sexta-feira, 26 de março de 2021

Para muito além do que a pedagogia OPRESSORA, mas um suspeito...um olhar mesmo que visionário (embora velho já) para uma transformação da humanidade por meio de um educação TRANSFORMADORA

Fui professora efetiva  da rede estadual do Maranhão de 2016 até 2019. Profesora do Ensino Médio,  nos 3 anos, com português e redação.  
Minha forma de encarar o papel do professor na escola pública mudou completamente. 
Tivemos resultados sigbificativos em simulados estaduais, URE Zé Doca (IDH médio muito inferior à linha da pobreza ). Nesse caso, eu fui professora em uma sede municipal que fazia o suporte de ensino para POVOADOS, muitos com mais de 60km de distância em chão batido, outros com pontes para dar acesso em rios e até próximas a comunidades indígenas e quilombolas.
O que eu vi:
Alunos no 3° ano que sabiam ler MUITO POUCO, escrever COM MUITA dificuldade e tinham grande parte da família analfabeta.
Quando não havia merenda escolar, passávamos por isso durante alguns PERÍODOS,  até MESES, os alunos tinham um rendimento MUITO MENOR, isso porque a FALTA DE COMIDA é AINDA MAIS IMPORTANTE do que a falta de conteúdo, celular, computador, internet.
Não comer é muito mais grave do que não ter  nem dados móveis para celular, imagine internet BANDA LARGA.
Essa população foi atendida em mais de 75% da sua CARGA HORÁRIA letiva (remota ou híbrida) ano passado. 
Meus amigos professores que são apenas 25% efetivos, isto é,  TEM em sua maioria professores contratados (ganhando 1/3 do salário de um efetivo, sendo  isso mais ou menos R$1500 POR MÊS.   Esses professores fizeram trabalho remoto NO INTERIOR DE UM MARANHÃO sem qualidade de internet,  nem com fibra óptica. 
E os alunos tiveram prejuízos por causa das aulas, mas um pouco, o mínimo possível de alento com o vale alimentação que é MUITO POUCO para alimentar MUITAS VEZES uma família, porque o auxílio emergia do governo federal não chegou exatamente onde deveria porque há muita corrupção,  além de toda a desigualdade social ALIMENTADA pelo sistema genocida do atual irresponsável criminoso da República.
Por isso, o lugar dos alunos deveria ser sempre olhado também por nossa voz política de professores.
Sem o nosso olhar, o olhar da escola enquanto comunidade,  O REAL DIREITO constitucional da educação formal é uma farsa.
Assim que eu vejo.
Todo o apoio qualquer aluno meu, NA SEDUC do Pará,  terá.  Farei o que estiver AO MEU ALCANCE COMO PROFESSORA efetiva que sou, concursado para isso, para dar aos alunos O BÁSICO,  O MÍNIMO que depender de mim.
Assim que penso, porque a minha alimentação está ao menos garantida,  assim como minha saúde enquanto trabalho de casa. É o mínimo da minha parte que vai além do papel de um professor. É a minha ética como educadora em instituição pública nestes tempos DEVASTADORES para todos, mais ainda para aqueles que não tem sequer o básico que eu tenho.
Para mim, isso é romper com uma pedagogia do oprimido e,  ao mínimo mesmo, pensar em uma possibilidade de educação que transformadora e cidadã -  como foi defendido claramente por Paulo Freire, tanto em Pedagogia do oprimido (ou da OPRESSÃO) e "Professora sim, tia não: cartas a quem ousa educar". Esse é  o mínimo mesmo. Nessa situação caótica,  pensar nos alunos que padecem muito mais com esse sistema esmagador de desigual é ética.

[26/3 23:09] Hilda: Se um aluno diz que o governo estadual é ruim por  causa do Lockdown,  a questão  não é política partidária ... A questão é maior
[26/3 23:10] Hilda: O Pará teve HOJE mais mortos do que UM PAÍS na América do Sul,  mesmo com lockdown
[26/3 23:12] Hilda: Se o aluno não tiver de algum modo a ciência de que o Lockdown está salvando a vida dele...e que ir trabalhar "pra poder comer" ou morrer é uma injustiça, uma DESUMANIDADE, ele nunca vai entender a importância da educação  de fato... DAR A DIGNIDADE do conhecimento formal e do reconhecimento, ao menos, da própria cidadania.
[26/3 23:14] Hilda: Esse aluno não está só  expondo o governo estadual...ele está falando do sistema, da educação que é prática e pensada por pessoas.  Minha pergunta é: para  quem é feita a educação pública no nosso país?
Essa pergunta ainda precisamos responder não com palavras...nem com planilhas (com certeza), embora isso seja uma exigência do Ministério Público,  porque se trata de um direito... temos que responder com prática.

quarta-feira, 24 de março de 2021

*À secretária de educação, gestores/as de escolas USES e URES*
Em assembleia geral do Sintepp realizada no dia 23 de março decidimos rechaçar o assédio extremo que alguns gestores vem praticando quanto às exigências da presença de professores na escola, cobrança de relatórios permanentes e em alguns casos da exigência de lançamento de média dos alunos a revelia da situação que nos encontramos, do tipo não fez trabalho lança nota zero.
Saibam todos que vivemos um momento difícil da pandemia e já perdemos inúmeros colegas para essa doença traiçoeira e se caso um de nós servidores venhamos a nos infectar, ou infectar outras pessoas por conta da pressão sofrida pelo superior no cargo isso pode levar inclusive a responsabilização individual pelo dano moral e material sofrido. 
A defesa da vida está em primeiro lugar, saibam que o contato social não ocorre apenas na escola, mas em todos os espaços da vida social e ficar em casa nesse momento é defender o direito de viver, por isso aprovamos coletivamente na assembleia que os relatórios devem ser entregues bimestralmente sem prejuízo dos alunos e da escola.
Atenciosamente.
Abel Ribeiro da Coordenação Jurídica do Sintepp

Carla Diaz e o patriarcado no BBB

Um pai
Eu:  eu te entendo porque conheço também o amor de pai que tens. Vi sempre a tua relação com os meninos ser muito forte. Por isso vou te explicar: não estamos priorizando na discussão ela ter de fato saído ou voltado, sabe. Estamos realmente dizendo que há MILHARES ou talvez MILHÕES de mulheres na MESMA situação que ela, o que é violência.  Ela não ter como perceber o tamanho do abismo em que esteve aprisionada é muito compreensível,  todos os relacionamentos tóxicos ou abusivos nos tornam reféns.  Ela estava,  concordo plenamente contigo, SEQUESTRADA de si. Ela tem o direito de ser devolvida a si mesma, à família e aos seus amigos  de verdade. O ensinamento que fica é: quantas vezes vemos relações ABUSIVAS com mulheres, principalmente,  e NADA FAZEMOS a não ser passar a mão na cabeça do abusador e condenar ela. Por isso  estamos repercutindo em rede nacional um: "acorda, mulher!". No fundo no fundo mesmo, temos a plena convicção ela é MUITO MAIS DO QUE ELE, não poderia estar sendo vista como "boba", "trouxa", "cega de amor", etc. Ela estava sendo sugada por um VAMPIRO EMOCIONAL. É isso. Muito obrigada por você se posicionar. Precisamos de muitos homens com atitudes severas contra outros homens abusivos. ❤❤❤❤❤❤❤❤❤😘❤
*À secretária de educação, gestores/as de escolas USES e URES*
Em assembleia geral do Sintepp realizada no dia 23 de março decidimos rechaçar o assédio extremo que alguns gestores vem praticando quanto às exigências da presença de professores na escola, cobrança de relatórios permanentes e em alguns casos da exigência de lançamento de média dos alunos a revelia da situação que nos encontramos, do tipo não fez trabalho lança nota zero.
Saibam todos que vivemos um momento difícil da pandemia e já perdemos inúmeros colegas para essa doença traiçoeira e se caso um de nós servidores venhamos a nos infectar, ou infectar outras pessoas por conta da pressão sofrida pelo superior no cargo isso pode levar inclusive a responsabilização individual pelo dano moral e material sofrido. 
A defesa da vida está em primeiro lugar, saibam que o contato social não ocorre apenas na escola, mas em todos os espaços da vida social e ficar em casa nesse momento é defender o direito de viver, por isso aprovamos coletivamente na assembleia que os relatórios devem ser entregues bimestralmente sem prejuízo dos alunos e da escola.
Atenciosamente.
Abel Ribeiro da Coordenação Jurídica do Sintepp

domingo, 21 de março de 2021

Uma história evangélica

Passei por um situação dramática em 2019. Eu estava em aula quando um aluno se aborreceu porque dei um exemplo de xenofobia a partir do trump (minúsculo que é). Então,  ele se alterou, foi agressivo e ofensivo verbalmente, por fim, saiu da sala batendo porta. No outro dia, eu soube que a mãe do dito cujo havia ido na escola para deixar o recado de que ele não veria mais as minhas aulas até que o pai dele chegasse de viagem e viesse "resolver" a situação comigo. Foi quando eu descobri que ele era filho do pastor estadunidense que havia chegado naquele interior do Maranhão para "ocupar" e "evangelizar" a cidade - em outras palavras, colonização.  Foi assim que mesmo  tendo família no seu país, fez família no Brasil e se tornou diretor em escola evangélica na capital, depois pastor nesse interior por muitas décadas. Respeitado por sua reputação e muito influente, o homem chegou na escola bastante "ofendido" com o fato de que eu havia sido "manipuladora", "doutrinadora", pois falava até palavrão em sala de aula e não estava capacitada para dar aula  - sou formada em letras, área do conhecimento que é afim de artes, disciplina que eu ministrava posto que nos rincões do Brasil o que se faz é o que há para fazer. Enquanto ele me difamava pelas costas para o meu coordenador que estava totalmente chocado com a situação deplorável que se apresentava. Eu simplesmente fui até a sala do coordenador apenas para dizer que havia passado do horário mais uma vez por uma questão específica com alunos que necessitavam da minha dedicação de modo mais direto. Quando abri a porta fui apresentada para ele. Ouvi o que ele tinha para dizer...mostrei minha aula, o assunto, a competência, disse que o filho dele havia faltado a primeira aula e chegou na segunda aula sem o exercício e ainda quis ter o direito de me ofender, mesmo sendo a autoridade instituída ali. Depois de dar uma aula de cristianismo pré-romano para ele na prática, falando sobre o gesto humilde de Jesus diante dos homens que queriam apedrejar uma mulher,  pedi que ele refletisse sobre a educação cristã doméstica que estava exemplificando, pois o filho dele não tinha humildade de primeiro ouvir e me chamar de modo comedido no corredor porque fez questão de me humilhar na frente de seus pares. Saí com um pedido de desculpa solene, com a certeza de que a LDB seria cumprida (já que o aluno tinha direito e os  pais o dever de mantê-lo em escolarização regular com frequência nas disciplinas propostas no nosso currículo) de modo que fiquei conhecida como a esquerdopata que silenciou o pastor por meio do evangelho.

quinta-feira, 18 de março de 2021

sensível demais...demasiado humanamente sensível

Hannah Arendt "As origens do totalitarismo ", uma descrição analítica da ditadura stalinista. Apesar do exército vermelho, isto é,  os soldados RUSSOS socialistas de Stalin terem vencido HITLER e o holocausto de judeus, como a própria Hannah Arendt - apesar de tudo isso -, um indiscutível processo de exame crítico da forma totalitarista soviética foi feita pela autora. Nesse breve dossiê político que a filósofa fez, ela afirma que o mais radical dos revolucionários,  um dia após a Revolução,  será um conservador (citação indireta,  uma paráfrase técnica). O que não consigo discordar. De fato, há entre o extremismo e o embrião da banalidade do mal uma linha tênue,  independente da ideologia que se carregue em bandeiras mais próximas ou não de um humanismo conveniente. De todo modo, ainda arrisco dizer, há que se celebrar vitórias aparentemente tímidas... Como disse Darcy Ribeiro, um humanista radical, jamais extremista,  eu fracassei, mas não estaria me sentindo vencedor no lugar  daqueles que ganharam nesse contexto. Ou como cantaria o passarinho Quintana...eles passarão, eu passarinho. Existe uma liberdade incorrigível na autonomia de um ser que se envolve em determinadas causas próprias de humanidade...uma delas, é a incapacidade de ser insensível às dores do mundo...poetas como Drummond e Adélia Prado  me representam sempre sobre isso. Para Lispector,  há alguns falta o "delicado essencial", que tiros não sejam classificados como dores seletivas...nenhuma dor humana é vitoriosa. Eu assim acredito.

Professor x Educador... uma distância ainda incorrigível

Meus colegas de profissão, há uma distância imensa entre o educador e o professor de fato. Enquanto muitos de nós estamos com carga horária extrapolada, trabalhando com as ferramentas possíveis, recebendo o nosso salário fixo, fazendo até o impossível para transmitir aulas, conteúdos e demais documentos (como as planilhas). Há os educadores . Educadores de uma pandemia extraordinária . Gente,  sem diploma, sem salário às vezes, doando TUDO QUE POSSUEM de tempo, de mínima estrutura (às vezes somente o celular mesmo, comumzinho) e uma VONTADE INCONTROLÁVEL de transformar o tempo tenebroso em alguma história mínima de esperança. 
CADA VEZ MAIS, eu sinto a plena necessidade de nós professores sermos educadores.  Infelizmente,  nosso diploma, nossas pós-graduações,  nosso concurso e nossa competência no conteúdo específico de uma disciplina, de uma ciência É POUCO. É REALMENTE pouco para o mundo em que de fato vivemos.
Fomos formados em graduações antiquadas, com iniciativas tímidas em relação ao conhecimento DE GENTE.  NÓS NÃO TRABALHAMOS COM CONTEÚDO CIENTÍFICO. Professor é um dos profissionais que mais é desafiado porque trabalha COM GENTE, COM SUAS HISTÓRIAS  DE VIDA,  com seus afetos e desafetos. Pior do que tudo isso, NÓS TRABALHAMOS com o futuro de muita gente.
Vem da nossa CANETADA a ir pra frente de alguém,  em muitos situações - apesar do que garante a LDB, a CONSTITUIÇÃO FEDERAL e o nosso popularesco PAULO FREIRE.
Eu sei...infelizmente,  muitos de nós conhecemos apenas o nome de Paulo Freire e do que ouvimos falar, ou lemos com pressa...eu até acho que lemos penas trechos ou frases  soltas. O caminho de um professor que ouve Paulo Freire é muito diferente do que vemos nos nossos cotidianos até nas lutas sindicais.
Além de Freire, deveríamos conhecer Anísio Teixeira, DARCY RIBEIRO, Rubem Alves  e muitos outros educadores que não pouparam nenhum esforço em QUERER MUDAR A HISTÓRIA  DE UM PAÍSA, e jamais imaginaram ser lembrados ou louvados,  APENAS POR CUMPRIREM SUA FUNÇÃO: ensinar cidadania, dignidade e humanidade para uma população carente do básico.  Honestamente, como professora de português e literatura, PARA MIM, crase e romantismo SÃO infinitamente IRRELEVANTES diante da fome.

A fome é mais relevante do que qualquer conteúdo. A saúde é mais importante do que qualquer competência do Enem.  Nossa frequência é ter ou não ter o VALE ALIMENTAÇÃO de R$80, 00.
Deixo claro, meus parabéns por estarmos fazendo o nosso trabalho pelo qual estamos sendo pagos SEM ATRASOS. 
E, também,  deixo claro meu respeito por uma equipe técnica que ARRISCOU TANTO SUA VIDA e a VIDA DE SEUS FAMILIARES para que o nosso trabalho fosse facilitado no ano de 2020 e agora em 2021.

Aos alunos, eu só quero ser UMA FACILITADORA e não alguém que se soma a toda A ATRAPALHAÇÃO que já está esse país,  COM O GENOCIDA que é presidente . Não sejamos ATRAPALHAÇÃO tal qual esse presidente que sequer votamos. 

Meus colegas professores,  os tempos são de PACIÊNCIA,  humildade e solidariedade.

Desejo um bom dia a todos e saúde para as nossas famílias.

domingo, 14 de março de 2021

eugenia à brasileira????

O inacreditável nessa fantasia eugenista de um percentual significativo de sulistas do Brasil é como eles não representam sequer os segmentos provincianos na Alemanha do século XXI.  É uma coisa tão fantasiosa que nem mesmo Alemães conseguem se referenciar com a alucinação de "raça pura" dessa gente.

Não querer ser "brasileiro" por estar em nossa origem a miscigenação de etnias africanas e ameríndias é de uma pobreza instrucional em História, Geografia, Antropologia e Sociologia que fico imaginando O SACRIFÍCIO de uma pessoa que seja professora dessas disciplinas  nessa circunstância.
Porém, há uma justificativa histórica vergonhosa, pela semelhança com um provincianismo etnocêntrico, supremacista branco,  DOGMÁTICO, nos Estados Unidos que  envergonhou as Américas com o mandato do abutre Trump.

Uma banalidade do mal talvez explicável em um embrião ideológico que coloca na fantasia do ser superior a incapacidade de sentir porque racionaliza demais. Sem nenhuma função científica,  somente com a proposta de explicar em si mesmo a realidade de tudo. Um ser sem sensibilidade para o outro e sem capacidade de humanizar-se, acredito eu que temporariamente. Essa patologia não pode ser inata, isso eu desacredito. O que me faz ser professora,  educadora... já que a educação de fato humaniza a gente.

terça-feira, 9 de março de 2021

álcool, cerveja, mulher, violência doméstica e feminicídio ...uma perspectiva histórica

Lendo "História da sexualidade 3: o cuidado de si", de Foucault,  lembrei de um regime cuja intenção era purificar a sexualidade , equilibrar e promover hábitos saudáveis.  Entre diversas sugestões,  a prática de beber vinho era a melhor avaliada porque tinha princípios masculinos. Isto é, assim como a prática clerical de assimilar o vinho ao sangue do Cristo exaltava essa bebida e seu vínculo patriarcal,  havia outra que era inferiorizada. Adivinha? O costume de beber cerveja. Uma bebida historicamente relacionada ao trabalho de mulheres. Outra leitura indispensável me ratificou isso. Gerda Lerner, em "A criação do patriarcado : história da opressão das mulheres pelos homens", comprova que as fazedoras de cerveja eram as subalternas em propriedades profundamente patriarcais. A misoginia sempre explicaria historicamente a inferiorização do gênero de bebida assimilado ao feminino. Então, essa prática muito atual de cervejaria artesanal é um apagamento (gourmetizador) da relação entre mulheres e cervejas. Um apagamento que garante o maior status para a cerveja artesanal. E, cruelmente, demonstra a relação macabra entre o consumo abusivo de bebida alcoólica (em especial a cerveja, pelo consumo nas classes proletárias) com o índice explosivo de feminicídios. É,  tristemente, diretamente proporcional a relação entre maior consumo de álcool e maior número de violência doméstica  e morte de mulheres. Tudo que escrevi aqui, me perdoe pelo textão, é um desabafo. Eu mesma fui criada em um ambiente com violência doméstica, tentativa de feminicídio e abuso psicológico intenso intimamente ligado com alcoolismo. Eu precisa dizer.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

Eu não estou no mundo sozinha. Ao meu redor, andam MUITAS MULHERES MARAVILHOSAS. Então, quando se aproximar,  venha em paz. Eu jamais vou pensar apenas em minha própria "fome de vida". Eu tenho sedes insaciáveis,  eu tenho desejos inomináveis,  eu tenho lutas QUE VOCÊ NÃO PODE NEM NUNCA SABERÁ uma letra... Se vier, venha em paz.
A minha irmandade é pelas MULHERES DA MINHA VIDA.
Minha alma-gêmea é minha irmã Hel Freitas , minha rainha e guia, minha MÃE luz dos meus caminhos. As mulheres que me cercam entre amigas, familiares e pessoas que escolhi fazerem parte do meu universo, TODAS ELAS são MUITO RESPEITADAS por mim.
Se vier, venha em paz.
Nunca esqueça.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2021

carta à Audre lorde

https://diariosincendiarios.wordpress.com/2018/09/25/carta-a-audre-lorde/amp/

(em resposta ao texto A Transformação do silêncio em linguagem e ação)

“Eu estou aqui como poeta Negra lésbica e sobre o significado de tudo isso repousa o fato de eu ainda estar viva, coisa que poderia não ter sido.”

Audre, em minhas muitas tentativas de romper os silêncios que atravessam meu corpo, eu aprendi que o lugar onde ele se instala é justamente onde mais faz ruídos. E o ruído rasga cada sopro de voz, por dentro, muito antes de se tornar vento.

Desde muito cedo eu fui ensinada a calar, a catar todas as palavras que me vinham à boca e amassar, amordaçar, frear. Aprendi a silenciar todos aqueles rasgos a mim direcionados. Os olhares que me lançavam, como navalhas, reafirmavam cortantes, o peso de tudo.

Eu ainda era menina quando todas essas dores me alcançaram. E não sabia ao certo porque doía, mas sabia o quanto doía. Não conseguia falar, não tinha com quem falar, eu estava diante de mim mesma e sem saber o que fazer com aquela imagem que ecoava dolorosa frente aos meus olhos e sentidos. Fui durante muito tempo o espelho daquilo que me diziam ser errado, feio, sujo. Tentei ser diferente e a cada tentativa frustrada um pouco de mim se esvaia. E você sabe, Audre, o quão é doloroso passar pelas violências que a lesbofobia atrelada ao racismo impõe sobre nossos corpos.

Desde a minha infância fui muito introspectiva, muito silenciosa, muito para dentro. O meu primeiro impulso para fora do silêncio, foi quando, ainda na escola, numa aula de português, sem querer, tropecei em um poema num livro didático e algo em mim se movimentou de uma forma diferente e me impulsionou à escrita.  Pensei: talvez pôr as dores no papel as façam menos doloridas.

Logo quando comecei a escrever não tinha uma consciência exata do que eu pretendia com aquilo e tampouco enxergava a escrita como uma forma de resistência – embora fosse -, só queria um pouco de alívio. O intuído era aliviar tudo aquilo que insistentemente latejava em meu corpo. Busquei nas palavras uma maneira de ressignificar e transformar essas dores em alguma coisa que não me desse um soco dentro da boca. Não foi fácil e ainda não é. Ainda estou nesse exercício de transformar o silêncio em linguagem e ação. Pergunto: um dia deixaremos de ter silêncios a romper? E, certamente, a resposta será não. Porque entre os ruídos e os não-ditos há tantas outras coisas.

Uma vez enquanto conversava com uma amiga sobre toda essa minha dificuldade em romper o silêncio, ela me disse algo que me fez parar por alguns minutos e logo após esse breve momento de paralisia, aquela fala me deslocou. Ela me disse: “As coisas só começam a existir quando você fala sobre elas. Você só vai começar a existir enquanto uma poeta negra e lésbica quando você começar a se enxergar (e se enxergar é estabelecer um diálogo consigo e com os outros) e a falar sobre quem você é e sobre o que é estar nesse lugar”. E isso me causou um imenso estranhamento e espanto logo quando ouvi.  Porque, pela segunda vez, eu saí do seio do silêncio, porque eu queria e precisava existir, e foi como se eu tivesse ouvindo: “Fala para elas de como nunca se é uma pessoa inteira se guardas silêncio, porque esse pedacinho fica sempre dentro de ti e quer sair, e se segues ignorando-o, ele se torna cada vez mais irritado e furioso, e se nunca o deixa sair um dia diz: basta! E te dá um soco dentro da boca.”

Esse sentimento de possível inexistência misturado à necessidade de existir ecoou em mim durante alguns dias. A sensação foi de imersão em mim mesma e nos meus medos. Afinal, o que me paralisava? Após dias em uma conversa muito íntima com o silêncio, cheguei à conclusão de que o que me emudecia era o medo. O medo da visibilidade e do seu enlace mais profundo: a vulnerabilidade. Ao tomar uma assustadora consciência de meus próprios abismos, adentrei uma percepção ainda mais funda: meu corpo sempre foi o alvo e a vulnerabilidade nunca esteve distante de tudo que represento. Continuar cultivando o silêncio se configura como uma autopreservação forjada e agora o meu corpo já tinha consciência disso.

E foi nessa de conversar com o silêncio e apalpar as suas minucias que o atravessei.
Em alguns momentos, trocamos: fui silêncio e ele música, fui nota e ele ficou calado, no escuro. Repare, eu disse, nota. Fui nota, notada, acordes e música. Fui ouvida e falada. Fui a palavra cantada nos meus próprios ouvidos.

Mas, o medo de falar ainda rasga a segurança que cuidadosamente vem sendo construída.
A boca do silêncio ainda arranha as tantas possibilidades de sopro.

Concordo com você, Audre, quando diz que: “Podemos aprender a trabalhar e a falar apesar do medo, da mesma forma que aprendemos a trabalhar e a falar apesar de cansadas.”

E acredito que o silêncio pode ser configurado de duas maneiras: como uma potência significativa ou sendo capaz de produzir a própria noção de silenciamento, que para muito além de estar em silêncio, configura-se como pôr um sujeito em silêncio.

Eu quero poder tocar o silêncio, poder estar em silêncio por escolha, não por medo. Claro, é sim necessário e importante romper o eixo onde o silêncio aprisiona, mas podendo preservar o ponto onde ele é conforto.

O silêncio não é só o que está visível, ou seja, aquilo que está além da boca, ele pode estar também fazendo sentido e significando em outros lugares – às vezes como conforto, noutras vezes, como prisão –  e produzindo nas próprias palavras os ecos desses trânsitos internos. Podermos escolher o momento de falar e o momento de estar em silêncio é um ato de autopreservação, reconhecimento dos nossos limites e respeito aos nossos cansaços.

Eu quero poder me libertar do medo de pôr o meu corpo em evidência, mas ainda restam tantos silêncios para romper.


quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

Muito obrigada pela iniciativa de DIALOGAR. Dialogar, amigas-amigues-amigos, é um fala e o outro escuta. Escutar por sua vez é INDISPENSÁVEL para todos, isto é,  tanto para quem fala, quanto para quem escuta.  Escutar é uma sabedoria elementar mas que não está na moda. Espero que seja possível dialogar de fato com sua gestão,  porque você merece ser ouvido por muitos louvores enquanto profissional e pessoa que és.  Também nossos artistas devem ser escutados em seus gritos simbólicos,  cheios de indignação por muitas vezes serem calados na indiferença,  na ingratidão por seus legados. No mais, vamos sim avançando, progredindo e criando laços de democracia e reparação aos mais indispensáveis atores na cultura da alma. A alma tem sua aventura na percepção.  É arte que chama quando a alma da gente transborda em estética, transformando o instante em intuição sobre um infinito ser.

terça-feira, 12 de janeiro de 2021

monopólio, monogamia, Foucault, Gerda Lerner e muita história pra contar

Eu tenho até uma diferença para essas definições de monogamia e poligamia, baseada em uma ideia que li no livro do Foucault "História da sexualidade: o cuidado de si ". O livro que trata de fato sobre a história da sexualidade - a partir do recorte eurocêntrico do início da era "Depois de Cristo", entre os anos 3 e 5 mais ou menos - traz uma ideia interessante sobre um termo que é "monopólio", uma denominação do Foucault para o casamento heterossexual, que eu chamo de heterodeterminado, o que para mim também cabe na denominação de patriarcal. Essa forma de monopólio serveria, segundo Foucault,  para concretizar o controle sexual tanto de homens quanto de mulheres, principalmente da parcela privilegiada e, por isso, mais representada socioculturalmente. Os dominantes deveriam se casar entre si (o que às vezes seria até um tipo de homogamia, ou casamento entre famílias afins e parentes,  como os Judeus). Esse monopólio, então, para mim, é bastante diferente da monogamia porque ela é intermitente na trajetória histórica dos indivíduos,  isto é, ora somos monogâmicos, noutra polígamos e até passamos algum tempo sem nos relacionarmos afetivamente de modo especificamente,  dito amoroso. Então, para mim, o que conhecemos como monogamia é,  de fato, monopólio que principalmente,  diferente do que propusera Foucault sobre aquele momento histórico é aquele recorte social,  atinge muito mais as mulheres com um controle social, sexual e política indiscutivelmente.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

A formação em saúde é regida por uma heteronormatividade tão brutal que uma mulher lésbica tem seu cuidado em saúde negligenciado por que segundo os profissionais que a atendem, ela é "virgem" e por isso não pode ser examinada da forma como outras mulheres heterossexuais são.

VIRGEM! 2021 e profissionais de saúde ainda precisam do aval de um pênis para fazer o seu trabalho. Assim, uma mulher com endometriose ou outro comprometimento do seu aparelho ginecológico é orientada a não fazer um simples ultrassom transvaginal por que o transdutor vai penetrar sua vagina nunca antes penetrada por um pênis! Afff! Que burrice, que ignorância e que desconhecimento sobre as diversas formas de práticas sexuais, meu povo! Isso é objeto de estudo, também. Pode e deve ser aprendido.

Mulheres lésbicas podem compartilhar objetos durante relações e isso pode ser meio de transmissão de IST's, SIM! Elas devem fazer coleta de preventivo, sim! E se você tem alguma dúvida em relação às práticas sexuais delas e os cuidados médicos que elas demandam, PERGUNTE SOBRE ISSO A ELAS.

Fora que essa ideia de que primeiro precisa entrar um pênis na vagina para que ela possa ser examinada por um profissional de saúde é tão atrasada, machista e nada científica que chega a me dar vergonha.

A vagina é só uma parte do corpo feminino. Mais uma. Sim, envolvida em incontáveis tabus, mas é apenas uma região do corpo que precisa de cuidados específicos.

Acaso a mulher que nunca fez sexo oral com um homem não pode ter sua garganta examinada? Uma mulher que nunca praticou sexo anal não pode ter uma queixa intestinal investigada?

Recentemente, vi a Ginecologista Sincera conversando sobre isso na página dela e os relatos são absurdos.

E tem um debate muito mais cheio de tabu que é o debate da tal da virgindade... O valor que se dá a isso compromete a assistência a saúde das mulheres! Um horror!

E até onde eu sei, a tal da virgindade tem a ver com nunca ter transado. Ou seja, a mulher que foi estuprada nunca transou. A mulher que faz um ultrassom transvaginal nunca transou. A mulher que precisa fazer um exame ginecológico nunca transou. Mas as pessoas estão ligadas numa membrana que precisa estar intacta.

Aí, dessa lógica, nasce a ideia de que mulheres lésbicas que transam e são plenas e felizes exercendo a sua sexualidade são virgens! Que coisa bizarra! É tudo sobre o aval masculino, né. É tudo sobre o pênis, aquele órgão definidor de nossas vidas, da nossa moral, da nossa capacidade de ser mulher, e agora até da nossa saúde... Preguiça!

domingo, 10 de janeiro de 2021

Para minha amora dia e noite,

Vou traduzir o que eu disse...que tem trechos que não dá pra ouvir:

Deixa eu te dizer uma coisa linda...
Existem portas que a gente deixa aberta pra semlre entrar e sair
Mas existem portas que a gente fecha e se tranca, a gente se prende 
É a gente que tem a chave do cadeado da nossa cela
A nossa prisão - na verdade -, passarinha...passarinha...(tu és a minha passarinha predileta)
A nossa gaiola, passarinha, a nossa gaiola-coração tá sempre  aberta...
Mas como a gente tem a chave na mão, a gente pensa que o cadeado tá fechado...
Abre a porta
Abre a janela e vai...
Vai voar...
É que você é grande demais...
o céu inteiro é a sua casa.

A porta nunca esteve trancada, passarinha

mensagem que cura...massagem, ciências, humanidade e corpos que cuidam

Eu faço análise - minha psicanalista me salvou do beira do abismo, estou sempre  preparada para pular.  Tive que dar um tempo da análise durante a pandemia, por precaução.  Fui ao extremo de surtos de pânico, tranquilizante,  sedação...dormir  era coma induzido.  Então, fui ao psiquiatra, tipo ao meu pior inimigo. Ele me olhou como um destroço de gente que eu tava...e disse "junte devagar...seu caquinhos". Disse com uma receita que na primeira vez me trouxe a sensação de que eu estava viva. Tomei os três psicofármacos e senti o corpo que estava vazio...eu era uma alma penada, o espelho tava escondido. Foi assim que peguei o milk, coloquei no táxi.  Mudei de casa. Moro só com ele há 6 meses...quase nenhuma assombração que eu me familiarizara estava mais de companhia da minha própria sombra na luz do mundo barulhento...aterrorizante.  Ter paranoia é viver um delírio.  Eu preciso dos remédios para trabalhar feliz, ler em paz, dormir e existir realmente sem fantasmas (literalmente) - esse é o nome que eu dei aos pensamentos intrusos da minha cabeça sem cuidado de antes. Agora, eu estou fazendo um programa de massagens curativas, terapêuticas... A minha curadora,  uma mulher admirável antes de tudo, completou o ensino médio a duras penas. E eu, repleta de livros, minha bibliografia é sempre imensa, citação direta e indireta é minha senha de banco... que sou só isso... na mão de cura dela, renasço. Pago com vil metal ao que não tem preço, nem mensura. Ela faz massagem com óleos,  cores, meses e energias de uma linguagem que eu não sei ler uma letra. Ela faz massagem que cura gente inteira. Eu me entrego na sua vocação serena de 2 décadas.  Ela me ensina com paciência, cuidado e humildade a ser eu mesma.  Eu gosto do trabalho que reescreve a nossa história. Eu acredito muito nisso.

mulheres que MATAM os lobos

Esse arquétipo do "lobo", "o selvagem do bem", é muito vendável. De fato, a heterossexualidade normativa é um instrumento VIOLENTO para qualquer mulher, eu te entendo muito. Essa situação ABSURDA de mitificar o "macho natureba" passa despercebida...MAS É VIOLÊNCIA. Os homens como sempre estão no topo da cadeia alimentar como predadores, idolatrando-se, gozando em berço esplêndido de uma MASCULINIZAÇÃO da miséria do espírito. Eles são vazios de densidade subjetiva, isto é,  meros fantoches da venda de "afetividade" líquida.  Mulheres estão  no substrato, onde protagonistas se fazem minhocas. As minhocas são indispensáveis para a vivacidade do bioma, mas quem nasceu para ser a própria floresta,  não deveria se colocar em posição de chão para ser pisoteado por abutres. Essa é a minha metáfora de dor, sofrimento psíquico,  quando assisto ao culto desprezível ao que se fantasia de cultura nórdica. Infantis são as analogias ficcionalizadas. Historiografias nunca estão na moda porque trazem dos cemitérios arqueológicos o que de fato foi o humano daquele período.  Então, eu apenas vejo, sinto muito, alcanço o nojo rápido e transbordo em forma de mulheres da realidade - do chão desse mundo - que leio. Só elas me curam. Estou cansada dessas ficções alienantes que são jogadas feito agrotóxicos nas redes sociais em meus pés de realidade onde vivo. Mas...sem que se exista na história,  não se está  vivo. Por isso, eu falo, por isso  eu grito, por isso EU LUTO. Sigamos, como sempre, juntas na luta feminista que nos CUIDA muito . Beijos, paxãozoooona da minha rede social 💜💜💜💜💜♀️💜♀️💜♀️💜♀️💜♀️🌬🍃🤍

segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

manifesto educAÇÃO

EducAÇÃO = prática humana de aprender  JUNTO 

Para que a educação seja um DIREITO GARANTIDO precisamos ACABAR COM A MENTALIDADE BANCÁRIA,  mercadológica, de educar.

Professores NÃO são DOMINADORES do conhecimento que DEPOSITAM nos alunos = EDUCADORES somos aqueles que acreditam que TODOS aprendem quando há a DISPOSIÇÃO ÉTICA (HUMANITÁRIA) de construir o processo de aprendizagem DIALOGICAMENTE.

Alunos NÃO são pessoas que precisam aprender algo que não sabem = EDUCANDOS são, juntamente com educadores, PESSOAS que acreditam que aprender é UM PROCESSO DE DIGNIDADE humana a fim de se construir EM CONJUNTO uma comunidade, uma sociedade e uma humanidade cada vez mais JUSTA.

Educação NÃO é escolarização CORPORATIVISTA, MERCADOLÓGICA, NEOLIBERAL, PARTIDARISTA E INSTRUMENTALISTA.

Eu DEFENDO A EDUCAÇÃO PÚBLICA, ÉTICA, DEMOCRÁTICA,  HUMANÍSTICA, ECOLÓGICA, UNIVERSAL E GRATUITA. 

Educação é um saber que seres vivos conduzem historicamente a partir de seus contextos.

Respeito à EDUCAÇÃO é o que eu EXIJO!

O Brasil NECESSITA de educação de verdade.

Vamos defender a educação para a humanidade e para a ecologia ética JÁ!

#eudefendoaeducação

quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

atualidades de neofascismo

O fundamentalismo pseudoreligioso, que de fato é uma caça às bruxas atualizada, está descrito nesse mapa.

Ouçam: dízimo em muitas dessas "igrejas" são muitas vezes apenas LAVAGEM DE DINHEIRO sujo do capital GENOCIDA. Não precisam de fiéis vivos...pois não vivem do dinheiro deles, mas da exploração das suas mentes.

Ouçam: mulheres por toda a África, agora no Brasil,  em lugares EMPOBRECIDOS por "grandes investimentos" e por governos neoliberais GENOCIDAS são mortas, têm suas terras roubadas, seus direitos sequestrados.

Ouçam: Nessa forma de tirania, a velhice,  os idosos e, principalmente as mulheres idosas são vistos como estorvo, como alvos de morte...para esse tipo de governo morte de idosos é visto como solução.  Muitos jovens passam a matar seus pais idosos para usarem com liberdade o que herdam, mesmo que seja pouco.

Ouçam: OU MUDAMOS o nosso olhar sobre as pseudoreligiões  cristãs, OU CAIREMOS no mais absurdo lugar onde VIVER É UMA LUTA ÁRDUA e constante.

Cuidado com os tiros, as balas perdidas, os apedrejamentos, os incêndios em templos de religiões de matriz africana e com o assassinato de LGBTQIA e de mulheres cis e trans (especialmente as negras). 
Essa forma de governo é maldade para acabar com a humanidade da gente.
Libertemos o nosso país disso logo.
#ForaBolsonaro

terça-feira, 29 de dezembro de 2020

delírio de um romance a céu aberto

Eu nasci numa cama d'água, ouça
Numa casa a beira de um rio parado, ouça
Que me observava crescer às margens de tamanha água
Eu nadava em meus braços o rio em volta o rio me levava
Bem-te-vis, canarinhos, ingás, mangas de tantas qualidades
Até que o sol se pôs
As estrelas são penduricalhos de um romance
A beira do rio inundou minha casa margaridas espalhadas
Eu era uma nada conhecia a madrugada
E o rio se mostrou fálico
Romance às margens
Eu conheci a madrugada
Me tornei um nada
Entendi o rio
Eu conheci a madrugada
Me tornei um nada
Entendi o rio
Delírios de um romance a céu aberto
Delírios de um romance a céu aberto
Bem-te-vis, canarinhos, ingás, mangas de tantas qualidades
Até que o sol se pôs
As estrelas são penduricalhos de um romance
A beira do rio inundou minha casa margaridas espalhadas
Eu era uma nada conhecia a madrugada
E o rio se mostrou fálico
Romance às margens
Eu conheci a madrugada
Me tornei um nada
Entendi o rio
Eu conheci a madrugada
Me tornei um nada
Entendi o rio
Delírios de um romance a céu aberto
Delírios de um romance a céu aberto