segunda-feira, 4 de abril de 2022

minimalista desde que me reconheci

Eu tenho um excesso de mim...é como me sinto. Então,  desde criança - vinda de uma família ribeirinha (interior do Pará) - convivi com as mínimas certezas, com simplicidade e muitos valores de espírito.  Era preciso ser de dentro pra fora... e na busca de esvaziar-me dos excessos de mim mesma, procuro limpar os outros sentidos: visão menos cheia de estímulos,  paladar mais sensato, olfato limpo e orientado paraba natureza, audição afinada e econômica, por fim, um tato que não anseia mais do que equilíbrio na temperatura,  nos apegos e no que se referir. Eu sou de fato assim e hoje me lapido tanto mais aos 34 anos completos.

domingo, 20 de março de 2022

não há uma só verdade feminista...a branquitude não consegue se governar

Eu não gosto da interpretação que fazem dos livros da Clarissa. Gosto demais do estilo poético dela. Sou professora de Língua Portuguesa, Literatura, Arte, Redação. Estudo um pouco de antropologia, filosofia, historigrafia (feminista), feminismos, psicanálise e literatura feminista, marxista, negra e dissidente. Aprendi muito que os comentários, as leituras mesmo, as interpretações (às vezes um tanto equivocadas mesmo) são fruto de uma falta de leitura própria sobre os livros sabe. Sobre como quando falam de Freire, só por falar, só para descredibilizar mesmo. Eu acho ruim isso. A Clarissa é de origem russa e por isso se tornou pesquisadora das narrativas ancestrais da sua ascendência familiar. A família dela foi morar nos Estados Unidos e, mesmo assim, havia quem se opusesse ao agressivo processo de aculturação tão caro aos supremacistas do racismo estadunidense, a maioria até dos intelectuais (até Zygmunt Bauman e Chommysk). Então, li "Ciranda das mulheres sábias" como quem sentava ao lado de uma irmã mais velha ou uma vizinha mais velha e seguia ao alento do tempo. É um bálsamo, sabe. Tenho muitas leituras duras, aflitivas e cheias de dororidade. Ler Clarissa me colocou em um colo e me ninou. Eu sosseguei. Há quem distorça, por exemplo, "Mulheres que correm com os lobos". O que para mim é uma agressividade desleal de leitor ruim mesmo. Dizer por exemplo que ali se tem "arquétipos universais" ou tipos generalizantes de gente é de uma superficialidade que parece um resumo ruim de internet. É uma pesquisa tão autobiográfica, porque se trata de narrativas genealógicas de uma ascendência quase siberiana. Por isso os lobos, por isso os fantasmas azuis, por isso a selvagem mulher ser em si uma mulher de um lugar primitivo, mítico mesmo e elementar para a própria autora. Chega a ser parecido com ler narrativas lendárias ameríndios e amazônicas. Ou ouvir minha mãe (ribeirinha, população tradicional no Pará) falar das histórias que ela ouvia quando criança. Me vejo olhar as margens de rios de águas escuras e serenas, cheias de verdades escondidas sobre a mulher tão profunda que me habita em algum lugar clandestino da mente perdida. Então, me desculpe se eu estou sendo chata ou inconveniente, não se pode culpar a autora pelo uso distorcido, pela interpretação apressada e pela justificativa injusta de quem leu para se alienar.

o Brasil que anda de sandália.

Enquanto a cenoura estava R$15kg no Preço Baixo (atacado), decidi ir à feira. Andei mais, sorri mais e até planejei mais. Chegando nas barracas, os preços mais em conta, as falas mais sensatas, comprei fruta, carne e goma pro cafezinho. Disse muitos "muito obrigada" e pensei: dessa gente, como eu, em que trabalho é compulsório e não tem o respeito do governo elitizado e predatório, é daqui que vou comer, daqui que vou tirar forças. Estava entre os meus, sabe. Entre gente como eu. Sandálias, vento, chuvisco e trabalho no rosto e sangue. E uma vontade imensa de não desistir de si. É um desabafo sobre a vida cotidiana que deveria retribuir aos verdadeiros construtores do hoje, de ontens e de sempres. Sem a nossa humanidade, nem um Brasil seria possível. É do chão de trabalho no asfalto que precisa sair o governo. O Brasil precisa saber quem de fato ergue o amanhã no peito.

segunda-feira, 7 de março de 2022

dissidência 8M

Poema “Dissidência ou a arte de dissidiar”, de Mauro Iasi

Dissidência ou a arte de dissidiar

“Há hora de somar

E hora de dividir.

Há tempo de esperar

E tempo de decidir.

Tempos de resistir.

Tempos de explodir.

Tempo de criar asas, romper as cascas

Porque é tempo de partir.

Partir partido,

Parir futuros,

Partilhar amanheceres

Há tanto tempo esquecidos.

Lá no passado tínhamos um futuro

Lá no futuro tem um presente

Pronto pra nascer

Só esperando você se decidir.

Porque são tempos de decidir,

Dissidiar, dissuadir,

Tempos de dizer

Que não são tempos de esperar

Tempos de dizer:

Não mais em nosso nome!

Se não pode se vestir com nossos sonhos

Não fale em nosso nome.

Não mais construir casas

Para que os ricos morem.

Não mais fazer o pão

Que o explorador come.

Não mais em nosso nome!

Não mais nosso suor, o teu descanso.

Não mais nosso sangue, tua vida.

Não mais nossa miséria, tua riqueza.

Tempos de dizer

Que não são tempos de calar

Diante da injustiça e da mentira.

É tempo de lutar

É tempo de festa, tempo de cantar

As velhas canções e as que ainda vamos inventar.

Tempos de criar, tempos de escolher.

Tempos de plantar os tempos que iremos colher.

É tempo de dar nome aos bois,

De levantar a cabeça

Acima da boiada,

Porque é tempo de tudo ou nada.

É tempo de rebeldia.

São tempos de rebelião.

É tempo de dissidência.

Já é tempo dos corações pularem fora do peito

Em passeata, em multidão

Porque é tempo de dissidência

É tempo de revolução.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022

democracia é o que em 2022... infortúnio

Fazer de Putin um Sanddam Hussein é o velho modus operandi de uma agressiva guerra contra soberanias antiamericanas (leia-se contra a política brutal características dos E.U.A.).
Golpes na América do Sul, patrocínio de exploração brutal contras diversas populações na África, incluindo a situação etnocida na Palestina...entre tantas outras ações diretas da "maior democracia" do mundo.
 E eu pergunto: o que é democracia nessa cultura?
Por que essa mesma história de "América salvadora" contra os ditadores do Oriente continua fazendo sentido?
Depois que a Ucrânia estiver arrasada, a pátria salvadora vai lá "reconstruir" as ruínas???? Mais uma vez isso????
O território de uma nação é a sua soberania. Nem a Ucrânia, nem a Rússia e nem um outro país no mundo parece estar com a sua SOBERANIA, seu território, realmente garantido e devidamente protegido porque existe um país que sempre quer anexar mais e mais países ao seu domínio...e isso é colonialismo. Colonialismo desde o século XVI até hoje destruindo a humanidade de quem for somente a fim de demonstrar poder.
Em resumo: a humanidade da gente não tem qualquer valor para os governos coloniais que esmagam comunidades como se fossem papéis em suas mãos e jogam no lixo.
A guerra demonstra que a humanidade é frágil demais diante da luta por domínio. Infelizmente, essa também não é nenhuma verdade nova. Qualquer registro histórico nos mostra que muitos morrem para que poucos se sintam superiores.
Nenhuma guerra deveria existir, mas a luta contra o colonialismo tardio (necropolítico) é suficientemente necessária e o motivo é a própria humanidade a resistir.

O caso Ucrânia e o complexo industrial-prisional

Esclarecendo a determinante ação do governo de Biden no GENOCÍDIO que se verá a partir dos "conflitos" na Ucrânia:
A nossa impressa apóia o complexo industrial de encarceramento - mais conhecido como Complexo Industrial-prisional G4S a multinacional mais ativa pelo mundo nesse contexto- (indústria de armas e de fabricação de prisões privadas pelo mundo) que é a base dos conflitos, que é uma organização genuinamente americana e que faz vítimas no mundo inteiro com guerras televisionadas ou não, eu fiz questão de destacar Biden, pois ele será escondido nas narrativas da mídia COMPRADA PRA FAZER UM VILÃO - quando a morte e a prisão de milhares pelo mundo é LUCRATIVA em especial para governos como o de Biden, o genocida sujo e covarde.

A proposta de um governo cunhado de "democrático", proveniente de um partido que responde pelo pseudônimo de "democrata", me fez focar tudo no nome desse genocida. Biden é de uma branquitude mortal. Ele e seu governo com uma equipe feroz fizeram questão de provocar a Rússia espremendo a Ucrânia dentro da OTAN com um único objetivo: guerra. 

Ele quer demonstrar que tem armas, que tem muito "poder" sobre o mundo a fim de buscar "melhorar" a opinião mundial sobre o seu governo - desde a saída brutal do Afeganistão, deixando a terra arrasada. Por isso, o papel de Biden nesse caso é o mais grave. E ele vai dar declarações se dizendo contrário ao conflito porque ser um mentiroso miserável sequer arranha a "imagem de bom branco" que ele vai querer vender por aí, enquanto a imprensa brasileira SUJA irá comprar.

Se chamam Putin de ditador, beligerante e intransigente...ao Biden deve-se a identidade histórica de genocida. Sequer eu preciso falar de Putin, porque a indústria bélica que patrocina a imprensa instrumento esclarecido de necropolítica e da morte, vai fazer isso. Eu quero deixar claro quem é o assassino que está escondido na propagação da palavra "Putin" e da nacionalidade russa. Biden além de covarde é protegido. 

Biden merece um tribunal para investigar quais foram as suas reais investidas institucionais para esse genocídio. 

Por isso, fiz questão de deixar essa única narrativa fora total da curva mesmo... Biden é um genocida protegido atrás de uma fantasia suja de "democrata". Um verme para a democracia ocidental, tal qual Bush. Merece retornar para a escória de onde nunca deveria ter saído.


Biden, atual presidente dos EUA, é o assassino da população ucraniana, acreditem. Assume o GENOCÍDIO da população na Ucrânia a fim de tentar "melhorar" a autoestima do seu governo que só demonstra quão desastrosa é a dominação imposta aos povos por parte de países financiados pelo complexo industrial de encarceramento.
Saibam, existem muitas indústrias de armas francamente lucrando com prisões em massa, com guerras aleatórias, com a motivação de armar a população civil (ou seria civícola?).
Biden hoje acorda com sangue de mais inocentes em sua cara branca lavada...
Uma branquitude acostumada a ver mortes e dizimação como naturais.
Biden é o culpado direto pela morte da população ucraniana, acreditem.
O motivo: recuperar alguma opinião eleitoral no seu curral mascarado de democracia sendo apenas a América da morte.
O mundo deveria banir esses covardes para sempre.
#bidenassassino
#BidenGenocida

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022

luto por causa de macho e outras baboseiras do romantismo tardio (séc 19) que insiste em permanecer na fantasia do heteropatriarcado escroto

A tristeza é sempre legítima, ao que não sequer precisamos salientar, afinal a sua MARAVILHOSA POSTAGEM É EXATAMENTE SOBRE AUTONOMIA AFETIVA DE MULHER, o que tanto me orgulha, mana. Saiba que aquelas pessoas "preocupadas" com sua alegria ou desprazer precisam mesmo É DE IR ATÉ SEUS PRÓPRIOS ESPELHOS, como você disse de modo tão autêntico, tão genuíno: você tem mais o que FAZER. Mulher é sinônimo de projeto, propósito, carreira e estudos. Mulher é sinônimo de TRABALHO, SIM! REMUNERADO SIM! Mulher não é "sentimentalismo" burguês, romantizado desde o século XIX no romantismo tardio que vive "ressentido" de ser fantasia de macho pra nós. Rasgue, mana. Destrua essa fantasia de cólera investida em ti. Esse dispositivo amoroso só quer te ver PARAR. Quer te distrair. Olha por si mesma e por tantas que nem voz, nem vez possuem. Caíram ontem, vão cair hoje e cairão amanhã mortas em estatísticas dos feminicídios tão característicos desse país, que nos mata DENTRO DE CASA. REAGE MESMO. Com ou sem croped, lança-se. Choca essa gente medíocre. Se mulher, está perdida no oceano heteronormativo. Se não, está espreitando seu caminho nesse hostil deserto de afeto real do heteropatriarcado. Deixa as mulheres na frente do fronte te inspirarem. Puxa a Angela Davis, a Grada Quilomba, a Djamila, a Gerda, a Federici, a Virgínia Woolf, a Hilda Hilst, a Lélia Gonzalez, a Conceição Evaristo e vai pelo mundo amada. Se ama. Se cuida. Se defende. No mais, é isso.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2022

um ponto sísmico na fala do patriarcado que se propõe "democracia"...mas é violência contra um mundo de humanidade real

Nem acredito que seja uma radicalidade (no sentido ético mesmo) comunista que seja essencial para a revolução que o Brasil precisa, sabe. Não sou historiadora, nem estudiosa política, apenas uma pessoa com uma opinião, que considero analítica inclusive do ponto de vista feminista, como me proponho. Defendo que seja necessária uma formação contínua na própria instrução política básica que é a dos movimentos sociais. Isto é, que os movimentos com suas mais diversas propulsões sociais se invistam de popularidade para capilarizar emancipação. Para mim, como nas Américas se percebe -  através das formas de representações políticas institucionais que são fatos nesses 50 anos, do fim do século XX para a nossa atual situação - representação tecnocrática com mofo, rinite e distanciamento da população, em especial periférica e mais subrepresentada, não pode ser nem referência de "social democracia" - ao menos, não vejo assim para a América no hemisfério Sul, ou que ascende significativamente da África e de ameríndios, entre outras POPULAÇÕES originárias. Não há representação democrática que ignore as demandas antropológicas históricas e, por isso, reais. Ciro não tem nenhuma cara na democracia fluente da gente. Então, se pensarmos em uma "social democracia" que apelide movimento social de "identitarismo", saímos da democracia para a taxiologia política instrumental da tecnocracia aos moldes do início do século XX... pré-Guerra Fria. Honestamente, o discurso que Ciro inflama é a voz distante da gente que ele defende, com o distanciamento evidente de interesses públicos que surgem com ele, por ele e na objetividade e concisão clássicas de quem apenas discursa sem essência de diálogo. Uma péssima mistura de "voz grossa" e "testosterona", exalando tudo que se indispõe ao democrático no cenário mundial.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2021

de blef em blef o dispositivo de gênero mata mais mulher do que supõe a vã história do sexo famosinha

Dividir a conta do motel NÃO TEM NAAAAAAADA A VER COM A EMANCIPAÇÃO FEMININA, querida pesquisadora... Seus anos de intencionalidade na pesquisa sobre história da sexualidade AINDA NÃO LHE MOSTRARAM QUE A CONTA DA paternidade quem paga são as mães? A conta da pressão estética quem paga NÃO É A CLIENTELA mas a imensidão de mulheres NAS FARMÁCIAS em busca de psicofármacos? A conta da maternidade QUE É A PRÓPRIA VIDA DA MULHER QUEM PAGA É A EXPLORAÇÃO DO TRABALHO que é funcionamento das mulheres na sociedade e do controle de seus corpos!!!! Sabe o que está lhe faltando são OUTRAS LEITURAS, sugiro NA ORDEM:
- GERDA LERNER, a criação do patriarcado
- VIRGÍNIA WOOLF, Um teto todo seu
- SILVIA FEDERICI, Calibã e a bruxa
- AUDRE LORDE, Irmã outsider
- ANGELA DAVIS, A liberdade é uma luta contínua
- GRADA KILOMBA, Memórias de plantação...

O que a senhora diz nesse blef não é opinião e nem atitude... é uma vergonha sem qualquer endosso CIENTÍFICO... que o ano novo lhe traga mais vergonha na cara...e mande o Freud ir pro inferno

domingo, 5 de dezembro de 2021

os caras vagabundos que sentam na costa das mulheres

Eu conheço 3 mulheres com esta mesmíssima história:
Conheceram um cara maravilhoso e foram morar com eles (há variações que não mudam o enredo: um já tinha 2 filhos, um de cada ex; uma das minas foi morar junto sem casar, outra noivou e casou no papel antes). O fato é que: os caras nunca curtiram muito trabalhar. 
Todas essas minas tiveram ume filhe com seus respectivos caras maravilhosos. Invariavelmente todas acharam que eles iriam tomar jeito, arrumar empregos, dar um jeito na vida, e que isto não tinha acontecido antes porque as ex deles eram loucas ou porque eles AINDA não tinham amadurecido, o que iria acontecer agora. Pois bem, invariavelmente nenhum arrumou emprego ou renda fixa. Invarialmente todas sustentaram estes sujeitos por muitos anos (uma por 5 anos, outra por 7 e outra por 4), além de sustentarem sues própries filhes e trabalhar e enlouquecer. E bem, todas finalmente e felizmente deixaram os caras.
Adivinha o que acontece depois? Sim, todos eles arrumaram outras mulheres, que provavelmente vão sustentá-los por alguns anos antes de entenderem que são uns embustes e que nenhuma carência vale ser preenchida com alguém que vai sugar seus recursos financeiros, emocionais ou materiais (às vezes todos estes juntos). 

Daí que uma amiga já na casa dos 30 e tantos desabafou comigo um problema: o pai dela, já bem idoso, que estava casado com a madrasta dela foi chutado de casa e não tinha onde ficar, ela estava com medo de ter que sustentar o cara. Motivo: nunca trabalhou e estava velho e folgado demais. Enfim, direito da madrasta se cansar, certo? Eu diria que ela aguentou bastante: 20 anos sustentando o cara. E ele ainda disse "não sei o que eu fiz pra merecer isso". Oras, não foi o que fez, foi o que NÃO fez: trabalhar. Resultado: ele foi morar num dos imóveis cedidos pela irmã, que também passou a dar uma mesada pra ele. A última vez que tive notícias soube que ele estava reclamando que a irmã não pagava uma empregada doméstica.

Entenderam a moral da história, mulheres do meu face? São várias: 1) Eles são vagabundos, irresponsáveis, parasitas e sanguessugas e nunca vão mudar porque sempre vai ter uma mulher estável e carente ou com culpa cristã suficiente para carregá-los nas costas;
2) Parem de minimizar ou passar pano! "Ah, coitados, precisam de terapia." "Ah, coitados a ex era louca, eles vão encontrar o rumo." "Ah, coitados, é o desemprego no Brasil". Não, não são coitados, são parasitas; escolheram um estilo de vida: se pendurar nas mulheres com quem se relacionam;
3) Golpe da barriga deveria se chamar Golpe do "sou vasectomizado", Golpe do "eu broxo com camisinha" (insira um golpe MASCULINO aqui). Nunca que uma mulher ganha nada tendo filho. Nunca;
4) Quanto antes desconstruir a ideia de família tradicional, melhor. Não te falta nada se não tiver um homem, mulher! Bora aprender a dar vazão às nossas carências sem precisar de homem. Mesmo que você seja hétero! Tem gente que passa a vida toda com pouco acesso a dinheiro, à água, por que você acha que não vai viver sem homem? Não deixa a carência te meter numa furada!
5) Pra parar por aqui: identificou o perfil no teu boy? Ele tá passando mais tempo na tua casa que na casa dele sem pagar no mínimo metade das contas? Tem um perfil dependente, cachorro que caiu da mudança? Um dia esqueceu uma escova e agora já tem uma gaveta só pra ele sem definirem os termos? PULA FORA enquanto é tempo e pára de ser trouxa, porra! Se você está namorando um cara e ele não tem emprego, não tem casa, não se sinta na obrigação de ajudar! Ele não é seu filho, você não tem que adotá-lo. Tem muitas formas de uma relação ser abusiva: não é só traição ou violência. Se a relação tá pesando nas tuas costas precisa refletir!

Tô editando porque lembrei de mais duas morais pra essa história:

6)Eles NUNCA, EM HIPÓTESE ALGUMA irão mudar. Não se iluda.

7) Esse tipo de embuste está tanto na direita quanto na esquerda. Nada mais parecido com um machista de direita que um machista de esquerda. ok? PEGA ESSA VISÃO.

MISOGINIA como forma de subjetivação

E não é heterossexualidade isso, não... é a heteronormatividade compulsória que todo dia prega na cabeça de tantas mulheres (através de toda a indústria cultural do patriarcado) que ela é um vazio sem macho. Te digo porque sei que, veja a LOUCURA, até mesmo algumas análises psicológicas são fundamentadas 🤦🤦🤧🤧🤦🤦😤😤😤😤 na ideia VIOLENTA de que a mulher seria um vazio preenchido por homens... Uma bruteza de estupro cerebral que faz a MISOGINIA ser a subjetivação mais forte na heterossexualidade compulsória, sabe. Mulher que odeia a mãe por causa de macho. Que disputa com a mãe a vida inteira por causa de macho, que nem ela e nem a mãe merecem ...disputam não no sentido sexual biológico e material, mas no sentido PSÍQUICO. Não é uma verdade esse tipo de "interpretação da psiquê" humana , mas no mundo da MISOGINIA faz mais sentido do que COLABORAR entre mulheres. Faz mais sentido do que amar a própria mãe, a própria vida e os próprios propósitos. Tudo atrás sempre do homem...do eu que é além...daquele que provê...daquilo que será o redentor...menina, é uma lástima saber e conviver com mulheres tão misóginas que violentam a si e às outras mulheres a sua volta, como por exemplo a própria mãe. Cruel, olha ...cruel.

sábado, 4 de dezembro de 2021

Cansada de ser chamada de "agressiva", "doida", "histérica", "amargurada"...
Eu APENAS sinto raiva, ódio e FUUUUUURIA...
AH, MEU AMOR, e a FÚRIA não controlo não...
Não me peça para ser bebezinha, meiguinha e delicadinha.. eu me ENCARALHO também ..
Por favor, me deixe ser gente...e me poupe se poupe...e NÃO MEXA COM A MINHA VIDA...que eu posso ser pequena, mas sou onça.
Eu também sei ser REVOLUÇÃO antes do que seus olhos possam até imaginar...
ME ERRA, senão aguenta.

eu-leitora

Quando eu era criança, os livros eram uma cabana para minha infância...um abrigo, sabem como é?
Era onde eu guardava a fantasia de poder explorar um mundo incrível e cheio de coisas inimagináveis. Era além de cabana, além de abrigo, além de tudo...um baú. Os livros eram meus tesouros de pequenina pirata. Eu sonhava porque lia. Eu não sonhava às noites. Eu sonhava enquanto lia. 
Na adolescência, descobri que os livros eram amigos também. Eles ouviram além de falarem. Antes de tudo, os livros gostavam de me escutar. Eu nem abria a boca, mas os livros escutavam meus pensamentos. Só eles para compreenderem tantas invenções de menininha ainda que eu sempre tinha. Eu carregava a minha bolsa imaginária, invisível. Nela eu guardava tesouros...eram os livros que eu já carregava desde a infância na minha bagagem de vida.
Lia, lia, lia. Talvez eu já falasse demais assim como vocês me conhecem...mas muito mais do falar...eu lia. E eu escutava o mundo da biblioteca que minha vida já carregava. Eu leio desde que nem falava. Eu lia quando era bebê e mamãe me carregava, vovó me embalava na rede estendida na sala, papai me acompanhava com olhos risonhos, todos viam o quanto eu lia sem sequer compreender UMA PALAVRA. É que ler é maior que o alfabeto das letras, fonemas e frases. Ler o alfabeto da vida foi-me ensinado ainda quando mamãe me gestação, do ladinho da minha irmã gêmea. A gente nasceu leitora de mundos. Meninas que lêem mais do que papel carrega, a gente lê mais do que a visão das coisas indicava.
Cresci somente como leitora, afinal eu sou baixinha e braba. Sim, mesmo sendo uma mulher pequenina e aparentemente meiga, eu sou braba. Quem me conhece sabe quando as palavras me escorrem feito cataratas...eu trovejo também. Eu sou pequena mulher onça. Onça urbana e domesticada, que lê (se me permitem a autometáfora).
Cresci leitora. Alcei voos de águia das palavras, mas escuto ainda os livros da infância, escuta ainda as vozes da adolescência. Eu sou tão amada por meus amigos da leitura. Nos conhecemos desde que nascemos juntos. Espero que nosso fim não seja senão repleto dessa leitura inteira de vida que me acompanha nas lutas, nas manhas e na garra. Enfim, ser uma mulher da leitura, ela é meu sobrenome, trouxe-me até aqui, nessa última linha, até o ponto que nunca acaba.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2021

qual seu lado favorito da cama?

O teu

invisível belo ser

Um belo na frente do invisível
Deitei 
Fechei olhos. Ouvidos. Consensos.
Abri os pulmões.
Queria ser invisível e ver.
Ver a beleza indizível...apenas ver
Não queria decifrar nada.
Não queria compreender nada.
Vão
Vazio
Não
Talvez
Incerto
Decerto eu não seria
Sentia
Tocando o mundo em mim
Mente?
Mente muito o que explica
Mente pra dentro: vultos
Mundo a fora: mundos
Mudo o tempo
Muda a certeza
O tudo caiu
O que veio depois 
É o que quero ver.

pequenina maria Elis...histórias de maria

Dani Batista acho lindo ouvir histórias de mães sobre suas crianças. São tão criativas, tão inteligentes, cheias de brincadeiras imaginárias. Eu sei que por acreditarmos em várias "justificativas", por darmos muitas "respostas para tudo", porque somos adultos, costumamos querer entender e decifrar, ou pior definir o que as crianças pensam, fazem e inventam. Porém, não é preciso. Leve a Maria Elis SEMPRE MUUUUUUUUUUUUITO A SÉRIO. Ela será uma mulher tão falante, tão inteligente, tão criativa que você tende a ser SURPREENDIDA pelos feitos dela, mas não precisa se preocupar. Abrace a criatividade dela sempre que puder. Brinque com ela. ESCUTE SEMPRE O QUE ELA DISSER. Escutar sua menina pode ajudar a resolver situações de assédio, abuso e demais violências que podem fazer com que ela seja vítima ou sofra efeitos perigosos, simplesmente por ser uma pequenina mulher. Então, abrace sua menina. Escute ela. Converse com ela. Não quero lhe dizer o que ou como fazer. Você é A MÃE mais maravilhosa eu tenho certeza que essa bonequinha pode ter. Que sorte, que benção, que felicidade ela tem em ser sua filha, viu. Busque mesmo no abraço dela o sossego para as perguntas de adulto bobo do seu coração viciado em explicar. Abrace ela e deixa que ela te conte o mundo inteiro dela. Conte o seu. Conte sobre seu trabalho. Conte a vida. Conte a mulher tão maravilhosa que você se tornou ao longo dessa jornada. Conte sobre as mulheres extraordinárias da sua família. Mulheres que desde dona Conceição são RESISTENTES, PERSISTENTES, FALANTES, CORAJOSAS E MUITO INTELIGENTES. Ah você vai amar ouvir essa vozinha de criadora, de narradora, de inteligente que ela tem pra te presentear a alma, os ouvidos e o dia inteiro. A Maria Elis é mais verdadeira do que tanta gente. Ouça ela. Brinquem. E sobre o Miguel, não esqueça, é o priminho dela... Um príncipe. Deve ser um bebê na mente linda dela. E ela deve gostar tanto dele e de tudo que ele, o irmão e a família (da Manu) representam para você e para ela que brinca com o nome dele assim tão espontaneamente, tão naturalmente. Ela é pura criatividade. Escute essa menina linda SEMPRE. E abrace a sua filha com os braços, os ouvidos e os olhos. E se aconchegue nesse amor infinito.

pesquisa moderna...aos moldes do século XIX..ranço das vozes do passado fantasmas de um machocentrismo PATÉTICO, DÉSPOTA e COLONIZADOR

Lélia Gonzalez também é importantíssima para a psicologia no Brasil. Antropologia deveria ser também básica nesse currículo. Fontes latino-americanas  são essenciais, em especial de mulheres que traduzam dores simbólicas de uma América que nasce do estupro de ancestrais de comunidades originárias. Eu concordo plenamente com você, professora. Não sou psicóloga, sou apenas professora de português; porém, acredito que o currículo das universidades (em especialmente as públicas) DEVE URGENTEMENTE se ATUALIZAR, parar de ser tão branco cêntrico, europeu e colonial. O século XIX enfim já acabou faz tanto tempo...mas parece que o romantismo "moderno" é um ranço de um passado viciado em uma mesma voz sempre ecoando nos ditames da academia clássica (do séc 19 🤦).

segunda-feira, 1 de novembro de 2021

Pri Marques ...um desabafo a céu aberto na rede social

Tá certo, vamos lá.
Criei esse perfil pra falar o que eu quiseeeeer! Expor o quanto quiseeeer!
Não tô conversando muito, não tá dando pra ficar falando e ouvindo. Meu modo desistência tá ativado. Sabe como é isso?
2021 é o ano da desgraça pra um monte de gente. Principalmente para não privilegiadas, como eu.
Tenho um prazo pra sair do lugar que estou. Aí me falaram assim: “Vai pro seu pai.” Vocês não sabem o esforço que faço desde que lembrei que meu pai foi cúmplice de dois abusos que sofri na infância. Eu ainda FALO com ele, eu já VIVI por alguns meses com ele. Mas não dá mais!!!! Prefiro a morte. Tirando o fato de ter sido torturada pela minha progenitora de tantas formas (já contei) e ele também foi cúmplice. Então não venham dizer: “eles são sua família”. Pois não são! Estou quase com 35 anos, desde os 18 me virando como dava, como deu, como dá. Como davaaaaa meeesmo! Já passei fome, já passei frio, já fui estuprada até perder as contas!! Eu, que fui rejeitada por eles por ser sapatão. 
Já morei em mais de 40 lugares, mas já vivi bem também. 
O que eu fiz? Fingi que era outra pessoa por 4 anos, pra ver se as coisas amenizavam para o meu lado. Mas não, elas pioraram. E hoje acho que tô chegando mesmo na fase final.
NÃO, NÃO TEM UM JEITO.
Você quer que tenha um jeito porque você tem um coração. Eu também. Que está em frangalhos como todo o resto do meu corpo, incluindo mente.
Eu tenho dois gatos tão maravilhosos que dependem de mim e tô dando total prioridade pra eles em termos de comida e etc. Mas alguém vai ter que cuidar depois que eu for embora.
Não, eu não tô desesperada ou chorando. Não tô tendo uma crise ou um surto. Me encontro num estado bem racional, inclusive.
Eu trabalho, mas ganho pouco.
Amigos são nossa família? Sim. Mas eles tem a família deles também!
Eu não construí a minha. Eu não tenho uma parceira de vida e dia a dia.
Eu não tenho mãe e pai pra voltar.
Eles estão vivos. Mas vocês acham mesmo que mereço viver com quem fez atrocidades comigo? Quem tirou minha dignidade das formas mais repugnantes imagináveis.
O cerco tá apertando. Por isso disse que sinto que não tem espaço pra mim. Falei de verdade. Não tem! 
Vai ter em algum lugar com alma caridosa por dois ou três meses e depois por quem sabe outro por mais dois ou três meses. Longe de mim fazer pouco caso. Estas pessoas estão marcadas como importantíssimas na história da minha vida. Mas é que elas realmente não tem culpa do que fizeram comigo. 
Nem estas pessoas, nem meus outros amigos. Não é por falta de consideração ou amor. 
É porque não dá pra remediar o que foi feito lá atrás. Me causando os traumas resultantes em depressão grave e ansiedade. Essas coisas que às vezes me paralisam e me fazem parecer procrastinadora ou relaxada. 
Eu nunca fui perfeita, mas eu tinha brilho. Sempre fui realista, deus e religião não me pegam, mas havia alguma esperança em mim mesma, por esforço e mérito. Mas a gente vive numa sociedade que ainda não entendeu nada disso que tô tentando dizer. Até porque eu tô cansada de ver tanta romantização do sofrimento e da mulher guerreira infeliz pra caralhooooo! Eu não tô aqui pra inspirar ninguém. Só fiquei tentando sobreviver. E não, não é bonito. É podre, é injusto!
Eu vou desaparecer. Não tem hora marcada. Mas o processo já começou.
NÃO, eu não quero conversar. Desabafar? Gente, eu tô cansada de falar, de viver, de acordar, de ouvir...
Tenho psicóloga? SIM! Ela tá tentando tirar leite de pedra, que mulher admirável e generosa!
Então não tem conselho, não tem solução, não tem palavra bonita e nem boa intenção. Eu acredito que boas intenções existam em muita gente ainda. Só que às vezes é melhor você guardar para casos reversíveis, tipo, se fosse comigo há uns 3 anos atrás.
Percebam as pessoas enquanto há tempo. Mas não deixem de se cuidar.
Isso não é uma carta de despedida hoje. Um dia por ser.
Tudo tem um fim. A gente tem que parar de querer prolongar tudo até só restar olhos e ossos.
É apenas um resumo enorme de uma justificativa sobre eu não estar respondendo. 
E minha revolta por ter nascido mulher neste mundo e naquela família.
Cansei de lutar bravamente.
Eu sou HUMANA, porra!

sábado, 30 de outubro de 2021

caleidoscópio do sexo biforme (a ironia está na própria imagem visível em um caleidoscópio)

O casamento é um instrumento de controle do patriarcado, em que mulheres são submetidas e homens são ensinados a serem patriarcas, ou seja, os detentores das leis e os mantenedores da ordem ... Imagina só quando uma mulher percebe que um homem é seu "dono" nessa visão de mundo e que sem "dono" ela poderia ser "só". Só mulher... só ser...apenas ser humano...igual a outro qualquer...e nem homens seriam mais diferentes dela...e outras mulheres seriam iguais...que loucura de mundo é esse em que toda gente é gente... é a gente como a gente é, sabe. Essa realidade (o real na real)... deixa a cabeça da gente tão livre que a gente tem medo de nunca mais voltar a ser controlada, ou de nunca mais querer ser propriedade (privada de liberdade?). Essa concepção de existir se chama FEMINISMO e é uma alternativa ao patriarcado que parece ser tão natural, mesmo sendo IMPOSIÇÃO violenta para qualquer humanidade desde os primórdios do hommo sapiens (homem sabedor) até no nome em latim (língua judaico-cristã patriarcalizante) já demonstra a manipulação na representação de tudo que existe a partir desse caleidoscópio do sexo binário, biológico e biforme - mas distorcido, porque tudo que existe começa no acontecimento irremediável do existir em si.

domingo, 17 de outubro de 2021

morada ribeirinha, Belém do Pará

Conheço pouquíssimos lugares, porque morei apenas em três estados fora daqui. Amei o Rio, mesmo assim não troco a visão do pôr do sol da Bahia do Guajará pelo Arpoador (de coração). Conheci desse estado lindão, zona da Mata, Serra, zona Norte, Oeste, Niterói, Região Litorânea, Região dos Lagos, muitas e muitas cidades, paisagens belíssimas, cada uma a sua maneira. Gostei bastante de tantas cidades que conheci no estado de São Paulo onde também morei, paisagens peculiares e lindas; mas a nossa natureza, por exemplo, hoje morando em Ananindeua (região metropolitana daqui) me deixam tão mansa, pela "verduuuuura" (desculpe usar de modo poético aqui essa palavra) tão intensa, parece uma Amazônia mesmo em cada Samaumeira, nas lindezas dos igarapés a se derramar. Morei no interior do Maranhão, conheço algumas cidades do nordeste (lindo), apesar disso, eu não trocaria a nossa identidade, a nossa etnicidade por nenhuma comida ou bebida de caatinga à zona dos Cocais. Conheço outros lugares do Brasil que fui a passeio, também não os vejo melhores do que aqui. Eu acho linda a nossa imensidão de enseada cor de manto argila, cor de mãe d'água, Nanã, Iara, boto, sucuri e onça pintada. São tantas encantarias, tanto a descobrir de infinidade de alma que essa terra ribeirinha simboliza, que honestamente, tem gente que pode vê concreto, cinza e marrom. Mas eu vejo um horizonte de infinito que quero mais ainda poder desvendar. (É apenas uma visão muito íntima e cheia de razões que talvez nem eu consiga deixar claro ainda).