Infelizmente nossa realidade impede que muitos dos brasileiros imaginem o que seja uma universidade federal. Com certeza, a esmagadora maioria mal pensa em cursar uma faculdade, muito menor é o número dos que sonham em se pós graduar por uma instituição pública. A população não sabe que possui esse direito, não sabe que é um "sonho" que deveria se tornar realidade, não sabe que pode e deve querer maior qualificação profissional para além de uma simples formação burocrática (comprobatória, só um papel para mostrar na entrevista de emprego por exemplo), entre outras alienações. O povo brasileiro é muito alienável porque não possui instrução formal de qualidade, já que a escola pública em geral vem sendo há séculos um projeto de inserção de mão de obra em um tipo de mercado de trabalho violento, que é contra a qualidade de vida do operário, sendo viciado em produtividade precarizante. São muitos os fatores e o produto é um só: ignorância. Esse é o efeito de um projeto de país que se fez desde a primeira colonização e segue na sua versão mais feroz, o imperialismo neoliberal fascista. É preciso reagir? Óbvio! Mas como se enfrenta uma mídia colonizada, com uma educação precarizada, com professores tornados inimigos e com uma população esmolando direitos elementares como o de se alimentar???? É um desabafo o que eu faço. Me perdoem.
Se eu mergulho em mim, derramo amor...prazer... ódio... rupturas. Se eu te mergulho, deságuo em fúrias...feras...feridas...e amar. É sobre o encontro de mágoas às vezes, mas em um vigoroso oceano há sempre vida!
terça-feira, 16 de julho de 2019
segunda-feira, 8 de julho de 2019
Não tem maior representação do Brasil do que a imagem de um estádio de futebol com a seleção masculina em final de campeonato cuja divisão entre os que vaiam e os que aplaudem demonstra nosso abismo. Enfim, eles conseguiram. Colocaram o povo em guerra, fizeram da nossa gente uma torcida que se estranha e se sabota. Hoje somos um país sabotado de sabotados! Não há mesmo o que comemorar, não há por que comemorar. Sobre o atual (DES)governante do país, não há nem o que se falar, senão que é um ventríloquo, uma besta falante. Também há muito o que se entristecer por isso. Mas nada é maior do que o fracasso democrático, isto é, a derrota do povo brasileiro expressa em sua autorrejeição. Somos um país despedaçado.
terça-feira, 2 de julho de 2019
Um pouco por preguiça, um pouco por pão-durismo, tenho muita dificuldade em abrir mão de pertences de uso cotidiano. Fui proprietário, até o final de março, de um moletom que era o meu favorito e me acompanhava desde 2005. A estampa estava toda descascada e o zíper foi quebrando em várias partes até que se soltou completamente. Uma pena, porque tenho saudades desse moletom. Lembro também de um par de tênis brancos que dei como aposentados após quase uma década de uso. Passou um ano ou dois e os reabilitei para um fim de carreira que se estendeu por mais um biênio. Meu computador teve carreira semelhante: nascido em 2009, entrou em coma em abril do ano passado e, desenganado pelos técnicos, passou três meses vegetando até que retornou um dia sem aviso, lento mas robusto, e aqui está, é nele que vou escrevendo estas bobagens. O mais recente episódio começou em fevereiro, quando meu telefone deixou de carregar. Não demorei a perceber que bastava dar uma leve calçada na extremidade do cabo que ele voltava a carregar, assim de viés, mas carregava. Tinha que tomar muito cuidado, na hora de digitar, para não fazer ruir o calço que eu edificava com a carteira e um livro de crônicas. Segui assim por mais três meses, até que numa quinta-feira ele morreu por completo. Ou pensava eu que tinha morrido, porque o levei até uma loja e tiraram do buraco do carregador uma bolinha de tecido, que era o que estava atrapalhando tudo. E redivivo ele seguiu por mais seis ou sete semanas, até que a tomada ao lado da cama – mistérios da tecnologia – deixou de funcionar. Tive que mudar para a tomada perto da porta, o que era incômodo, porque eu esquecia de acionar o alarme e tinha que sair de baixo das cobertas para garantir que ele tocasse de manhã. Mas a tomada da porta também parou de funcionar – e eu tentei sugar com a boca uma nova bolinha de tecido, mas agora o problema parece que não era mais com o buraco do carregador, era mesmo com a tomada. Atrás da estante de livros fui encontrar uma terceira tomada, esquecida, que me serviu por mais alguns dias, mas como as outras morreu, vai entender. De maneira que, nesta noite de segunda, estou respondendo mensagens de pé, no banheiro, na tomada que me restou, apenas sete por cento de bateria. Em noites frias, meu celular salta do oitenta e dois para o nove por cento, sem aviso. Outras vezes fica estacionado no cinquenta e um por horas, até que num instante vai a zero e morre. Por essas e outras, tem tudo para continuar a meu lado por mais alguns anos.
Daniel Serrano - crônica de Facebook
Daniel Serrano - crônica de Facebook
domingo, 2 de junho de 2019
Aproveita as coisas boas, tá
"até a próxima vez" alguém saberia tecer os laços no invisível caminho dos afetos. Eu não sei. Então, lhe disse o que havia ali e segui. Não há nenhuma rota de encontro agora.
Eu sou assim
Eu sou assim
É gol do patriarcado! Mais uma mulher vai ser julgada sem ter como se defender!
eu queria pontuar uma coisa fundamental na situação do print da conversa, ele por si já acarretaria danos morais ao referido acusado porque usa de coação moral (assédio na exposição pública) a fim de obstruir a acusação. A única coisa que não se está discutindo é o que de fato importa, a suposta vítima estar sendo coagida em público e ainda haver quem lhe constranja. Se fôssemos um país digno, esse tipo de procedimento já estaria claramente tipificado como agravante em casos de assédio sexual, moral, violência psicológica e até mesmo em casos de tentativa de feminicídio. Sobre o fato de os juízes, sem magistratura, estarem supondo a prévia condenação da vítima por falso crime, eu ainda tenho uma última observação: um país com a cultura entranhada pelo futebol, que chega a ser confundido com a identidade do nosso povo de modo até superficial, jamais colocará o ídolo (fabricado) nessa berlinda, quem será a apedrejada publicamente...adivinha? Ele fez isso conscientemente! Não esqueçamos, por fim, o caso emblemático de Elisa Samúdio que declarou se sentir ameaçada, foi brutalmente assassinada, teve os assassinos "presos" por um tempo insignificante perto do tamanho do crime e tem hoje, SEU MAIOR CONDENADOR E FEMINICIDA, de novo de volta aos gramados... É gol do patriarcado! E para nós, insignificantes mulheres, é MORTE (da nossa dignidade ou do nosso corpo). Eu não desejo isso a nenhuma de nós! E gostaria que essa doença chamada MACHISMO que fomenta a cultura do estupro ACABASSE! Independentemente do desenrolar desse caso, tenho uma certeza incontestável em mim: ser mulher é estar em constante perigo sempre, até entre as iguais.
segunda-feira, 13 de maio de 2019
Ser escravo da profissão é uma ideologia aprisionadora
é francamente uma ideologia exploradora essa que defende o "amor" pela profissão. Desde que li Paulo Freire, no livro "Professora sim, tia não! Cartas a quem ousa ensinar", eu sempre questiono essa mentalidade que faz dos professores profissionais que se doam como a um sacerdócio, como a um matrimônio com a sociedade ( o que é absurdamente equivocado). Em primeiro lugar, o profissional deve ter a postura ética de ser tecnicamente regrado e formado. Em segundo lugar, a experiência com a realidade escolar deve ser seu maior meio de inspiração didática, metodológica e teórica. Em terceiro lugar, a sua personalidade (a subjetividade natural humana) deve ser respeitada para que o seu ofício tenha uma possibilidade de execução real e não ideal (em outras palavras, impossível). Em quarto lugar, nenhum profissional deve ter que colocar a sua vida no trabalho prioritariamente em relação a sua demanda emocional e pessoal de forma geral. Em ultimo lugar, só pra não ser mais chata, "amar a profissão" não é nem de longe uma premissa de felicidade humana, nem de realização, é sim um condicionamento cultural que nos aprisiona a situações insalubres, humilhantes, estagnadoras e assujeitadas. Por tudo isso, eu sou ABSOLUTAMENTE contra qualquer ideologia superficial que imponha o "amor ao trabalho", fato este que considero uma escravização mental contemporânea. Ninguém é um professor, apenas está. E pode deixar de ser profissional de tal área a hora que bem entender, se for para a sua satisfação pessoal. É isso.
terça-feira, 30 de abril de 2019
Coloca ela de quatro, ela adora. Mas não começa fazendo isso na cama. Primeiro coloca ela de quatro nos sentimentos.
Sabe aqueles erros de outros caras que elas comenta? Escute e não erre igual.
Sabe aquele cara que quebrou o coração dela? Mostre ser diferente.
Sabe a falta de fé dela em relacionamentos e caras fiéis? Prove todos os dias que ela está errada e que você é um presente que ela muito merecia.
Coloque ela de quatro pelo seu jeito de tratá-la. Deixe ela vulnerável através da sua sinceridade, das suas palavras carinhosas, das suas atitudes que provam ser suas palavras verdadeiras.
Ela está louca para ficar de quatro na cama, louca para realizar e ser realizada, mas ela não fará isso sem antes ter certeza que o cara atrás dela, o cara para quem ela dá as costas, será o cara que também irá acima de tudo protegê-la.
Antes de querer ela vulnerável tenha certeza que você se garante para ser a proteção dela, o confidente, o melhor amigo. Antes de por ela de quatro na cama tenha certeza que você está pronto para os dias em que ela não estiver legal, para os dias que ela só quiser deitar no seu peito e desabar.
Fique de quatro por ela, sem medo, sem competir ou querer ser melhor. Fique de quatro por ela com sua sinceridade. Fale a verdade mesmo que possa doer. Não esconda seu passado, mas mais do que isso olhe nos olhos dela quando for falar sobre o futuro que quer para vocês dois.
Coloca ela de quatro com a confiança, a verdade que você transmite. Te garanto que ela será incrível na cama e na sua vida quando ela tiver certeza que você é mais do que o presente, que você pode ser o futuro dela.
Texto: @Felipe_sandrin
Sabe aqueles erros de outros caras que elas comenta? Escute e não erre igual.
Sabe aquele cara que quebrou o coração dela? Mostre ser diferente.
Sabe a falta de fé dela em relacionamentos e caras fiéis? Prove todos os dias que ela está errada e que você é um presente que ela muito merecia.
Coloque ela de quatro pelo seu jeito de tratá-la. Deixe ela vulnerável através da sua sinceridade, das suas palavras carinhosas, das suas atitudes que provam ser suas palavras verdadeiras.
Ela está louca para ficar de quatro na cama, louca para realizar e ser realizada, mas ela não fará isso sem antes ter certeza que o cara atrás dela, o cara para quem ela dá as costas, será o cara que também irá acima de tudo protegê-la.
Antes de querer ela vulnerável tenha certeza que você se garante para ser a proteção dela, o confidente, o melhor amigo. Antes de por ela de quatro na cama tenha certeza que você está pronto para os dias em que ela não estiver legal, para os dias que ela só quiser deitar no seu peito e desabar.
Fique de quatro por ela, sem medo, sem competir ou querer ser melhor. Fique de quatro por ela com sua sinceridade. Fale a verdade mesmo que possa doer. Não esconda seu passado, mas mais do que isso olhe nos olhos dela quando for falar sobre o futuro que quer para vocês dois.
Coloca ela de quatro com a confiança, a verdade que você transmite. Te garanto que ela será incrível na cama e na sua vida quando ela tiver certeza que você é mais do que o presente, que você pode ser o futuro dela.
Texto: @Felipe_sandrin
segunda-feira, 22 de abril de 2019
Intertexto - Bertolt Brecht
Primeiro levaram os negros
Mas não me importei com isso
Eu não era negro
Em seguida levaram alguns operários
Mas não me importei com isso
Eu também não era operário
Depois prenderam os miseráveis
Mas não me importei com isso
Porque eu não sou miserável
Depois agarraram uns desempregados
Mas como tenho meu emprego
Também não me importei
Agora estão me levando
Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo.
Primeiro levaram os negros
Mas não me importei com isso
Eu não era negro
Em seguida levaram alguns operários
Mas não me importei com isso
Eu também não era operário
Depois prenderam os miseráveis
Mas não me importei com isso
Porque eu não sou miserável
Depois agarraram uns desempregados
Mas como tenho meu emprego
Também não me importei
Agora estão me levando
Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo.
domingo, 21 de abril de 2019
Toque Sutil
(Sociólogo de Botequim)
Em seu corpo meu toque sutil
Faz sua alma tremer
Sua pele sentindo o desejo no gosto do beijo que te faz gemer
Das pernas subo devagar
E vou te levando ao céu
Te sinto suando, querendo, em chamas ardendo implorando meu mel
No pescoço meus lábios repousam
Teu corpo a se contorcer
Teu cheiro em meu cheiro na dança que traz a esperança de não fenecer
Minha língua no ponto sagrado
Enfim gera uma explosão
Do gozo eu já sinto o gosto mas não deixo o posto até a sua exaustão
Então vejo o seu sorriso e é o que eu preciso pra compreender
Que suas pernas já não se aguentam e os lábios desejam me ter em você
Com a força que sobra te ergo, seguro te envergo, te lanço pro ar
E pra explodir de desejo te envolvo num beijo para em ti penetrar
(Sociólogo de Botequim)
Em seu corpo meu toque sutil
Faz sua alma tremer
Sua pele sentindo o desejo no gosto do beijo que te faz gemer
Das pernas subo devagar
E vou te levando ao céu
Te sinto suando, querendo, em chamas ardendo implorando meu mel
No pescoço meus lábios repousam
Teu corpo a se contorcer
Teu cheiro em meu cheiro na dança que traz a esperança de não fenecer
Minha língua no ponto sagrado
Enfim gera uma explosão
Do gozo eu já sinto o gosto mas não deixo o posto até a sua exaustão
Então vejo o seu sorriso e é o que eu preciso pra compreender
Que suas pernas já não se aguentam e os lábios desejam me ter em você
Com a força que sobra te ergo, seguro te envergo, te lanço pro ar
E pra explodir de desejo te envolvo num beijo para em ti penetrar
sábado, 20 de abril de 2019
Sem lhe conhecer
Senti uma vontade louca de querer você
Nem sempre se entende as loucuras de uma paixão
Tem jeito não
Olha pra mim
Faz tempo que meu coração não bate assim
Não faz assim, me diz seu nome
Não me negue a vontade de sonhar
De sonhar os meus sonhos com você
Despertando pro seu adormecer
Seria bom demais
Que bem me faz, você.
Senti uma vontade louca de querer você
Nem sempre se entende as loucuras de uma paixão
Tem jeito não
Olha pra mim
Faz tempo que meu coração não bate assim
Não faz assim, me diz seu nome
Não me negue a vontade de sonhar
De sonhar os meus sonhos com você
Despertando pro seu adormecer
Seria bom demais
Que bem me faz, você.
terça-feira, 16 de abril de 2019
PARTE 2
O olhar parecia de uma santa,
mas o corpo se movia bestialmente
ela sabia o que queria
sabia o que fazia
Suas pernas se abriam
feito uma bailarina,
as mãos me tocavam
quase que a alma
Como pode tanto aos 20 e poucos anos?
O olhar parece inocente,
mas sua boca é tão libertina:
molhada, quente, sagaz,
desliza por todo o meu corpo,
sussurra de maneira depravada
– me come na mesa
Enfio minha cabeça
entre suas coxas carnudas,
chupo a sua flor
que parece uma brasa
quente e avermelhada
Enquanto isso,
ela recita palavras obscenas
me puxando para dentro de si
pelos cabelos
Debruço ela na mesa
e meto com vontade,
latejando brutalmente
até o nosso suor estampar
a marca do nosso pecado
por toda a madeira da mesa
O olhar parecia de uma aluna,
mas o seu corpo ensinou
mais do que eu poderia imaginar.
( Cleydson Ramones )
O olhar parecia de uma santa,
mas o corpo se movia bestialmente
ela sabia o que queria
sabia o que fazia
Suas pernas se abriam
feito uma bailarina,
as mãos me tocavam
quase que a alma
Como pode tanto aos 20 e poucos anos?
O olhar parece inocente,
mas sua boca é tão libertina:
molhada, quente, sagaz,
desliza por todo o meu corpo,
sussurra de maneira depravada
– me come na mesa
Enfio minha cabeça
entre suas coxas carnudas,
chupo a sua flor
que parece uma brasa
quente e avermelhada
Enquanto isso,
ela recita palavras obscenas
me puxando para dentro de si
pelos cabelos
Debruço ela na mesa
e meto com vontade,
latejando brutalmente
até o nosso suor estampar
a marca do nosso pecado
por toda a madeira da mesa
O olhar parecia de uma aluna,
mas o seu corpo ensinou
mais do que eu poderia imaginar.
( Cleydson Ramones )
terça-feira, 9 de abril de 2019
20 DICAS PARA ESCREVER BEM:
1. Evite repetir a mesma palavra, porque essa palavra vai se tornar uma palavra repetitiva e, assim, a repetição da palavra fará com que a palavra repetida diminua o valor do texto em que a palavra se encontre repetida!
2. Fuja ao máx. da utiliz. de abrev., pq elas tb empobrecem qquer. txt ou mensag. que vc. escrev.
3. Remember: Estrangeirismos never! Eles estão out! Já a palavra da língua portuguesa é very nice! Ok?
4. Você nunca deve estar usando o gerúndio! Porque, assim, vai estar deixando o texto desagradável para quem vai estar lendo o que você vai estar escrevendo. Por isso, deve estar prestando atenção, pois, caso contrário, quem vai estar recebendo a mensagem vai estar comentando que esse seu jeito de estar redigindo vai estar irritando todas as pessoas que vão estar lendo!
5. Não apele pra gíria, mano, ainda que pareça tipo assim, legal, da hora, sacou? Então joia. Valeu!
6. Abstraia-se, peremptoriamente, de grafar terminologias vernaculares classicizantes, pinçadas em alfarrábios de priscas eras e eivadas de preciosismos anacrônicos e esdrúxulos, inconciliáveis com o escopo colimado por qualquer escriba ou amanuense.
7. Jamais abuse de citações. Como alguém já disse: “Quem anda pela cabeça dos outros é piolho”. E “Todo aquele que cita os outros não tem ideias próprias”!
8. Lembre-se: o uso de parêntese (ainda que pareça ser necessário) prejudica a compreensão do texto (acaba truncando seu sentido) e (quase sempre) alonga desnecessariamente a frase.
9. Frases lacônicas, com apenas uma palavra? NUNCA!
10. Não use redundâncias, ou pleonasmos ou tautologias na redação. Isso significa que sua redação não precisa dizer a mesmíssima coisa de formas diferentes, ou seja, não deve repetir o mesmo argumento mais de uma vez. Isso que quer dizer, em outras palavras, que não se deve repetir a ideia que já foi transmitida anteriormente por palavras iguais, semelhantes ou equivalentes.
11. A hortografia meresse muinta atensão! Preciza ser corrijida ezatamente para não firir a lingúa portuguêza!
12. Não abuse das exclamações! Nunca!!! Jamais!!! Seu texto ficará intragável!!! Não se esqueça!!!
13. Evitar-se-á sempre a mesóclise. Daqui para frente, pôr-se-á cada dia mais na memória: “Mesóclise: evitá-la-ei”! Exclui-la-ei! Abominá-la-ei!”
14. Muita atenção para evitar a repetição de terminação que dê a sensação de poetização! Rima na prosa não se entrosa: é coisa desastrosa, além de horrorosa!
15. Fuja de todas e quaisquer generalizações. Na totalidade dos casos, todas as pessoas que generalizam, sem absolutamente qualquer exceção, criam situações de confusão total e geral.
16. A voz passiva deve ser evitada, para que a frase não seja passada de maneira não destacada junto ao público para o qual ela vai ser transmitida.
17. Seja específico: deixe o assunto mais ou menos definido, quase sem dúvida e até onde for possível, com umas poucas oscilações de posicionamento.
18. Como já repeti um milhão de vezes: evite o exagero. Ele prejudica a compreensão de todo o mundo!
19. Por fim, Lembre-se sempre: nunca deixe frases incompletas. Elas sempre dão margem a
James Michener, escritor, ganhador do Prêmio Pulitzer de 1948.
1. Evite repetir a mesma palavra, porque essa palavra vai se tornar uma palavra repetitiva e, assim, a repetição da palavra fará com que a palavra repetida diminua o valor do texto em que a palavra se encontre repetida!
2. Fuja ao máx. da utiliz. de abrev., pq elas tb empobrecem qquer. txt ou mensag. que vc. escrev.
3. Remember: Estrangeirismos never! Eles estão out! Já a palavra da língua portuguesa é very nice! Ok?
4. Você nunca deve estar usando o gerúndio! Porque, assim, vai estar deixando o texto desagradável para quem vai estar lendo o que você vai estar escrevendo. Por isso, deve estar prestando atenção, pois, caso contrário, quem vai estar recebendo a mensagem vai estar comentando que esse seu jeito de estar redigindo vai estar irritando todas as pessoas que vão estar lendo!
5. Não apele pra gíria, mano, ainda que pareça tipo assim, legal, da hora, sacou? Então joia. Valeu!
6. Abstraia-se, peremptoriamente, de grafar terminologias vernaculares classicizantes, pinçadas em alfarrábios de priscas eras e eivadas de preciosismos anacrônicos e esdrúxulos, inconciliáveis com o escopo colimado por qualquer escriba ou amanuense.
7. Jamais abuse de citações. Como alguém já disse: “Quem anda pela cabeça dos outros é piolho”. E “Todo aquele que cita os outros não tem ideias próprias”!
8. Lembre-se: o uso de parêntese (ainda que pareça ser necessário) prejudica a compreensão do texto (acaba truncando seu sentido) e (quase sempre) alonga desnecessariamente a frase.
9. Frases lacônicas, com apenas uma palavra? NUNCA!
10. Não use redundâncias, ou pleonasmos ou tautologias na redação. Isso significa que sua redação não precisa dizer a mesmíssima coisa de formas diferentes, ou seja, não deve repetir o mesmo argumento mais de uma vez. Isso que quer dizer, em outras palavras, que não se deve repetir a ideia que já foi transmitida anteriormente por palavras iguais, semelhantes ou equivalentes.
11. A hortografia meresse muinta atensão! Preciza ser corrijida ezatamente para não firir a lingúa portuguêza!
12. Não abuse das exclamações! Nunca!!! Jamais!!! Seu texto ficará intragável!!! Não se esqueça!!!
13. Evitar-se-á sempre a mesóclise. Daqui para frente, pôr-se-á cada dia mais na memória: “Mesóclise: evitá-la-ei”! Exclui-la-ei! Abominá-la-ei!”
14. Muita atenção para evitar a repetição de terminação que dê a sensação de poetização! Rima na prosa não se entrosa: é coisa desastrosa, além de horrorosa!
15. Fuja de todas e quaisquer generalizações. Na totalidade dos casos, todas as pessoas que generalizam, sem absolutamente qualquer exceção, criam situações de confusão total e geral.
16. A voz passiva deve ser evitada, para que a frase não seja passada de maneira não destacada junto ao público para o qual ela vai ser transmitida.
17. Seja específico: deixe o assunto mais ou menos definido, quase sem dúvida e até onde for possível, com umas poucas oscilações de posicionamento.
18. Como já repeti um milhão de vezes: evite o exagero. Ele prejudica a compreensão de todo o mundo!
19. Por fim, Lembre-se sempre: nunca deixe frases incompletas. Elas sempre dão margem a
James Michener, escritor, ganhador do Prêmio Pulitzer de 1948.
domingo, 7 de abril de 2019
OS FILHOS DO QUARTO!
NÃO DEIXE DE LER
Antes perdíamos filhos nos rios, nos matos, nos mares, hoje temos perdido eles dentro do quarto!
Quando brincavam nos quintais ouvíamos suas vozes, escutávamos suas fantasias e ao ouvi-los,
mesmo a distância, sabíamos o que se passava em suas mentes.
Quando entravam em casa não existia uma TV em cada quarto, nem dispositivos eletrônicos em suas mãos.
Hoje não escutamos suas vozes, não ouvimos seus pensamentos e fantasias, as crianças estão ali, dentro de seus quartos, e por isso pensamos estarem em segurança.
Quanta imaturidade a nossa.
Agora ficam com seus fones de ouvido, trancados em seus mundos, construindo seus saberes sem que saibamos o que é...
Perdem literalmente a vida, ainda vivos em corpos, mas mortos em seus relacionamentos com seus pais, fechados num mundo global de tanta informação e estímulos, de modismos passageiros, que em nada contribuem para formação de crianças seguras e fortes para tomarem decisões moralmente corretas e de acordo com seus valores familiares.
Dentro de seus quartos perdemos os filhos pois não sabem nem mais quem são ou o que pensam suas famílias, já estão mortos de sua identidade familiar...
Se tornam uma mistura de tudo aquilo pelo qual eles tem sido influenciados e pais nem sempre já sabem o que seus filhos são.
Você hoje pode ler esse texto e amar, mandar para os amigos.
Pode enxergar nele verdades e refletir. Tudo isso será excelente.
Mas como Psicopedagoga tenho visto tantas famílias doentes com filhos mortos dentro do quarto, então faço você um convite e, por favor aceite !
Convido você a tirar seu filho do quarto, do tablet, do celular, do computador, do fone de ouvido, convido você a comprar jogos de mesa, tabuleiros e ter filhos na sala, ao seu lado por no mínimo 2 dias estabelecidos na sua semana a noite (além do sábado e domingo).
E jogue, divirta-se com eles, escute as vozes, as falas, os pensamentos e tenha a grande oportunidades de tê-los vivos, "dando trabalho" e que eles aprendam a viver em família, se sintam pertencentes no lar para que não precisem se aventurar nessas brincadeiras malucas para se sentirem alguém ou terem um pouco de adrenalina que antes tinham com as brincadeiras no quintal !"
Cassiana Tardivo
Psicopedagoga
Excelente reflexão impossível não compartilhar!
NÃO DEIXE DE LER
Antes perdíamos filhos nos rios, nos matos, nos mares, hoje temos perdido eles dentro do quarto!
Quando brincavam nos quintais ouvíamos suas vozes, escutávamos suas fantasias e ao ouvi-los,
mesmo a distância, sabíamos o que se passava em suas mentes.
Quando entravam em casa não existia uma TV em cada quarto, nem dispositivos eletrônicos em suas mãos.
Hoje não escutamos suas vozes, não ouvimos seus pensamentos e fantasias, as crianças estão ali, dentro de seus quartos, e por isso pensamos estarem em segurança.
Quanta imaturidade a nossa.
Agora ficam com seus fones de ouvido, trancados em seus mundos, construindo seus saberes sem que saibamos o que é...
Perdem literalmente a vida, ainda vivos em corpos, mas mortos em seus relacionamentos com seus pais, fechados num mundo global de tanta informação e estímulos, de modismos passageiros, que em nada contribuem para formação de crianças seguras e fortes para tomarem decisões moralmente corretas e de acordo com seus valores familiares.
Dentro de seus quartos perdemos os filhos pois não sabem nem mais quem são ou o que pensam suas famílias, já estão mortos de sua identidade familiar...
Se tornam uma mistura de tudo aquilo pelo qual eles tem sido influenciados e pais nem sempre já sabem o que seus filhos são.
Você hoje pode ler esse texto e amar, mandar para os amigos.
Pode enxergar nele verdades e refletir. Tudo isso será excelente.
Mas como Psicopedagoga tenho visto tantas famílias doentes com filhos mortos dentro do quarto, então faço você um convite e, por favor aceite !
Convido você a tirar seu filho do quarto, do tablet, do celular, do computador, do fone de ouvido, convido você a comprar jogos de mesa, tabuleiros e ter filhos na sala, ao seu lado por no mínimo 2 dias estabelecidos na sua semana a noite (além do sábado e domingo).
E jogue, divirta-se com eles, escute as vozes, as falas, os pensamentos e tenha a grande oportunidades de tê-los vivos, "dando trabalho" e que eles aprendam a viver em família, se sintam pertencentes no lar para que não precisem se aventurar nessas brincadeiras malucas para se sentirem alguém ou terem um pouco de adrenalina que antes tinham com as brincadeiras no quintal !"
Cassiana Tardivo
Psicopedagoga
Excelente reflexão impossível não compartilhar!
sábado, 6 de abril de 2019
Sobre as voltas que o mundo dá até que uma pessoa receba um diagnóstico e, principalmente, se reconheça como alguém emocionalmente adoecido. Este é o fragmento de um registro em prontuário de um atendimento que fiz recentemente:
“S1- Paciente traz exames que pedi ontem após nossa primeira conversa. Conta que seu quadro inicial era de tosse e dispnéia. Isso ocorreu há 3 anos. Na ocasião, recebeu diagnóstico de asma. Começou a usar s*lb*t*m*l, e uma injeção com doses altas de corticoide mensalmente (😩😳)o que lhe trazia uma “melhora temporária”. Há 2 anos, sentiu uma dor em FIE (abdome inferior) em pontada e no Pronto-atendimento disseram que ela havia tido um "pré-infarto" (palavras da paciente). Há 1 ano e meio iniciou quadro de dor torácica. Era uma dor posterior com irradiação anterior em aperto, não associada ao esforço físico. Paciente nega associação desta dor com sudorese fria ou dispnéia (falta de ar). A dor durava em média 1 dia inteiro e "melhorava sozinha". Fez tomografia de tórax em 18/10/17 que não evidenciou anormalidades.Realizou Teste ergométrico em 06/12/2017 que não evidenciou alterações sugestivas de isquemia miocárdica induzida pelo esforço. (Significa dizer que o exame não mostrou nenhum problema com o coração). Após todos estes exames, ainda foram pedidos Ecocardiograma, Cintilografia miocárdica (repouso e stress), cateterismo. A paciente não fez pois não tinha mais dinheiro pra seguir investigando seus sintomas. Ao mesmo tempo que vivenciava todo esse adoecimento, passava também pelo fim do seu relacionamento. Um casamento de 20 anos, repleto de episódios de violência física. Paciente me mostra fotos de hematomas no rosto e no corpo que guarda no seu celular.”
Ao final da consulta, a paciente me confidenciou que durante os primeiros momentos deste seu adoecimento, o agora ex-marido disse que não queria uma mulher doente do seu lado. Isso me fez entender muita coisa. Foi em uma mulher doente exatamente no que ela se transformou, tamanho era o seu desgosto ao viver na prisão que se tornou sua própria casa.
Ao final da consulta eu decidi perguntar a ela por que, depois de tantos anos indo a tantos profissionais, ela decidiu voltar ao posto pra levar os exames que eu havia pedido.
Ela respondeu que as palavras que eu havia dito a ela no nosso primeiro encontro acenderam uma esperança de que ela pudesse enfim dar um nome aquilo que sentia. No dia anterior eu disse a ela assim:
“Querida, não há quem passe intacta, incólume, por um relacionamento violento que dura 20 anos. Você é jovem, aparentemente saudável, trabalha, cuida dos filhos. O nosso corpo e a nossa mente não são entes separados. São um todo. Único. A tristeza adoece o corpo. Preciso, sim, ver estes exames, mas preciso mais ainda saber do que te afeta. O que de fato está te adoecendo.”
Hoje ela voltou e me disse:
“Doutora, eu preciso de uma psicóloga. Eu quase não dormi essa noite por que ontem eu fiquei pensando em mim quando eu ainda era uma menina. Eu via o meu pai bater em minha mãe e isso doía no fundo da minha alma. Eu perdi as contas de quantas vezes eu repeti: nunca vou arrumar um marido assim pra mim. E, o que eu fiz?”
Ela se viu. Se enxergou de dentro pra fora. E eu aprendi com ela a ser uma médica melhor. Pra ela.
Enxergar o outro. Está é a minha profissão.
De fé.
“S1- Paciente traz exames que pedi ontem após nossa primeira conversa. Conta que seu quadro inicial era de tosse e dispnéia. Isso ocorreu há 3 anos. Na ocasião, recebeu diagnóstico de asma. Começou a usar s*lb*t*m*l, e uma injeção com doses altas de corticoide mensalmente (😩😳)o que lhe trazia uma “melhora temporária”. Há 2 anos, sentiu uma dor em FIE (abdome inferior) em pontada e no Pronto-atendimento disseram que ela havia tido um "pré-infarto" (palavras da paciente). Há 1 ano e meio iniciou quadro de dor torácica. Era uma dor posterior com irradiação anterior em aperto, não associada ao esforço físico. Paciente nega associação desta dor com sudorese fria ou dispnéia (falta de ar). A dor durava em média 1 dia inteiro e "melhorava sozinha". Fez tomografia de tórax em 18/10/17 que não evidenciou anormalidades.Realizou Teste ergométrico em 06/12/2017 que não evidenciou alterações sugestivas de isquemia miocárdica induzida pelo esforço. (Significa dizer que o exame não mostrou nenhum problema com o coração). Após todos estes exames, ainda foram pedidos Ecocardiograma, Cintilografia miocárdica (repouso e stress), cateterismo. A paciente não fez pois não tinha mais dinheiro pra seguir investigando seus sintomas. Ao mesmo tempo que vivenciava todo esse adoecimento, passava também pelo fim do seu relacionamento. Um casamento de 20 anos, repleto de episódios de violência física. Paciente me mostra fotos de hematomas no rosto e no corpo que guarda no seu celular.”
Ao final da consulta, a paciente me confidenciou que durante os primeiros momentos deste seu adoecimento, o agora ex-marido disse que não queria uma mulher doente do seu lado. Isso me fez entender muita coisa. Foi em uma mulher doente exatamente no que ela se transformou, tamanho era o seu desgosto ao viver na prisão que se tornou sua própria casa.
Ao final da consulta eu decidi perguntar a ela por que, depois de tantos anos indo a tantos profissionais, ela decidiu voltar ao posto pra levar os exames que eu havia pedido.
Ela respondeu que as palavras que eu havia dito a ela no nosso primeiro encontro acenderam uma esperança de que ela pudesse enfim dar um nome aquilo que sentia. No dia anterior eu disse a ela assim:
“Querida, não há quem passe intacta, incólume, por um relacionamento violento que dura 20 anos. Você é jovem, aparentemente saudável, trabalha, cuida dos filhos. O nosso corpo e a nossa mente não são entes separados. São um todo. Único. A tristeza adoece o corpo. Preciso, sim, ver estes exames, mas preciso mais ainda saber do que te afeta. O que de fato está te adoecendo.”
Hoje ela voltou e me disse:
“Doutora, eu preciso de uma psicóloga. Eu quase não dormi essa noite por que ontem eu fiquei pensando em mim quando eu ainda era uma menina. Eu via o meu pai bater em minha mãe e isso doía no fundo da minha alma. Eu perdi as contas de quantas vezes eu repeti: nunca vou arrumar um marido assim pra mim. E, o que eu fiz?”
Ela se viu. Se enxergou de dentro pra fora. E eu aprendi com ela a ser uma médica melhor. Pra ela.
Enxergar o outro. Está é a minha profissão.
De fé.
quarta-feira, 3 de abril de 2019
Numa entrevista concedida em 1994 a José Geraldo Couto, João Cabral de Melo Neto assim falou a respeito da noção de poesia:
“Naquele poema ‘Alguns Toureiros’ eu digo que aprendi com Manolete a não poetizar o poema. Porque esse é o problema de muito poeta: é que ele faz um poema poético. Quer dizer, faz um poema a partir de elementos já convencionalmente poéticos. Ele perfuma a flor. É como se você planta uma rosa e depois acha que a rosa não está cheirando o suficiente e aí põe, em cima da rosa, perfume de rosas para ela cheirar mais (risos). Eles perfumam o poema. Existem toureiros que fazem isso também, floreiam demais o jogo.”
Poetizar o poema significa encher o poema de emoticons, de pequenas sinalizações indicando ao leitor a reação emocional que o poeta espera provocar. Sinalizações que revelam a insegurança do poeta com relação aos meios que emprega.
Ele acha que o que escreveu não é suficiente, acha que o leitor não vai entender, e começa a reescrever aumentando, começa a encher o verso de pequenas redundâncias, como se cochichasse ao leitor, “olha só, isso aqui é triste”, “preste atenção, aqui é para você achar graça”, e assim por diante. Surgem redundâncias como “um sorriso alegre cheio de felicidade”. (...)
Leia o resto clicando no link abaixo:
https://mundofantasmo.blogspot.com/2015/06/3852-nao-poetize-o-poema-2862015.html
“Naquele poema ‘Alguns Toureiros’ eu digo que aprendi com Manolete a não poetizar o poema. Porque esse é o problema de muito poeta: é que ele faz um poema poético. Quer dizer, faz um poema a partir de elementos já convencionalmente poéticos. Ele perfuma a flor. É como se você planta uma rosa e depois acha que a rosa não está cheirando o suficiente e aí põe, em cima da rosa, perfume de rosas para ela cheirar mais (risos). Eles perfumam o poema. Existem toureiros que fazem isso também, floreiam demais o jogo.”
Poetizar o poema significa encher o poema de emoticons, de pequenas sinalizações indicando ao leitor a reação emocional que o poeta espera provocar. Sinalizações que revelam a insegurança do poeta com relação aos meios que emprega.
Ele acha que o que escreveu não é suficiente, acha que o leitor não vai entender, e começa a reescrever aumentando, começa a encher o verso de pequenas redundâncias, como se cochichasse ao leitor, “olha só, isso aqui é triste”, “preste atenção, aqui é para você achar graça”, e assim por diante. Surgem redundâncias como “um sorriso alegre cheio de felicidade”. (...)
Leia o resto clicando no link abaixo:
https://mundofantasmo.blogspot.com/2015/06/3852-nao-poetize-o-poema-2862015.html
Numa entrevista concedida em 1994 a José Geraldo Couto, João Cabral de Melo Neto assim falou a respeito da noção de poesia:
“Naquele poema ‘Alguns Toureiros’ eu digo que aprendi com Manolete a não poetizar o poema. Porque esse é o problema de muito poeta: é que ele faz um poema poético. Quer dizer, faz um poema a partir de elementos já convencionalmente poéticos. Ele perfuma a flor. É como se você planta uma rosa e depois acha que a rosa não está cheirando o suficiente e aí põe, em cima da rosa, perfume de rosas para ela cheirar mais (risos). Eles perfumam o poema. Existem toureiros que fazem isso também, floreiam demais o jogo.”
Poetizar o poema significa encher o poema de emoticons, de pequenas sinalizações indicando ao leitor a reação emocional que o poeta espera provocar. Sinalizações que revelam a insegurança do poeta com relação aos meios que emprega.
Ele acha que o que escreveu não é suficiente, acha que o leitor não vai entender, e começa a reescrever aumentando, começa a encher o verso de pequenas redundâncias, como se cochichasse ao leitor, “olha só, isso aqui é triste”, “preste atenção, aqui é para você achar graça”, e assim por diante. Surgem redundâncias como “um sorriso alegre cheio de felicidade”. (...)
Leia o resto clicando no link abaixo:
https://mundofantasmo.blogspot.com/2015/06/3852-nao-poetize-o-poema-2862015.html
“Naquele poema ‘Alguns Toureiros’ eu digo que aprendi com Manolete a não poetizar o poema. Porque esse é o problema de muito poeta: é que ele faz um poema poético. Quer dizer, faz um poema a partir de elementos já convencionalmente poéticos. Ele perfuma a flor. É como se você planta uma rosa e depois acha que a rosa não está cheirando o suficiente e aí põe, em cima da rosa, perfume de rosas para ela cheirar mais (risos). Eles perfumam o poema. Existem toureiros que fazem isso também, floreiam demais o jogo.”
Poetizar o poema significa encher o poema de emoticons, de pequenas sinalizações indicando ao leitor a reação emocional que o poeta espera provocar. Sinalizações que revelam a insegurança do poeta com relação aos meios que emprega.
Ele acha que o que escreveu não é suficiente, acha que o leitor não vai entender, e começa a reescrever aumentando, começa a encher o verso de pequenas redundâncias, como se cochichasse ao leitor, “olha só, isso aqui é triste”, “preste atenção, aqui é para você achar graça”, e assim por diante. Surgem redundâncias como “um sorriso alegre cheio de felicidade”. (...)
Leia o resto clicando no link abaixo:
https://mundofantasmo.blogspot.com/2015/06/3852-nao-poetize-o-poema-2862015.html
sexta-feira, 29 de março de 2019
CEDO OU TARDE EU IA TRADUZIR A ABERTURA DA ODISSEIA.
O homem conta-me, Musa, o multimodal que por muitos
males passou, arrasando a santa muralha de Troia,
vendo e sabendo de muitas cidades e mentes humanas,
muitas dores sofrendo no mar e dentro do peito,
ao proteger seu alento e o retorno de seus companheiros,
sem conseguir salvá-los, por mais que assim desejasse:
pois se perderam pela própria perversidade,
tão pueris que comeram o gado do Sol Hiperônio,
e este por isso então lhes tomou o dia da volta.
Deusa filha de Zeus, começa por um desses pontos.
Ἄνδρα μοι ἔννεπε, Μοῦσα, πολύτροπον, ὃς μάλα πολλὰ
πλάγχθη, ἐπεὶ Τροίης ἱερὸν πτολίεθρον ἔπερσε·
πολλῶν δ' ἀνθρώπων ἴδεν ἄστεα καὶ νόον ἔγνω,
πολλὰ δ' ὅ γ' ἐν πόντῳ πάθεν ἄλγεα ὃν κατὰ θυμόν,
ἀρνύμενος ἥν τε ψυχὴν καὶ νόστον ἑταίρων.
ἀλλ' οὐδ' ὧς ἑτάρους ἐρρύσατο, ἱέμενός περ·
αὐτῶν γὰρ σφετέρῃσιν ἀτασθαλίῃσιν ὄλοντο,
νήπιοι, οἳ κατὰ βοῦς Ὑπερίονος Ἠελίοιο
ἤσθιον· αὐτὰρ ὁ τοῖσιν ἀφείλετο νόστιμον ἦμαρ.
τῶν ἁμόθεν γε, θεά, θύγατερ Διός, εἰπὲ καὶ ἡμῖν.
Tradução de um trecho da ODISSEIA por professor Guilherme Gontijo Flores 😱😱😱😱😍😍😍💙💜💙💜💖💖💖
O homem conta-me, Musa, o multimodal que por muitos
males passou, arrasando a santa muralha de Troia,
vendo e sabendo de muitas cidades e mentes humanas,
muitas dores sofrendo no mar e dentro do peito,
ao proteger seu alento e o retorno de seus companheiros,
sem conseguir salvá-los, por mais que assim desejasse:
pois se perderam pela própria perversidade,
tão pueris que comeram o gado do Sol Hiperônio,
e este por isso então lhes tomou o dia da volta.
Deusa filha de Zeus, começa por um desses pontos.
Ἄνδρα μοι ἔννεπε, Μοῦσα, πολύτροπον, ὃς μάλα πολλὰ
πλάγχθη, ἐπεὶ Τροίης ἱερὸν πτολίεθρον ἔπερσε·
πολλῶν δ' ἀνθρώπων ἴδεν ἄστεα καὶ νόον ἔγνω,
πολλὰ δ' ὅ γ' ἐν πόντῳ πάθεν ἄλγεα ὃν κατὰ θυμόν,
ἀρνύμενος ἥν τε ψυχὴν καὶ νόστον ἑταίρων.
ἀλλ' οὐδ' ὧς ἑτάρους ἐρρύσατο, ἱέμενός περ·
αὐτῶν γὰρ σφετέρῃσιν ἀτασθαλίῃσιν ὄλοντο,
νήπιοι, οἳ κατὰ βοῦς Ὑπερίονος Ἠελίοιο
ἤσθιον· αὐτὰρ ὁ τοῖσιν ἀφείλετο νόστιμον ἦμαρ.
τῶν ἁμόθεν γε, θεά, θύγατερ Διός, εἰπὲ καὶ ἡμῖν.
Tradução de um trecho da ODISSEIA por professor Guilherme Gontijo Flores 😱😱😱😱😍😍😍💙💜💙💜💖💖💖
quarta-feira, 27 de março de 2019
Um dia eu peguei o que eu não tinha e parti. Ir embora sem nada é mais fácil porque é só seguir. Estou em frente não porque deixei, larguei, abandonei ou sai. Não. Eu desanimei, desistir assim é só colocar um pé na frente e o outro logo depois...
Eu não quero voltar para onde estive. Não quero mais continuar à deriva no mar da vida, um oceano para mergulhar...e eu estava olhando os peixes sequinha. Agora eu vou pular. Quero sentir o mar aberto fazer meus olhos lacrimajarem de verdade. Chorei olhando os peixes de um aquário, podendo nadar com as vidas marinhas mais loucas sem nem saber aonde iremos chegar. Mas vamos juntos, eu e esses seres todos de dentro do meu universo.
Aos que estão no lugar de onde eu segui, deixo a amizade de portas, janelas e braços abertos. Eu sei que ser amor é aprender antes de tudo compartilhar. E vamos partilhar novas histórias, novidades e os amores que se aproximaram de nossas longas conversas agora em horas marcadas. O relógio é um aliado de pessoas descontroladas e controvérsias como eu sou. E vai me dizer o que fazer na hora certa da chegada e da revoada.
Hoje é um dia de fazer a vida valer a pena.
Eu não quero voltar para onde estive. Não quero mais continuar à deriva no mar da vida, um oceano para mergulhar...e eu estava olhando os peixes sequinha. Agora eu vou pular. Quero sentir o mar aberto fazer meus olhos lacrimajarem de verdade. Chorei olhando os peixes de um aquário, podendo nadar com as vidas marinhas mais loucas sem nem saber aonde iremos chegar. Mas vamos juntos, eu e esses seres todos de dentro do meu universo.
Aos que estão no lugar de onde eu segui, deixo a amizade de portas, janelas e braços abertos. Eu sei que ser amor é aprender antes de tudo compartilhar. E vamos partilhar novas histórias, novidades e os amores que se aproximaram de nossas longas conversas agora em horas marcadas. O relógio é um aliado de pessoas descontroladas e controvérsias como eu sou. E vai me dizer o que fazer na hora certa da chegada e da revoada.
Hoje é um dia de fazer a vida valer a pena.
Sou, desde garoto, um sujeito lento. Rápido no pensar, lá isso eu sou, mas muito lento no agir. Quem gosta de mim diz, com benevolência, que eu tenho um tempo próprio de fazeção das coisas. Deve que tenho mesmo. Pelo sim, pelo não, adotei como um dos meus lemas o mineiríssimo "Festina lente" ("Apressa-te lentamente") dos latinos, que me permite viver sem culpa uma vida em que lavar e pôr para secar a roupa, observar o movimento dos calangos no quintal ou o voo das andorinhas sobre a minha morada são etapas do dia tão importantes quanto escrever mais algumas páginas do livro de memórias ou terminar de preparar a oficina que oferecerei neste fim de semana em São Paulo. Junto à lentidão (talvez a marca maior do meu temperamento pessoal) a opção pela frugalidade. Fazer do pouco algo que perdure, quem sabe alguma alegria para sempre: isto é, sim, comigo. Sem pressa nenhuma. Porque, além de já ser lento de nascença, aprendi a valorizar ainda mais a lentidão desde que li pela primeira vez, logo que foi publicado, este primoroso ensaio do geógrafo-pensador Milton Santos que volta e meia eu reposto aqui. "Vos desejo uma excelente viagem" - faço minhas as palavras grafadas por Bispo do Rosário num estandarte - pelo texto do professor Santos. Terei muito gosto em saber, à noite, se quiserem me contar, que o dia de hoje foi para vocês agradavelmente lento.
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