – é, CD – I'm Your Fan, em tributo ao Cohen.
Que ninguém comprou.
Que ninguém ouviu.

Quase ninguém, na verdade.
Uma das pessoas que comprou o álbum foi a Janine.
Nem adianta googlar que ela não é famosa.
Quem ficou famoso foi o amigo que cuidava da casa dela às vezes:
Jeff Buckley

Jeff era um zé ninguém na época.
Tava lá, ajudando a amiga e achou o álbum pegando poeira.
Colocou pra tocar.
Adorou Hallelujah na versão do John Cale.
Resolveu criar sua própria versão.

Jeff tocava em bares.
Numa dessas, quem ouve é um cara de uma grande gravadora.
Que se apaixona pela música.
Ele assina com o Jeff Buckley pra gravar um álbum por causa dessa música.
Azarada desse jeito, não é surpresa que foi o único álbum do Jeff.

Agora muita gente conhece o Jeff Buckley.
Na época que lançou, seu álbum também não fez muito sucesso.
É um daqueles coitados que só ficou famoso depois que morreu.
Afogado, nadando de roupa e coturno no Rio Mississipi enquanto cantava Whole Lotta Love. Sóbrio.
A imprensa falou bastante disso.
E, assim, todo mundo começou a ouvir Hallelujah.

Hoje todo mundo conhece a música na voz do Jeff Buckley.
Só a versão dele já tocou em The OC, House, Criminal Minds, ER, Cold Case e Senhor das Armas.
A lista é imensa.
Até nessa nova série, Justiça, ela toca.
Na versão do Rufus Wainwright, a mesma do Shrek.

E lá se vão os infinitos covers de Hallelujah.
Normalmente, covers da versão do Jeff Buckley.
Que é cover da versão do John Cale.
Que é cover da original do Cohen.

O que quero dizer com isso?
Que essa música foi feita para não ser ouvida.
Se o Cohen não tivesse batido a cabeça no chão do hotel e criado um milhão de versões dessa música.
Se não tivesse lançado um álbum falido com uma gravadora independente.
Se não tivesse tocado várias versões em seus shows.
Se a Janine não tivesse comprado o CD.
Se o Jeff Buckley não fizesse house sitting.
Se ele não resolvesse colocar o CD pra tocar.
Se Jeff não tocasse nos barzinhos.
Se o executivo da gravadora não tivesse ouvido o Jeff tocar.
Se o Jeff não tivesse morrido de uma forma tão bizarra.
Hallelujah talvez nunca teria sido ouvida por você.

(e você não choraria com ela tocando na morte da Marissa)

Pra você ver que:
- você deve continuar tentando
- você pode criar de cueca
- você deve continuar melhorando
- você deve botar pro mundo
- você não deve nadar no rio de roupa e coturno
- contar um pouquinho com a sorte é sempre bom


https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=10154397374596390&id=815791389

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Um dia descobri que cantava
O meu filho mais velho João Carlos estava morrendo e eu já tinha perdido 2 filhos e não queria perder mais um.
Eu não tinha dinheiro pra cuidar do meu filho e ouvi no rádio que o programa do Ary Barroso de calouros Nota 5, estava com o prêmio acumulado. Não sei como, mas eu sabia que ia buscar esse prêmio!
Fiz a inscrição e me avisaram que eu precisava ir bonita. Mas eu não tinha roupa nem sapatos, não tinha nada! Então, eu peguei uma roupa da minha mãe, que pesava 60kg e vesti, só que eu pesava 32kg, já viu ne? Ajustei com alfinetes. Tudo bem que agora é moda ne? Hoje até a Madonna usa, mas essa moda aí fui eu que comecei viu? Alfinetes na roupa é muito meu, é coisa de Elza!
No pé coloquei uma sandália que a gente chamava de “mamãe tô na merda”, e fui!
Quando me chamaram, levantei e entrei no palco do auditório. O auditório tava lotado, todo mundo começou a rir alto debochando de mim
Seu Ary me chamou e perguntou:
_ O que você veio fazer aqui?
_ Eu vim Cantar!
_ Me diz uma coisa, de que planeta você veio?
_ Do mesmo planeta seu Seu Ary.
_ E qual é o meu planeta?
_ PLANETA FOME!
Alí, todo mundo que estava rindo viu que a coisa era séria e sentaram bem quietinhos.
Cantei a música Lama.
O Gongo não soou e eu ganhei, levei o prêmio e meu filho está vivo até hoje, graças a Deus!
De lá pra cá, sempre levo comigo um Alfinete.
Naquela época eu achava que se tivesse alimentos pros meus filhos, não teria mais fome. O tempo passou e eu continuei com fome, fome de cultura, de dignidade, de educação, de igualdade e muito mais, percebo que a fome só muda de cara, mas não tem fim.
Há sempre um vazio que a gente não consegue preencher e talvez seja essa mesma a razão da nossa existência.
E é disso que se trata "PLANETA FOME", é essa a história que os talentosos Alexandre Linhares e Thifany F conseguiram contar nesse figurino.
Está MARAVILHOSO, não está?

Fotos:
1 @marcoshermes
2 @opedroloureiro
3 e 4 @amarelourca

Figurino:
Produção Executiva: @ojulianoalmeida
Direção Criativa: @opedroloureiro
Execução: Alexandre Linhares e Thifany F assinam juntos pela @halartetextil
Cabelo e Maquiagem: @pachu
Um dia descobri que cantava
O meu filho mais velho João Carlos estava morrendo e eu já tinha perdido 2 filhos e não queria perder mais um.
Eu não tinha dinheiro pra cuidar do meu filho e ouvi no rádio que o programa do Ary Barroso de calouros Nota 5, estava com o prêmio acumulado. Não sei como, mas eu sabia que ia buscar esse prêmio!
Fiz a inscrição e me avisaram que eu precisava ir bonita. Mas eu não tinha roupa nem sapatos, não tinha nada! Então, eu peguei uma roupa da minha mãe, que pesava 60kg e vesti, só que eu pesava 32kg, já viu ne? Ajustei com alfinetes. Tudo bem que agora é moda ne? Hoje até a Madonna usa, mas essa moda aí fui eu que comecei viu? Alfinetes na roupa é muito meu, é coisa de Elza!
No pé coloquei uma sandália que a gente chamava de “mamãe tô na merda”, e fui!
Quando me chamaram, levantei e entrei no palco do auditório. O auditório tava lotado, todo mundo começou a rir alto debochando de mim
Seu Ary me chamou e perguntou:
_ O que você veio fazer aqui?
_ Eu vim Cantar!
_ Me diz uma coisa, de que planeta você veio?
_ Do mesmo planeta seu Seu Ary.
_ E qual é o meu planeta?
_ PLANETA FOME!
Alí, todo mundo que estava rindo viu que a coisa era séria e sentaram bem quietinhos.
Cantei a música Lama.
O Gongo não soou e eu ganhei, levei o prêmio e meu filho está vivo até hoje, graças a Deus!
De lá pra cá, sempre levo comigo um Alfinete.
Naquela época eu achava que se tivesse alimentos pros meus filhos, não teria mais fome. O tempo passou e eu continuei com fome, fome de cultura, de dignidade, de educação, de igualdade e muito mais, percebo que a fome só muda de cara, mas não tem fim.
Há sempre um vazio que a gente não consegue preencher e talvez seja essa mesma a razão da nossa existência.
E é disso que se trata "PLANETA FOME", é essa a história que os talentosos Alexandre Linhares e Thifany F conseguiram contar nesse figurino.
Está MARAVILHOSO, não está?

Fotos:
1 @marcoshermes
2 @opedroloureiro
3 e 4 @amarelourca

Figurino:
Produção Executiva: @ojulianoalmeida
Direção Criativa: @opedroloureiro
Execução: Alexandre Linhares e Thifany F assinam juntos pela @halartetextil
Cabelo e Maquiagem: @pachu

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

E ninguém se pergunta o que o boso quer da Amazônia...para o seu fã clube zumbi, o interesse e a ganância são apenas do resto mundo... Mas ninguém se questiona sobre o que o próprio bobonazi queria dizer afirmando que os Estados Unidos poderiam "ajudar" o Brasil a gerenciar melhor os recursos da Amazônia...quer dizer que ele escolhe quem vai explorar e saquear mais... será? Acho que não...ele é a favor do meio ambiente, lembremos o que já disse "a Amazônia é como uma virgem que é desejada pelos tarados"...ele disse isso achando que elogiava ao capital estrangeiro SEDENTO POR NOSSA VIRGEM... Que ele gostaria de oferecer de bandeja aos amigos...Pouco cavalheiresco, pouco diplomático, pouco soberanista, pouco inteligente. Agora não se pode dizer que é pouco claro. Ele foi rigorosamente explícito ao dizer que quer ver a Amazônia ESTUPRADA para seu deleite... misoginia metaforizada em sifrão...
O mito da ressocialização no Brasil é uma afronta à democracia antiga. Nenhum governo nas esferas municipais, estaduais e federais GARANTIU ESSE DIREITO à nossa população. Aqui o massacre legalizado (judicialista) é o que mais derruba a republiqueta, infame e escória que temos no parlamento. Um falar de autoridades que ASSASSINAM e CONDENAM AO LIMBO milhares de cidadãos com um único fim perverso: EUGENIA. Nossa "justiça" é uma falácia imunda!
Texto que será publicado no Jornal O Globo no dia de amanhã.
Por Fernanda Young.

Bando de cafonas

A Amazônia em chamas, a censura voltando, a economia estagnada, e a pessoa quer falar de quê?
Dos cafonas. Do império da cafonice que nos domina. Não exatamente nas roupas que vestimos ou nas músicas que escutamos — a pessoa quer falar do mau gosto existencial. Do que há de cafona na vulgaridade das palavras, na deselegância pública, na ignorância por opção, na mentira como tática, no atraso das ideias.

O cafona fala alto e se orgulha de ser grosseiro e sem compostura. Acha que pode tudo e esfrega sua tosquice na cara dos outros. Não há ética que caiba a ele. Enganar é ok. Agredir é ok. Gentileza, educação, delicadeza, para um convicto e ruidoso cafona, é tudo coisa de maricas.
O cafona manda cimentar o quintal e ladrilhar o jardim. Quer todo mundo igual, cantando o hino. Gosta de frases de efeito e piadas de bicha. Chuta o cachorro, chicoteia o cavalo e mata passarinho. Despreza a ciência, porque ninguém pode ser mais sabido que ele. É rude na língua e flatulento por todos os seus orifícios. Recorre à religião para ser hipócrita e à brutalidade para ser respeitado.
A cafonice detesta a arte, pois não quer ter que entender nada. Odeia o diferente, pois não tem um pingo de originalidade em suas veias. Segura de si, acha que a psicologia não tem necessidade e que desculpa não se pede. Fala o que pensa, principalmente quando não pensa. Fura filas, canta pneus e passa sermões. A cafonice não tem vergonha na cara.
O cafona quer ser autoridade, para poder dar carteiradas. Quer vencer, para ver o outro perder. Quer ser convidado, para cuspir no prato. Quer bajular o poderoso e debochar do necessitado. Quer andar armado. Quer tirar vantagem em tudo. Unidos, os cafonas fazem passeatas de apoio e protestos a favor. Atacam como hienas e se escondem como ratos.
Existe algo mais brega do que um rico roubando? Algo mais chique do que um pobre honesto? É sobre isso que a pessoa quer falar, apesar de tudo que está acontecendo. Porque só o bom gosto pode salvar este país.

sábado, 24 de agosto de 2019

Defender Bolsonazi é estar anestesiado e contaminado pela desumanidade. Um mal que se naturaliza no corpo frio e sem qualquer capacidade de saber. O saber é do corpo, o conhecimento - infelizmente - é do papel (que acaba com o mundo hoje). Eu quero simbolizar aqui o que penso sobre a Ciência ter chegado nesse lugar tão distante da gente que contribui por meio de tecnologias midiática e de dispositivos legalistas e teóricos com o fim de ser instrumento do capital tirano. O saber precisa voltar para o corpo humano e para a humanização. Esse deve ser sua ética!

domingo, 18 de agosto de 2019

Ainda assim eu me levanto
Você pode me riscar da História
Com mentiras lançadas ao ar.
Pode me jogar contra o chão de terra,
Mas ainda assim, como a poeira, eu vou me levantar.
Minha presença o incomoda?
Por que meu brilho o intimida?
Porque eu caminho como quem possui
Riquezas dignas do grego Midas.
Como a lua e como o sol no céu,
Com a certeza da onda no mar,
Como a esperança emergindo na desgraça,
Assim eu vou me levantar.
Você não queria me ver quebrada?
Cabeça curvada e olhos para o chão?
Ombros caídos como as lágrimas,
Minh’alma enfraquecida pela solidão?
Meu orgulho o ofende?
Tenho certeza que sim
Porque eu rio como quem possui
Ouros escondidos em mim.
Pode me atirar palavras afiadas,
Dilacerar-me com seu olhar,
Você pode me matar em nome do ódio,
Mas ainda assim, como o ar, eu vou me levantar.
Minha sensualidade incomoda?
Será que você se pergunta
Porquê eu danço como se tivesse
Um diamante onde as coxas se juntam?
Da favela, da humilhação imposta pela cor
Eu me levanto
De um passado enraizado na dor
Eu me levanto
Sou um oceano negro, profundo na fé,
Crescendo e expandindo-se como a maré.
Deixando para trás noites de terror e atrocidade
Eu me levanto
Em direção a um novo dia de intensa claridade
Eu me levanto
Trazendo comigo o dom de meus antepassados,
Eu carrego o sonho e a esperança do homem escravizado.
E assim, eu me levanto
Eu me levanto
Eu me levanto.

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

A confusão entre liberalismo e liberdade é proposital e inescrupulosa. Os conceitos mais fortes no atual neoliberalismo tirano  são: "liberdade de expressão", "liberdade de escolha", "liberdade de consumo", "liberdade individual", etc. Bases do que se vende como "felicidade". Duas palavras intoxicadas pelos discursos extremistas "liberdade" e "felicidade", porque fazem parte da angústia primária do ser humano que possui a ambiguidade de ser individual e social e tudo converge ainda para o sentido destruído de "solidão" que virou uma baboseira chamada "solitude" individualista (olha a redundância aí, gente!). Mas andamos comprando esses sonhos embalados pro nosso presente que "será melhor amanhã", eles sempre garantem. Por isso, tratar das questões íntimas se tornou tão indispensável. Porque a autonomia precisa ser URGENTEMENTE valorizada, pois a alienação das massas já é o mal do século XXI, que parecia querer um apelido carinhoso como o século das liberdades e se mostra uma cápsula de volta a passados de correntes. Uma ironia cruel na narrativa histórica do homem pós-moderno.

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

A gente se esquece
                          ...num canto
 Se esquece
                         ...de se descobrir
E se esconde
                         ... até de si mesmo

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

- Nunca apareceu algum fantasma por aqui?
- Fantasma? Ahahah. Claro que não.
- Ninguém da sua equipe nunca viu nada sobrenatural? Pode contar, sempre há histórias sinistras nos cemitérios...
- Nos cemitérios há histórias tristes, não sinistras…
- Conta para nós como é o trabalho?
- A equipe de coveiros prepara a cova no lugar certo e no tempo certo para o enterro. Enquanto a família faz o velório, nós preparamos tudo aqui para não haver imprevistos ou inconvenientes na hora do enterro.
- Mas sempre pode haver imprevistos, não é mesmo?
- Nosso trabalho é muito profissional. Há toda uma técnica envolvida. Precisamos ser quase invisíveis. Até o modo de recolocação da terra com a pá possui uma técnica especial, para que a terra não faça barulho quando é jogada para cobrir o caixão.
- Pensando bem, realmente, em todos os enterros que já fui, nunca reparei no trabalho dos coveiros, embora sejam eles que façam tudo. Incrível mesmo.
- Essas técnicas são importantes porque precisamos ter muito respeito ao corpo e à família do falecido, que está passando por um momento de muita dor. Nunca é só preparar a cova para depois enterrar o caixão. Há toda uma infra-estrutura para proporcionar à família uma despedida digna.
- Mas acontecem coisas alegres também? Nunca aconteceu algo ou uma situação que vocês se seguraram para não rir?
- Às vezes acontecem coisas engraçadas. Lembro uma vez que entrou um bêbado no enterro, que devia ser amigo do falecido, e começou a discursar em voz alta... Isso acontece às vezes. Às vezes até a família ri.
- E situações tristes?
- Sempre é triste. Nós lidamos com momentos de profunda tristeza das famílias. Por isso precisamos ser muito profissionais. Mas há situações que nos tocam também. Há momentos em que até nós, que estamos acostumados com o trabalho, ficamos sensibilizados. Já aconteceu de um colega nosso fazer o enterro de um parente. E já aconteceu de um colega enterrar a própria mãe.
- Puxa, nunca tinha pensado nisso…
- Mas no trabalho aprendemos a separar a emoção. Fazemos o que precisamos fazer com muito respeito. E nos preparamos muito para o que o pode acontecer.
- Como assim?
- Um enterro de um parente que há anos estava doente é um momento triste para a família, claro. Mas um enterro de uma criança é algo muito, mas muito mais dolorido. As pessoas passam mal. Desmaiam. Precisam ser socorridas. Deixamos corredores abertos para socorro.
- Realmente… Pensava que o trabalho de coveiro era só cavar e enterrar. Mas isso é só uma pequena parte mesmo.
- Sim, enterrar, exumar… Não há no Brasil estudos ou ensino dessas técnicas. É uma pena, porque precisava. A gente estuda por conta própria e compartilha as experiências. Eu leio muito sobre os cemitérios do mundo inteiro. Como são enterrados os corpos em Portugal, no Egito, na Inglaterra… A gente estuda muito.
Sônia Guajajaras é uma das maiores mulheres latino-americanas do século XXI. E eu pergunto: quem IGNOROU ela nesse título? Os mesmos que ponderam quando o assunto é direitos étnicos e identitários para as comunidades tradicionais, tais como Quilombolas, Indígenas, Ribeirinhos e MUITOS outros em vários territórios em todo o Brasil. São os mesmos que NÃO ENXERGAM a necessidade de BERRAR pelo direito dos povos indígenas ANTES até de falarem dos seus. Bolsonazi é o pior de todos os demônios exterminadores que já apareceu na história dos ameríndios. Um dos mais PERVERSOS governantes da história curta desse país ingênuo cheio de ignóbeis. Somos infantis quanto aos direitos que temos e quanto aos direitos de nossas populações tradicionais! É uma indignação atrás da outra. Honestamente ser brasileira é uma VERGONHA!

domingo, 11 de agosto de 2019

Marcelo Totipah poesia e cicloviagem


O Marcelo Totipah é um cicloviajnte inspirador que nos faz sair do chão cinzento e sem vida. Ele nos convida a apreciar a vida com os olhos de uma criança amada. Ele nos mostra que ser amado é olhar para o mundo, para a natureza, para os seres com amor e em reciprocidade amado ser.
Eu só consigo enxergar alma nas palavras do Marcelo. A poesia nele permanece.

https://www.facebook.com/marcelototipah/

A NOITE MAIS LINDA

Estava quase dormindo quando minha gata bateu a porta da barraca. Abri pensando que ela queria entrar, mas ela queria que eu saísse. A Lua crescente tinha acabado de se pôr e a visão da noite era delírio.

O céu gritava estrelas. Júpiter destoava de tão clara, exuberante. Na beira da lagoa entre as algas, insetos brilhavam fixos, sutis como as estrelas. Vagalumes riscavam galhos piscantes. Noite sem lua e sem nenhuma luz criada pelo homem, tudo brilhava.

A lagoa espelhava céu. Estrelas se embaraçavam brilhos tímidos verdes que vinham das algas.

Latidos de cachorro longe, sinos de vacas descompassadas, vindas do vento anunciado nas palmeiras farfalhadas. E os grilos ali, contínuos, presentes, orquestrados.

Antes que o frio e o sono me convidassem para a barraca, contei seis estrelas cadentes. Estrelas que viraram vagalumes. Ou vagalumes que fingiam estrelas.

A companhia da natureza é a melhor solidão que existe.

Marcelo Totipah