sexta-feira, 13 de setembro de 2019


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Paula e Bebeto
Milton Nascimento
Ê vida, vida, que amor brincadeira, à vera
Eles se amaram de qualquer maneira, à vera
Qualquer maneira de amor vale a pena
Qualquer maneira de amor vale amar
Pena, que pena, que coisa bonita, diga
Qual a palavra que nunca foi dita, diga
Qualquer maneira de amor vale aquela
Qualquer maneira de amor vale amar
Qualquer maneira de amor vale a pena
Qualquer maneira de amor valerá
Eles partiram por outros assuntos, muitos
Mas no meu canto estarão sempre juntos, muito
Qualquer maneira que eu cante esse canto
Qualquer maneira me vale cantar
Eles se amam de qualquer maneira, à vera
Eles se amam é prá vida inteira, à vera
Qualquer maneira de amor vale o canto
Qualquer maneira me vale cantar
Qualquer maneira de amor vale aquela
Qualquer maneira de amor valerá
Pena, que pena, que coisa bonita, diga
Qual a palavra que nunca foi dita, diga
Qualquer maneira de amor vale o canto
Qualquer maneira de amor vale me vale cantar
Qualquer maneira de amor vale aquela
Qualquer maneira de amor valerá
Fonte: Musixmatch
Compositores: Caetano Emmanuel Viana Teles Veloso / Do Nascimento Milton
Letra de Paula e Bebeto © S.I.A.E. Direzione Generale, Uns Producoes Artisticas Ltda, Nascimento Edicoes Musicais Ltda, TERRA ENTERPRISES, INC., EMI APRIL MUSIC INC OBO NASCIMENTO EDICOES MUSICAIS LT
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Brasil
65274-000, Nova Olinda do Maranhão - MA - Do seu dispositivo - Saiba mais

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Existem muitos dispositivos que influenciam na subversão e na contravenção do paradigma. A leitura, realmente, parece mesmo ser um deles, quando inclusive olhamos para nossas próprias experiências de vida. Ainda assim, fico sempre me perguntando - na vivência em uma cidade do interior do nordeste do Brasil - como existe a transgressão ainda que em ambientes sem o costume da leitura, sem a cultura proveniente do letramento intelectualizado. E existe.
 Nesse contexto, eu me vejo diante de uma provocação freireana acerca da leitura de mundo, posto que Freire deixa claro que "A leitura do mundo precede a leitura da palavra, daí que a posterior leitura desta não possa prescindir da continuidade da leitura daquele. Linguagem e realidade se prendem dinamicamente. A compreensão do texto a ser alcançada por sua leitura crítica implica a percepção das relações entre o texto e o contexto".  Uma visão dialética em que a representação do mundo forja até mesmo os sentidos encontrados através da leitura.
Então, como é constante no materialismo dialético de Freire, se encontra o ato de ler, o trabalho da leitura que se inscreve na historicidade das narrativas, desvelando subjetividades e subjetivações. A nossa leitura nos desvela, nos desnuda e nos narra. De modo que as representações provenientes das leituras sobre Marx hoje jamais poderão ser confundidas com as originadas na contemporaneidade do próprio autor, portanto, nem mesmo Marx se leria hoje, como o fez anteriormente. O mundo da leitura, assim, me parece uma impressão da leitura que o mundo tem de si.
 Eu gosto das provocações freireanas sobre a experiência subjetiva de inteligir a realidade através do espelho de si. Afinal, o mundo não é nada a mais do que se pode ver dele por si. Como diria Wittgenstein "os limites da minha linguagem são os limites do meu mundo", e aos que desejam a subversão nenhuma leitura é dona dos sentidos porque estes podem ser selvagens.

domingo, 8 de setembro de 2019

Quanto mais reprimidos sexualmente, mais pensam em sexo e possuem a sexualidade doentia. Estupradores, abusadores, assediadores, maníacos, psicopatas e serial killeres que se fortalecem em demandas sexuais reprimidas de si mesmos ou da sociedade em que vivem, demonstram o quanto é adoecedor dizer que sexo é proibido ou que é pecado. Estamos em um mundo doente e doentio que está nos tornando verdadeiros insanos sexuais. Está mais do que na hora de levarmos a sério a ideia de conversar sobre sexualidade de modo saudável e educativo. A solução é dialogar, abrir o verbo sobre isso e ser muito feliz. Uma sexualidade educada e curada de suas doenças como preconceito e tabus pode mudar o mundo.
Aos meus amigos que são pais e que têm total legitimidade de quererem cuidar dos seus filhos e de protegê-los, eu gostaria que vcs pensassem muito sobre o que eu vou relatar.
Sou filha de uma mãe solteira, que teve em seu redor apenas casais heterossexuais (dos tios, dos vizinhos, dos amigos da família e de outras pessoas ao meu redor). Eu nunca convivi com casais homossexuais, jamais vi um beijo entre pessoais do mesmo sexo na minha infância e nem na minha adolescência. Portanto, não fui influenciada pelo meio em que convivi a ser bissexual. Porém, fui invadida na minha memória familiar por inúmeras experiências terríveis nas relações entre marido e mulher que convivi.
Desde os 8 anos, meu tio agredia verbal, psicologica e fisicamente minha tia. Moramos com eles por três anos seguidos de terror e muita violência psicológica. Convivi com inúmeros casais, tios e tias que já não se gostavam e mantinham relações de tortura, difamação e muita indiferença com os filhos. Convivi com pessoas que não se abraçavam e não se beijavam mas se odiavam para qualquer um ver. E tive muitos vizinhos que eram espancadores de suas mulheres.
Convivi com muitas famílias destruídas por álcool (droga legalizada), cigarro que levou tios e vizinhos (droga legalizada), com formas de assédio sexual até em família (um primo que era o assediador mais asqueroso das primas com menos de 15 anos, um tipo de pedofilia aceita porque isso era coisa de homem). Eu convivi com o que nenhuma criança, nem um adolescente deveria conviver. Eu não tive escolha.
Em compensação, eu quero ter filhos que convivam com a história mais diferente disso o possível. Se eu tiver uma mulher do meu lado, eu quero ser uma mãe que respeita a mãe dos meus filhos. Se eu tiver um homem do meu lado, eu quero ser a mãe que respeita e é respeitada pelo pai dos meus filhos. Eu quero que meus filhos vejam beijos, abraços e muito amor entre duas mulheres ou entre um homem e uma mulher. Eu quero que eles saibam que amor não tem que gerar vergonha e nem constrangimento.
Eu vou cuidar para que meus filhos saibam que sexualidade não é doença e nem proibido, não é pecado e nem sacrifício. Eu quero que eles sejam saudáveis em amar. E que amem. Amem muito. Que amem para além do gênero e da sexualidade, da etnia e da religião. Que amem com muito orgulho porque amar não é doença e nem um problema, é - no mundo de hoje - a solução. Amar cura.
 Que sejamos amantes e amados sem medo de que alguém nos condene ao inferno ou à morte. Amar cura.
 Curem seus filhos da doença do preconceito.😘♥

sábado, 7 de setembro de 2019

Em alguns momentos na vida, estive de frente para pessoas que queriam convencer os outros do que era bom, do que era melhor, do que era perfeito. Essas foram as minhas impressões: essas pessoas queriam ser boas, melhores e perfeitas em relação aos outros. O comparativo ficou constrangedor e me fez não conseguir mais olhar para aquelas pessoas sem enxergar o ego inflado. Nesse dia, tão importante para nosso país, onde gregos e troianos estarão nas ruas - por causa do cavalo de Tróia que se tornou presidente - haverá quem seja assim defendendo o que acha melhor do que tudo. Não importa a cor da sua camisa, nem qual palavra de ordem irá ser gritada, haverá entre uns e outros os que querem ser melhores do que os outros. Isso me entristece. O diálogo acabou. Ninguém mais senta e ouve sem pré-julgamento. Quase ninguém de fato ouve os porquês de se querer uma coisa ou outra. E quando o diálogo falha quem vence é a guerra. Há uma ética nacional a ser defendida: todos somos brasileiros. Eu respeito o seu posicionamento e desejo que o meu seja respeitado. Precisamos vencer o egoísmo que está inflado em nosso país. É hora de vencer a guerra e ganhar a paz entre nós. E a luta deveria acontecer de mãos dadas e sem armas ou destruição. #NinguémSoltaAMãoDeNinguém

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Histórias que ajudam a consolidar o mito da família patriarcal são assim: uma mulher fábrica de gente, um homem "perpetuador da espécie" e filhos que são produtos para o "mercado" da família tradicional. Vamos engolir até quando essa porcaria nas prateleiras limitadas do "mercado da felicidade"? Honestamente, o problema jamais é a escolha individual em ter ou não uma família aos moldes heteronormativos. O problema é o obrigar a humanidade a ser fruto disso. Estamos querendo limitar a ideia de origem humana em meros reprodutores que sequer compreendem o lugar que ocupam na sociedade, sendo sociedade sinônimo de civilização. Majoritários exemplos de famílias destruídas e destruidoras da sanidade humana estão a nos assombrar TODO DIA e a todo momento. Estupro, incesto culminando em estupro, tortura, suicídios por falta de afeto familiar, drogas por falta de acolhimento familiar, transtornos socioafetivos por causa de abandono familiar e tanto maldade proveniente desse modelo LIMITADO de família...e ainda assim querem que compremos!?!?! Por favor, nos poupem! Estou cansada dessas histórias de conto de fadas que mais parecem esconder crueldade.

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Sabe aquela música Hallelujah?
Se você não está em uma caverna nas últimas décadas, você com certeza já ouviu ela em alguma série ou filme.
Aquela mesmo que fica "aleluuuuiaaa, aleeluuuiaaa", sabe?

Então, ela é de um cantor chamado Leonard Cohen e teve uma história bizarra pra chegar até a gente.

Começa que o Cohen tem aquela criatividade perfeccionista. Coisa de doente mesmo.
Não tá bom, não tá legal, vamos melhorar.
Lá se vão 80 versões.
Imagina Cohen de cueca batendo a cabeça no chão do hotel para que ela ficasse pronta. Oitenta vezes.
Aí ele foi lá mostrar pra gravadora.

Certeza que iam amar, né?

Odiaram.

Acabou que o Cohen apelou pra uma gravadora independente lançar a música.
(Sério. A primeira versão não era boa mesmo.)
Lançou. Ninguém ouviu. Cagaram pra ele.
Falei que não era boa.

Mas o Cohen não desistiu.
Continuou melhorando a música e tocando uma versão diferente em cada show.
Mudava letra, mudava melodia, dava um jeitinho.
Depois vocês acham que eu sou perfeccionista.

Num desses shows, Hallelujah deu sorte de ser ouvida pelo John Cale.
John Cale é um dos caras do Velvet Underground junto do Lou Reed e tal. Um famoso do mundo da música.
Cale adorou a música e decidiu criar sua própria versão.
Bem diferente da do Cohen.

Agora vai!
Vai nada.
A música só saiu no CD – é, CD – I'm Your Fan, em tributo ao Cohen.
Que ninguém comprou.
Que ninguém ouviu.

Quase ninguém, na verdade.
Uma das pessoas que comprou o álbum foi a Janine.
Nem adianta googlar que ela não é famosa.
Quem ficou famoso foi o amigo que cuidava da casa dela às vezes:
Jeff Buckley

Jeff era um zé ninguém na época.
Tava lá, ajudando a amiga e achou o álbum pegando poeira.
Colocou pra tocar.
Adorou Hallelujah na versão do John Cale.
Resolveu criar sua própria versão.

Jeff tocava em bares.
Numa dessas, quem ouve é um cara de uma grande gravadora.
Que se apaixona pela música.
Ele assina com o Jeff Buckley pra gravar um álbum por causa dessa música.
Azarada desse jeito, não é surpresa que foi o único álbum do Jeff.

Agora muita gente conhece o Jeff Buckley.
Na época que lançou, seu álbum também não fez muito sucesso.
É um daqueles coitados que só ficou famoso depois que morreu.
Afogado, nadando de roupa e coturno no Rio Mississipi enquanto cantava Whole Lotta Love. Sóbrio.
A imprensa falou bastante disso.
E, assim, todo mundo começou a ouvir Hallelujah.

Hoje todo mundo conhece a música na voz do Jeff Buckley.
Só a versão dele já tocou em The OC, House, Criminal Minds, ER, Cold Case e Senhor das Armas.
A lista é imensa.
Até nessa nova série, Justiça, ela toca.
Na versão do Rufus Wainwright, a mesma do Shrek.

E lá se vão os infinitos covers de Hallelujah.
Normalmente, covers da versão do Jeff Buckley.
Que é cover da versão do John Cale.
Que é cover da original do Cohen.

O que quero dizer com isso?
Que essa música foi feita para não ser ouvida.
Se o Cohen não tivesse batido a cabeça no chão do hotel e criado um milhão de versões dessa música.
Se não tivesse lançado um álbum falido com uma gravadora independente.
Se não tivesse tocado várias versões em seus shows.
Se a Janine não tivesse comprado o CD.
Se o Jeff Buckley não fizesse house sitting.
Se ele não resolvesse colocar o CD pra tocar.
Se Jeff não tocasse nos barzinhos.
Se o executivo da gravadora não tivesse ouvido o Jeff tocar.
Se o Jeff não tivesse morrido de uma forma tão bizarra.
Hallelujah talvez nunca teria sido ouvida por você.

(e você não choraria com ela tocando na morte da Marissa)

Pra você ver que:
- você deve continuar tentando
- você pode criar de cueca
- você deve continuar melhorando
- você deve botar pro mundo
- você não deve nadar no rio de roupa e coturno
- contar um pouquinho com a sorte é sempre bom


https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=10154397374596390&id=815791389

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Um dia descobri que cantava
O meu filho mais velho João Carlos estava morrendo e eu já tinha perdido 2 filhos e não queria perder mais um.
Eu não tinha dinheiro pra cuidar do meu filho e ouvi no rádio que o programa do Ary Barroso de calouros Nota 5, estava com o prêmio acumulado. Não sei como, mas eu sabia que ia buscar esse prêmio!
Fiz a inscrição e me avisaram que eu precisava ir bonita. Mas eu não tinha roupa nem sapatos, não tinha nada! Então, eu peguei uma roupa da minha mãe, que pesava 60kg e vesti, só que eu pesava 32kg, já viu ne? Ajustei com alfinetes. Tudo bem que agora é moda ne? Hoje até a Madonna usa, mas essa moda aí fui eu que comecei viu? Alfinetes na roupa é muito meu, é coisa de Elza!
No pé coloquei uma sandália que a gente chamava de “mamãe tô na merda”, e fui!
Quando me chamaram, levantei e entrei no palco do auditório. O auditório tava lotado, todo mundo começou a rir alto debochando de mim
Seu Ary me chamou e perguntou:
_ O que você veio fazer aqui?
_ Eu vim Cantar!
_ Me diz uma coisa, de que planeta você veio?
_ Do mesmo planeta seu Seu Ary.
_ E qual é o meu planeta?
_ PLANETA FOME!
Alí, todo mundo que estava rindo viu que a coisa era séria e sentaram bem quietinhos.
Cantei a música Lama.
O Gongo não soou e eu ganhei, levei o prêmio e meu filho está vivo até hoje, graças a Deus!
De lá pra cá, sempre levo comigo um Alfinete.
Naquela época eu achava que se tivesse alimentos pros meus filhos, não teria mais fome. O tempo passou e eu continuei com fome, fome de cultura, de dignidade, de educação, de igualdade e muito mais, percebo que a fome só muda de cara, mas não tem fim.
Há sempre um vazio que a gente não consegue preencher e talvez seja essa mesma a razão da nossa existência.
E é disso que se trata "PLANETA FOME", é essa a história que os talentosos Alexandre Linhares e Thifany F conseguiram contar nesse figurino.
Está MARAVILHOSO, não está?

Fotos:
1 @marcoshermes
2 @opedroloureiro
3 e 4 @amarelourca

Figurino:
Produção Executiva: @ojulianoalmeida
Direção Criativa: @opedroloureiro
Execução: Alexandre Linhares e Thifany F assinam juntos pela @halartetextil
Cabelo e Maquiagem: @pachu
Um dia descobri que cantava
O meu filho mais velho João Carlos estava morrendo e eu já tinha perdido 2 filhos e não queria perder mais um.
Eu não tinha dinheiro pra cuidar do meu filho e ouvi no rádio que o programa do Ary Barroso de calouros Nota 5, estava com o prêmio acumulado. Não sei como, mas eu sabia que ia buscar esse prêmio!
Fiz a inscrição e me avisaram que eu precisava ir bonita. Mas eu não tinha roupa nem sapatos, não tinha nada! Então, eu peguei uma roupa da minha mãe, que pesava 60kg e vesti, só que eu pesava 32kg, já viu ne? Ajustei com alfinetes. Tudo bem que agora é moda ne? Hoje até a Madonna usa, mas essa moda aí fui eu que comecei viu? Alfinetes na roupa é muito meu, é coisa de Elza!
No pé coloquei uma sandália que a gente chamava de “mamãe tô na merda”, e fui!
Quando me chamaram, levantei e entrei no palco do auditório. O auditório tava lotado, todo mundo começou a rir alto debochando de mim
Seu Ary me chamou e perguntou:
_ O que você veio fazer aqui?
_ Eu vim Cantar!
_ Me diz uma coisa, de que planeta você veio?
_ Do mesmo planeta seu Seu Ary.
_ E qual é o meu planeta?
_ PLANETA FOME!
Alí, todo mundo que estava rindo viu que a coisa era séria e sentaram bem quietinhos.
Cantei a música Lama.
O Gongo não soou e eu ganhei, levei o prêmio e meu filho está vivo até hoje, graças a Deus!
De lá pra cá, sempre levo comigo um Alfinete.
Naquela época eu achava que se tivesse alimentos pros meus filhos, não teria mais fome. O tempo passou e eu continuei com fome, fome de cultura, de dignidade, de educação, de igualdade e muito mais, percebo que a fome só muda de cara, mas não tem fim.
Há sempre um vazio que a gente não consegue preencher e talvez seja essa mesma a razão da nossa existência.
E é disso que se trata "PLANETA FOME", é essa a história que os talentosos Alexandre Linhares e Thifany F conseguiram contar nesse figurino.
Está MARAVILHOSO, não está?

Fotos:
1 @marcoshermes
2 @opedroloureiro
3 e 4 @amarelourca

Figurino:
Produção Executiva: @ojulianoalmeida
Direção Criativa: @opedroloureiro
Execução: Alexandre Linhares e Thifany F assinam juntos pela @halartetextil
Cabelo e Maquiagem: @pachu