sexta-feira, 16 de dezembro de 2022

quero conhecer meu pai

Eu quero conhecer o meu pai

Meus amigos, eu sei que essa é uma história que vcs já conhecem faz tempo mas eu gostaria de recontá-la em poucas linhas. Eu sou gêmea   (Hel Freitas ) e tenho uma mãe muito guerreira que criou a gente sem o apoio do nosso pai. Essa não é uma história de amor muito bonita, mas a gente nasceu e sempre foi muito amadas por todas as pessoas que de alguma forma nos ajudaram a superar tantas dificuldades que a falta de um pai nos causou. Foram muitas dificuldades, muitos de vcs sabem muito bem disso.
Hoje, eu queria falar da minha maior dificuldade: ir à procura do meu pai. Sabe, meus amigos, não é nada fácil admitir que vc precisa de alguém que vc nunca conheceu de fato, que parece muito mais invisível, talvez, mais invisível aos meus olhos. Mas hoje, eu só queria começar a vencer esse grande desafio. 
Se vc sabe do quanto isso é difícil pra mim, porque vc me conhece de verdade, apenas me ajude. Eu quero muito conhecer o senhor que é meu progenitor. Não quero nenhuma ajuda financeira, que fique bem claro isso aqui. Não quero remoer mágoas ou dizer quem foi certo ou errado. Eu só quero conhecer e vê-lo, nem que seja uma vez. Esse desafio eu preciso vencer e sozinha eu não vou conseguir.
Segundo o que já me falaram, o nome Jadson Souza da Silva, talvez ele more em Belém, não sei. Provavelmente ele já foi ou ainda é taxista. Trabalhou em um banco na década de 80 chamado Sulamericano, mas esse banco já até faliu. Ele teve um breve relacionamento com uma moça, na época uma moça hoje uma jovem senhora, Maria das Graças Queiroz de Freitas que trabalhava no Armazém Kawagem.
É isso que eu sei.
Se vc quiser me ajudar compartilha a minha história, porque eu preciso muito conhecer esse senhor.
Agradeço demais o  apoio e a consideração de todos vcs. 
Me ajudem

Pronto, meus amigos, podem compartilhar

terça-feira, 22 de novembro de 2022

patriarcado autodestrutivo ou sobre doses cavalares de automisoginia ...

Infelizmente,  eu passo por um tanto injusto de "pedradas" de mulheres do meu meio, mulheres que eu defendo ou defendi, mulheres que eu tento cuidar mas que me dão para o primeiro inimigo (macho falido e raivoso) que encontrarem na frente. Se ele vier e me destruir bem na frente delas, serei humilhada e ele será aplaudido antes diante do meu nariz. E sim é a disputa pelo olhar "selecionador" do macho a quem elas servem, por uma migalha caída do que se poderia até aproximar de algum "privilégio", mas que de fato é manutenção de automisoginia e lustração do sistema patriarcal. É amargo demais engolir isso. E como sou abolicionista e feminista exatamente assim, durmo e acordo amargura na boca...chega a ser difícil lutar muitas vezes. Por isso, falar sobre homens me revolta tanto: porque há mulheres que se alimentam, se nutrem, de um patriarcado autodestrutivo. Infelizmente,  é sobre isso.







Para cada uma mulher automisógina viva, existe um cemitério de mulheres. É preciso urgentemente deixar de romantizar o cuidado entre mulheres,  controlando feministas com a tal da "sororidade" que NUNCA É RECÍPROCA. INFELIZMENTE,  eu não tenho paciência pra ver mais gente impune.

terça-feira, 25 de outubro de 2022

brasil 2022

Eu estava tentando acompanhar algumas das discussões do grupo agorinha e uma sequência verbal gramaticalmente compreensível me deixou assustada, pelo tamanho do ensurdecimento que ela demonstra e da tentativa extravagante de silenciar uma mente minimamente sensível ao presente, ou seja, tentar mascarar a realidade com uma fantasia de superioridade, até um pouco delirante...no mínimo.  O trecho da fala consiste em: "no dia que ele *cometer um crime* e for _condenado por isso_, serei a primeira a chamá-lo de ladrão ". Sabe o que me assustou é que o torturador Ulstra NUNCA PAGOU POR NENHUMA TORTURA MESMO SENDO VEEMENTEMENTE CONDENADO por pessoas que sobreviveram as torturas que ele próprio cometeu. O *torturador* morreu sem PAGAR UM CRIME SEQUER. E ainda foi louvado pelo atual "cristão " que preside esse brasil (minúsculo que está de violência e ignorância). Simplesmente,  não tem como não concordar com Bakhtin que *mesmo jovem* já deixava óbvia a sua lucidez sobre os tempos em que vivia. Ele analisava A REALIDADE e não um deboche romântico narrado a fim de ofender os que sentem a realidade na pele, no corpo mesmo e na sanidade mental. Honestamente,  se o Lula ganhar e anular os 100 anos de sigilo que esse rato, covarde e genocida, racista, impôs em seus crimes, a partir do dia 1 de janeiro só será iludido pelo romantismo do "bom caráter" em avesso aquele ou aquela que estiver tendo que se defender das sandices de defender um indefensável,  criminoso contumaz.

sexta-feira, 7 de outubro de 2022

pálido, embranquecido, estúpido e fascista na eugenia do manto da rainha divina da Amazônia.

Alguma coisa, nesse "novo manto" para o Círio de 2022 me incomoda.
Nossa Senhora está branca feito uma "monarca" europeia; porém,  a verdadeira pequenina IMAGEM ENCONTRADA pelo PESCADOR PLÁCIDO tem a cor da gente. É pequenina, é morena, feito o nome de nossa Belém,  Cidade Morena, na perífrase amplamente conhecida por nós. 
Ao invés de um manto de águas escuras, águas de Amazônia, águas cheias de vida, águas orgânicas,  ele traz uma PALIDEZ, OUSO DIZER QUE ESSE MANTO ESTÁ LONGE DE SER O NOSSO AÇAÍ DO GROSSO, DO FORTE, DO SANGUE das nossas famílias e ancestralidades.
Está um manto de rosas róseo,  pastel, opaco, sem lembrar de nossas árvores verdes escuras, de nossa madeira autêntica e tom de cor de pele do sol intenso de nosso lugar, o Pará. Não lembra a nossa bandeira,  cabanagem, cabanos e cabanas com mãos suadas e vermelhas a se confundirem entre mais fibras de uma corda que parece mais nossas veias fluviais (de rios e chuva). 
Cadê a intensidade dessa Mulher?
Por que estás distante do sol da tua terra?
Por que não lembras as águas geledas intensas e escuras dos teus igarapés?
Por que tiraram a tua beleza e força amazônica,  com esse manto (pomposo) que tem até murça (também chamada de "manteleta" ou "mozeta")?????
A manteleta ou murça é um acessório que veste majestades despóticas (tiranas), como os reis absolutistas da França, a cor reflete algum simbolismo, muitas vezes a "pureza" da realeza embranquecida europeia, o que era sinal de DIFERENÇA,  de "raça pura" e destoa VERGONHOSAMENTE da MÃE DE JESUS, a humana, humilde, aldeã, refugiada e palestina, Maria de Nazaré. 
Expliquem o que explicarem...a Nossa Senhora de Nazaré do Círio de Belém do Pará é ribeirinha, é mãe morena, é pés descalços na corda e na procissão; jamais seria uma realeza monárquica, o que ao meu ver é um insulto ao dogma católico de Maria, que na sua pequenez, assunta ao céu,  resplandece humildade, humanidade e espiritualidade na simplicidade do que é ser cristã.
Deixo para reflexão um trecho sereno da Bíblia, no evangelho segundo São Lucas, capítulo 1, versículo 38: " eis aqui a serva do senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra"...
E, então, segue-se o belíssimo cântico de Maria a Deus em si:
" Minha alma proclama a grandeza do Senhor, 
Meu espírito se alegra em Deus, meu salvador ,
Porque olhou para a humilhação de sua serva. 
(...)
Ele realiza proezas com seu braço:
dispersa os soberbos de coração, 
derruba do trono os poderosos 
e eleva os humildes" 
Lucas, 1: 46-52.

A mais do que isso, eu não sei o que dizer.


Não surpreende ninguém a Igreja Católica embranquecer, por costume catequético medievalesco mesmo. Embora os novos tempos temperem as vozes emergentes da contemporaneidade, o que se observa por exemplo em pronunciamentos oficiais do atual papa latino-americano, Francisco, chamado de Cardeal Jorge Mario Bergoglio. É na indignação mesmo da verbalização contra o silenciamento,  contra o apagamento que até o óbvio tem que ser declarado sob o custo alto de que a omissão acorrenta, aliena e escraviza. É um cartaz, sabe. Parece neutro, "higiênico " ( ou seria eugênico?), limpinho e sóbrio.  Quando o Círio em paradoxo é transbordamento,  invasão mítica,  estética e política,  de uma gente ensolarada, misturada e comovida em múltiplas vertentes. Se unificar, unissonorizar, uniformizar...fica parecidinho com essa artificial embalagem que está falsificada mesmo. A dispersão, a divergência,  a dissidência e a diversidade imanecem é nas mais verdadeiras e até  espontâneas naturezas que o Círio  acontece. São tantos Círios que o plural nos permite tentar transmitir a infinidade desse fenômeno, exuberantemente fiel a biodiversidade da Amazônia na gente.

quarta-feira, 5 de outubro de 2022

um país vítima do fascismo, brasil 2022

O seu Márcio Antônio, pai da vítima de covid-19 seu filho Hugo Nascimento Silva, faleceu e nenhuma JUSTIÇA foi feita por tantas mortes, já que o Brasil foi o país que mais matou e continua matando seja por  covid-19, seja por tanta violência estimulada pelo pior governo da história recente desse país. 
A injustiça desgraçadamente destruidora da família do seu Márcio Antônio, de muitas das nossas famílias, é RESULTADO DIRETO DA MENTALIDADE QUE DESRESPONSABILIZA O "chefe do executivo" INCONSEQUENTE DESSE PAÍS em prol de uma autoafirmação covarde.
É covarde não dizer seus monstros quando eles são causadores de MALDADES CONTRA TODOS AO SEU REDOR.
O racismo, o machismo, o terrorismo, a maldade, a manutenção da discriminação social contra as pessoas empobrecidas por esse sistema moedor de gente (chamado capitalismo), a defesa do direito de matar, a defesa do direito de ofender, a defesa do direito de mentir e de enganar e muitas outras falhas de caráter são adjetivos  comuns a quem defende bolson@r0 ainda hoje, depois desse mandato agressivo e genocida.
A dor da família do seu Márcio só cresceu até aqui...talvez não seja possível ter compaixão, respeito ou mesmo alguma solidariedade por essa família, sendo essa INSENSIBILIDADE, essa falta de humanidade um indicador evidente de DESUMANIDADE. Uma característica comum a quem não tem nada a oferecer para o coletivo social se não for o desprezo por vida e o apego (patogênico) ao desejo de possuir, dominar, comprar, ter, ter e ter dinheiro, sanidade, conhecimento e muitos bens...mas nada disso faz alguém de fato melhor em algo.
A medalha do peito de um soldado que voltou vivo de uma guerra não cura a maldade que nunca mais lhe sairá do corpo, da mente e do espírito.  O soldado, vencedor ou vencido, é sempre um resto de destruição. 
Que a humanidade não seja perdida em nós. É o único bem que nenhuma arma coloca nem tira.

segunda-feira, 3 de outubro de 2022

Ou seria um que tem costumes escusos em grupos de WhatsApp com seus orientandos, com moças estudantes que pleiteam vaga na pós, que dizem as mais línguas do que se possa imaginar tem práticas sexuais estranhas com pessoas subordinadas a ele; mas no perfil "sério " do Facebook é - hoje em dia - apenas mais um nobre papaizinho (infelizmente,  de uma pequenina mulher). 😔 Se o Facebook dele fosse um dossiê, por certo ele não teria tantas estrelinhas no seu intocável,  implacável e impecável currículo lattes.

sábado, 1 de outubro de 2022

legado

E nenhum dia prestou homenagem às vítimas.  Além de mexer com o nosso presente,  debochar do nosso passado, quer apagar do nosso futuro a memória de um elo coletivo que foi renascer para honrar os nossos, sabe. Não é uma falta de consciência,  não.  Nem um simples despreparo. É falha de caráter,  é ausência de humanidade mesmo. Diferentemente do que esses inconsequentes querem, não é possível negar em si mesmo. E a nós que demonstramos dor e indignação teremos disso tudo legado coragem.  Aos que negam para fora esse "momento ", guardarão até quando um fruto mofado que no espelho grita "covarde!"?

contos de fatos sobre a romantização da monarquia na história propagandeada pela mentalidade ocidental (colonial)

a monarquia,  como forma de governo,  sempre deixou quieta, embaixo dos imeeeeeensos tapetes (roubados da Índia colonizada), a podridão de seus péssimos costumes.  As historiografias incontáveis, os dossiês "sigilosos" que resultam em biografias resumidas demais (nas edições tendenciosas), muitos documentários e pesquisas sobre monarcas e suas "nobres" famílias reais, a realeza inteira, contêm História de fato com absurdos de promiscuidade aos mais variados crimes contra economia e humanidade.  De assaltos a estupros, sequestros, invasões,  cobranças de impostos mesmo até a imagem limpinha que se vende hoje para quem acredita em conto de fadas. Porém,  a História da humanidade não esquece, e os registros - mesmo perseguidos - resistem, são como múmias,  sagrados.

quarta-feira, 28 de setembro de 2022

É um afronte indiscutivelmente racista e apologista.  A família dessa ex BBB teve símbolos nazistas e supremacistas brancos associados às suas marcas e produtos.  Chega a ser chocante imaginar que este brasil,  minuscularizado do fascistoide,  tenha esse tipo de abuso por parte do "direito à publicidade ". É um deboche nojento e deveria ser até criminalizado, caso houvesse em nosso país uma legislação exemplar  reguladora de propagandas, mas o Lobby que sustenta a elite política brasileira não deixa. Se não é o "grande irmão " de 1984, do George Orwell,  nem sei a quem comparar...a "mão invisível do mercado"...

imunidade eleitoral e NÃO "impunidade "...atenção ao tema já!

Toda atenção e cuidado sobre a lei de "imunidade eleitoral" 
Qualquer pessoa que for observada em FLAGRANTE DELITO, isto é,  qualquer crime INAFIANÇÁVEL" (como RACISMO, por exemplo, Lei n°7716/89) será presa sim; bem como autoridades que DESOBEDECEREM "SALVO-CONDUTO" para o qual a "imunidade " não está prevista, então,  também poderá ser essa autoridade detida. 
Então,  cuidado com FAKE NEWS e com o desdobramento natural da ignorância sobre uma regra social que pode gerar a SENSAÇÃO DE BARBÁRIE, posto que todos estarão "favorecidos" em não serem presos. 
Ainda quero reiterar: o Brasil é um país vergonhosamente racista e classista, portanto, é  indispensável que seja conduzido de modo TRANSPARENTE o cumprimento dessa legislação,  em especial às candidaturas de pessoas negras e representantes de "minorias" políticas. 
Porém,  não se pode esquecer do contexto perigoso em que nos encontramos todas as pessoas no Brasil durante este período eleitoral absurdamente vulnerabilizante. Por tudo isso, vamos votar com TRANQUILIDADE,  RESPEITO, DIGNIDADE E GENEROSIDADE. 

A PAZ, embora seja um trabalho coletivo, EXIGE UMA HUMANIDADE única e característica de quem exerce o direito de ser humano TODO DIA em si e para TODOS.

domingo, 25 de setembro de 2022

falta de consciência de gênero = patriarcado ou violência patriarcal

Esse posicionamento que às vezes coincide com alguma frase curta não explicada relacionada ao feminismo,  por exemplo "meu corpo minhas regras" ou "não monogamia " ou "liberdade sexual feminina", resulta da heteronormatividade que subjetiva, em especial, mulheres com cisheterossexualidade autoafirmativa. Não é somente chamado de "feminismo liberal", também pode ser diretamente definido como "feminismo branco ou brancocêntrico" que reproduz a lógica do dominador/opressor diante de uma automisoginia "inconsciente ", ou alienação patriarcal ou ainda ausência de consciência de gênero - tal como se vê na falta de consciência de classe. Algumas leituras são super interessantes para autoproteção e autocuidado contra essa subjetivação muito agressiva e violenta mesmo: "A criação do patriarcado ", da Gerda Lerner; " A liberdade é uma luta constante ", da Angela Davis; "Saúde mental, gênero e dispositivo " da Valeska Zanello. Porque não é exatamente sobre "alimentar" ou não o "prazer maschista". É exatamente sobre NÃO MAIS EXERCER SOBRE SI MESMA E SOBRE OUTRAS MULHERES A VIOLÊNCIA ESMAGADORA que é o "dar prazer " ao patriarcado (que não tem gênero) enquanto uma mulher está sendo submetida a uma violência e uma violação sobre sua sexualidade e sobre o seu próprio corpo.

Super válido tudo, mas acredito que chamar de liberal engloba todas as outras questões.
Em um mundo capitalista, que é dominado por homens cis, brancos e héteros é natural que os discursos, mesmo que o feminista, sejam adaptados e moldados pra eles.
O capitalismo é capaz de vender qualquer coisa, inclusive militância.
Essa de "meu corpo minhas regras" é o slogam das estratégias comerciais que envolvem empoderamento feminino.
A gente tem que tá afirmando o tempo todo que o feminismo liberal é perigoso, seduz jovens que vão se expor em um mundo que ainda é perigoso pra elas, facilita a vida do agressor e dificulta ainda mais a nossa.
E pra isso precisamos facilitar ainda mais o discurso quando falamos de feminismo, mesmo entendendo que o assunto é mais complexo. Porque afinal a finalidade é que toda e qualquer mulher compreenda o espaço que ocupa na sociedade.

Dependendo do público alvo é indispensável deixar muito prático mesmo o que é feminismo sem descartar as diversas visões desse saber. Em um lugar de conversa entre manas, precisamos mesmo instrumentalizarmos-nos. Entre manas vizinhas, em uma roda, dizemos sobre o cuidado com o carinha que se faz de "desconstruído", por exemplo, ou àquele esquerdo macho que só gosta do rolê não mono quando a mana não é a namorada "oficial " dele, aquela que ele apresenta "pra família " e tem uma relação de "monopólio " sexual sobre ela. Porém,  é preciso falar abertamente sobre o que já existe de livros, vídeos do YouTube,  podcast para que mulheres como eu e você e quantas mais de nós o possível possam se proteger e proteger umas às outras.  Como já ensina a Audre Lorde em "Irmãs outsider":  " silêncio no patriarcado é a voz da cumplicidade ", pois falar e não calar, nem a si mesma e nem outra mana é instrumento de combate à violência de gênero que nos fere, nos explora, nos abusa, nos agencia,  nos derruba, nos mata. É para não mais ver mulheres caladas diante de homens exploradores, estupradores, abusadores e violentos que eu me posiciono.

quinta-feira, 22 de setembro de 2022

a branquitude da capes e do diploma pira

Violência simbólica por meio de epistemologias , como eu chamo,  brancocentradas ou eurocêntricas são sempre muito racistas, sempre mesmo. Além de tudo, há uma forma bastante comum ao patriarcado da ciência liberal e neoliberal: dominante (dominador = opressor) e dominado (colonizado, escravizado, desumanizado, reificado). Note que o outro, na "análise" eugênica dele, é um objeto a ser "manipulado", abstraído (retirado do meio e tornado isolado), um outro a ser controlado mesmo. Biopolítica e teorias sobre epistemicídio são as chaves interpretativas e metodológicas para desarmar esse tipo de "teoria". Eu prefiro Milton Santos em "Técnica, espaço,  tempo"; Rita Segato "Crítica da colonialidade em oito ensaios"; antropólogos e demais estudiosos anticoloniais... essa visão é uma doutrina racista e mantenedora de violências irreparáveis às várias nações e etnias arrasadas pelos europeus.

quarta-feira, 21 de setembro de 2022

reducionismo e doutrina "feminista"

Sabe, gente, sexo é uma nomenclatura "biológica " criada pelo patriarcado que é a própria invenção da ciência em oposição ao conhecimento,  aos saberes e às experiências.  Toda vez que temos de escolher entre a "representação" genitalista fazemos alienadas pelo patriarcado. Se sexo ou é masculino ou é feminino,  me explica a intersexualidade,  descrita na humanidade desde os primórdios do pensamento analítico sistematizado no que a historiógrafa (FEMINISTA) Gerda Lerner identifica como Antigo Oriente Próximo (2.600 ac). Infelizmente,  falta muuuuuuuuita leitura para determinadas "visões " de mundo serem minimamente críticas e enriquecedoras de debates CONSISTENTEMENTE aperfeiçoadores da experiência de existir no mundo, olha. Às vezes, certas obviedades precisam ser EXAUSTIVAMENTE repetidas mesmo nos grupos mais "instruídos " ( por privilégio mesmo) na nossa sociedade.


Carlota Philippsen as pessoas intersexes com as quais me relaciono afetivamente, incluindo um namoro com uma e amizades com outras, sempre criticam o binarismo "biológico" e imposto pela medicalização que é um instrumento instucionalizado da biopolítica e do controle patriarcal de corpos. Eu realmente não sei qual é a dificuldade de compreender que útero,  vulva, ovários não são a definição absoluta de uma mulher. Do mesmo modo que não se define um homem porque este tenha ou não pênis,  sacro escrotal e próstata. Vejam que esse "formato" que é antes de tudo um paradigma é sintoma inegavelmente do patriarcado,  que é a violência do machismo. Machos é fêmeas são identificações de diversos seres vivos, incluindo plantas, insetos e até alguns  helmintos. Sendo a "diversidade", nessas circunstâncias de vida na terra, uma referência constante, analisada em menor número porque a amostragem da ciência em escala industrial é por "produtividade " e não por referência circunstancial. Não é possível que em 2022, em pleno século 21, ainda tenhamos que explicar, desdobrar, ensinar,  didatizar e "educar" conscientizando pessoas que têm TODA A OPORTUNIDADE DE LEREM (comprar livros, baixar DE GRAÇA pela Internet PDF de estudos atualíssimos sobre o tema, entre tantas e tantas outras formas de APRENDER MELHOR SOBRE UM TEMA). Sair, por favor, da bolha do assunto que se "gosta", que se tem "afinidade " é uma VACINA contra o negacionismo de um saber, de uma ciência e de uma humanidade a partir da antropologia, não do antropocentrismo que é doutrina dos século 18-19, do PASSADO. Enxergar a ciência,  as pesquisas,  os estudos para além de uma frase, um livro, um mesmo grupo de conversa "de sempre" é aprendizado vivo. Sair fos mesmos autores de sempre, da mesma doutrina ( como se vê o uso indevido da psicanálise e de outras informações provenientes de "pseudociência"). Gente, estamos para além da interpretação errônea de que "tornar-se mulher" é um tipo de "destino". A Simone de Beauvoir era metodologicamente EXISTENCIALISTA, jamais compactuaria com o determinismo do inatismo que deram para uma frase RETIRADA DO CONTEXTO DE UM LIVRO COM VÁRIOS VOLUMES e muitas outras obras como se faz cinicamente hoje em dia. Eu me recuso a calar, a ser silenciada, por um tipo de IMPOSIÇÃO pseudofeminista. Ser mulher não se contrapõe diretamente ao "oposto" único de ser homem. Já podemos ir para a realidade não HETEROSSEXUAL ou como eu chamo "heterodeterminada" que é o heteropatriarcado e passar para o que é indispensável HOJE.

sexta-feira, 16 de setembro de 2022

ser um, mas não ser só, já que estamos em uma multidão SEMPRE

Angela Davis em "A liberdade é uma luta constante " faz exatamente esse percurso analítico ao se referir a "mártires" de lutas sociais,  tais como Martin Luther King,  Nelson Mandela e outras "personificações" de ídolos ou "símbolos". Ela refere a isso uma redução proposital de manifestações COLETIVAS, pensamentos comuns (no sentido de comunitários), limitando lutas gigantescas a ícones muitas vezes FORA DA HISTÓRIA,  de um contexto e da própria realidade; assumindo assim um papel de "fantasia" para que não se torne comum certas práticas, naturalmente grupais.  Daí que eu trouxe a reflexão da Davis para que seja necessário deixar de "personalizar" demais alguns propósitos coletivos a fim de naturalizar a certeza de que qualquer uma pessoa pode assumir iniciativas de lutas coletivas rotineiramente,  mesmo sem a repercussão pública; garantindo que somos todes, todas e todos comuns em uma multidão,  entre errantes, aprendentes e falhos sem qualquer exceção.

quinta-feira, 15 de setembro de 2022

racismo de cada dia (escondido na branquice de sempre)

Tanto pra ele aprender sobre os AMERÍNDIOS pré-cabralinos,  daqui da América do SUL, dos povos originários do nosso IMENSO E RIQUÍSSIMO BRASIL...a flor da relva encantada, que mora dentro do way que ele toma, deu esse importanticíssimo conselho "brancológico", famoso racistinha metido a "nórrrrrrrrrrdico" e "ancestral de branquice", com Saturno na astrologia de meme dele em "EU SOU BRANCÃO"... o lobo escuro é ruim...ALÉM DE BURRO o encardido é racista...vontade🤢 de VOMITAR OLHA🤮🤮🤮🤮🤮 só vi o começo e depois queria conseguir mandar uma maldição marota pra ele onde quer que ele infelizmente exista...e fábula é o c@ralh0 da onde ele veio...fábula é gênero textual onde SÓ ANIMAIS SÃO PERSONAGENS,  como se fossem humanos, então, se diz que é um conto da figura de linguagem prosopopeia ou personificação  (sendo ÁPOLOGOS com personagens objetos e não gente)...é CONTO "de fadas" porque é da branquice eurocêntrica do inferno... que bolo de merda esse, olha

segunda-feira, 12 de setembro de 2022

de si,< lei>t/dura=?

Existem muitos dispositivos que influenciam na subversão e na contravenção do paradigma. A leitura, realmente, parece mesmo ser um deles, quando inclusive olhamos para nossas próprias experiências de vida. Ainda assim, fico sempre me perguntando - na vivência em uma cidade do interior do nordeste do Brasil - como existe a transgressão ainda que em ambientes sem o costume da leitura, sem a cultura proveniente do letramento intelectualizado. E existe. Nesse contexto, eu me vejo diante de uma provocação freireana acerca da leitura de mundo, posto que Freire deixa claro, "A leitura do mundo precede a leitura da palavra, daí que a posterior leitura desta não possa prescindir da continuidade da leitura daquele. Linguagem e realidade se prendem dinamicamente. A compreensão texto a ser alcançada por sua leitura crítica implica a percepção das relações entre o texto e o contexto".  Uma visão dialética em que a representação do mundo forja até mesmo os sentidos encontrados através da leitura. Então, como é constante no materialismo dialético de Freire, se encontra o ato de ler, o trabalho da leitura que se inscreve na historicidade das narrativas, desvelando subjetividades e subjetivações. A nossa leitura nos desvela, nos desnuda e nos narra. De modo que as representações provenientes das leituras sobre Marx hoje jamais poderão ser confundidas com as originadas na contemporaneidade do próprio autor, portanto, nem mesmo Marx se leria hoje, como o fez anteriormente. O mundo da leitura, assim, me parece uma impressão da leitura que o mundo tem de si. Eu gosto das provocações freireanas sobre a experiência subjetiva de inteligir a realidade através do espelho de si. Afinal, o mundo não é nada a mais do que se pode ver dele por si. Como diria Wittgenstein "os limites da minha linguagem são os limites do meu mundo", e aos que desejam a subversão nenhuma leitura é dona dos sentidos porque estes podem ser selvagens.

quinta-feira, 18 de agosto de 2022

religião

Sabe o que é pior, na minha visão,  é a generalização.  É a fala da branquitude nele que faz do homem, no caso o padre, um ser universal.  Não há personalidade,  não se respeita a identidade étnica,  não existe princípio de ser humano em dignidade e diversidade. A catequese colonial que explorava, violava e impunha a "concepção " autoritária do mundo eurocêntrico está ofensivamente expressa nesse discurso,  que demonstra o racismo agudo e naturaliza a desumanização.  Não está na responsabilidade individual deste padre essa moral opressora. Está na fala histórica desse ser humano o princípio da manutenção do próprio aprisionamento,  sem a indignação emancipatória,  o que para mim é resultado direto de uma pedagogia da opressão,  em que um oprimido demonstra a lógica violenta do próprio opressor.  Para que uma humanidade seja comunalmente autônoma, ela precisa de uma busca incessante do questionamento da própria opressão,  o que é muitas vezes enlouquecedor. Dessa prática "religiosa ", eu também me abstenho. Dissido na contramão do que se pensa ser senhor.


Amanda Rocha eu me considero uma católica,  cheia de minhas próprias visões sobre o mundo. Então,  quando ouço uma homilia fecho os olhos e tento enxergar nas palavras o abraço de comunhão,  tipo Deus entre nós.  Nem só pra mim, nem só pros meus, nem adiante ou atrás,  sabe...no centro, do nosso lado.  É,  assim,  que sinto a minha expressão de espiritualidade,  sabe. Ser católica é uma escolha afetiva,  nunca me deixei achar missão ou obrigação.  Eu sinto a louvação em relação à Maria,  como um legado que tenho entre eu e minha própria mãe- que já foi mais de década presidente na Legião de Maria na paróquia do bairro. Portanto,  me considero de dentro. E não tenho como identificar quem possa estar mais de fora, senão quem não compreende o amor como o melhor meio de praticar essa ou qualquer outra religião.

segunda-feira, 15 de agosto de 2022

não sirvo a quem se quer fazer senhor de mim

Sabe o que é pior, na minha visão,  é a generalização.  É a fala da branquitude nele que faz do homem, no caso o padre, um ser universal.  Não há personalidade,  não se respeita a identidade étnica,  não existe princípio de ser humano em dignidade e diversidade. A catequese colonial que explorava, violava e impunha a "concepção " autoritária do mundo eurocêntrico está ofensivamente expressa nesse discurso,  que demonstra o racismo agudo e naturaliza a desumanização.  Não está na responsabilidade individual deste padre essa moral opressora. Está na fala histórica desse ser humano o princípio da manutenção do próprio aprisionamento,  sem a indignação emancipatória,  o que para mim é resultado direto de uma pedagogia da opressão,  em que um oprimido demonstra a lógica violenta do próprio opressor.  Para que uma humanidade seja comunalmente autônoma, ela precisa de uma busca incessante do questionamento da própria opressão,  o que é muitas vezes enlouquecedor. Dessa prática "religiosa ", eu também me abstenho. Dissido na contramão do que se pensa ser senhor.

domingo, 14 de agosto de 2022

entre ricos entre pobres entre sis

Ricos × pobres ?????
Não!
exploradores × trabalhadores = infelizmente,  não. 
exploradores + explorados × trabalhadores + pessoas desumanizadas = sim. E não "tá,  tudo bem"!

Onde o explorador, o opressor e o tirano se conjugam; nenhuma forma de humanidade permanece definida.
Hoje o trabalhador de ontem pode estar desumanizado. 
Entre os opressores, eles apenas mudam entre si de cargos.
Ser hoje trabalhador e querer, desejar meeeeeesmo, até idolatrar a "oportunidade" de virar mais um explorador não é "sonho", infelizmente é autoextermínio. Amanhã quem sabe onde esse sonho pode parar? O troféu não alimenta,  os aplausos não matam a sede de um tigre faminto, indomável. A história de "se tornar melhor" vira dogma, religião,  vício. Não existe um freio que impeça o próprio desamor.
Há quem chame de "delírio ", "loucura", "mal-estar", amargura...
Eu considero um perigo uma gente vivendo com seu próprio inimigo por dentro.
Muitas histórias nessa tragédia anunciada ouvimos, ouço e será ouvida.
É triste desistir de ser quem se é por delírio por causa do opressor.

sexta-feira, 5 de agosto de 2022

quem eu sou? eu dissido

Quem eu sou?
Eu sou quem não foi, quem não irá e quem não fez trato algum.
Eu sou os meus "NÃOS ", os sins não em mim são senão outros, impostores, invasores, eu NÃOS. 
Eu sou se eu estava firme, se eu gritei, briguei e disse "me respeite".
Eu sou quando não peço "me aceite". Eu repito em meu peito um silencioso "NÃO ".
Se eu ri sem jeito, não estava ali.
Se eu morri de medo, eu sobrevivi.
Se eu caí e permaneci, eu estive. Não estou mais. Não me sabem lama, areia, pedra e ademais.
Não me suponha, é perda de tempo, se enxergue.
Não me imponha. Crie em si a vergonha de querer um controle remoto.
Não me procure. Quem me achou, nem sabe. 
Ao me olhar, cale.
Ao me tratar, desvie.
Ao me receber, estive.
Eu fui. E você passagem.
Eu caminho. O outro, em mim, miragem.
Deserto. (Desertar, não desistir, abandonar, partir)
Dissido. (Do verbo dissidir, do vocábulo dissidente, por essência dissidência)
Não me compare.
Não sou descritível.
Se achar que me conhece, repare.
Repare em si, eu - no seu espelho - sou invisível. 
Não busquei, não fui, nem falei.
Não me importei.
Não perguntei.
Não me enquadro.
Eu não caibo. 
E não pedi sua opinião. 
Em mim, quem eu não sou é dispensável. 
Imagina, em si.
Para que se quer sobre o outro o que não é nada nem a si?