Já está mais do que na hora de pessoas heteronormativas encararem sua máscara PATRIARCAL. Seja homem ou mulher cis, seja machista ou feminista radical (que não acolhe a identidade de gênero), seja quem quer que seja já está passando do tempo de se explodir o binarismo opressor menino e menina. Todos ficam chateados quando a boza damaris (com letras minúsculas porque é uma fascista e instrumento de fascismo) diz que menina veste rosa e menino veste azul...porque não querem ser "reduzidas" a isto ou àquilo. Mas na hora de compreender que aumentar a lista não muda nada, ou seja, que incluir isso ou aquilo em ser "verdadeiramente" mulher não muda a opressão só a mantém...ISSO NINGUÉM QUER, né bonita? Vamos melhorar! Vamos dar conta! Gênero é uma categoria social que merece ser discutida senão a nossa tão amada Simone de Beauvoir estaria errada em dizer afirmar um "segundo sexo", ou seja, uma hierarquia social OPRESSORA que diz que há os melhores (privilegiados) e há os outros relegados. Vamos parar de reproduzir machismo, misoginia e força do patriarcado no nosso heteronormativismo enrustido, inconsciente e igualmente opressor. Só para finalizar em par e em paz com o meu feminismo que amo tanto e defendo demais, vou terminar com as palavra da própria Simone "o opressor não seria tão forte se não tivesse cúmplices entre os próprios oprimidos". É isso.
Se eu mergulho em mim, derramo amor...prazer... ódio... rupturas. Se eu te mergulho, deságuo em fúrias...feras...feridas...e amar. É sobre o encontro de mágoas às vezes, mas em um vigoroso oceano há sempre vida!
terça-feira, 7 de janeiro de 2020
O FEMINICIDA sempre arruma um jeito de culpar a vítima e consegue! Ele é um monstro e deve ir pra cadeia
Notem que essa é a velha história do sujeito "passional" que se sente no direito de finalizar uma vida que ele acredita ser o dono. Ele pensa que é o dono dessa mulher, que ela é sua propriedade. Mulher não é propriedade de ninguém, muito menos de um ex cônjuge. Tanto esse tipo de caso se tornou comum dentro da visão machista doente, quanto a misoginia só foi sendo legitimada já que há muitas pessoas que há décadas acreditam que esse "sentimento" que o ASSASSINO FEMINICIDA tem é "amor doentio". A coisa doentia que essa VERME tem é a misoginia sustentação do machismo que só quer explorar, sugar, expor e violentar mulheres. Ele porque está vivo deve ter um final comum aos feminicidas como ele: ir a uma igreja arrumar outra VÍTIMA sob a tutela de gente "de bem", que acha normal matar mulheres por causa do desejo monstruoso de um homem assassino. Querem outro final comum para a história? Mulheres condenarem a memória de uma vítima à lama porque ela "ousou" se libertar de um potencial assassino. Ela sabia. Ela intuia. Ela estava sendo levada à morte e por alguns momentos acho que conseguiria se libertar sozinha, mas NINGUÉM A PROTEGEU, ninguém esteve REALMENTE DO LADO DELA e o "ÓDIO" A FÚRIA DESSE DEMÔNIO ASSASSINO DE MULHERES só aumentou. Todas as mulheres que morrem em esquinas do Brasil e do mundo TÊM SEUS SANGUES condenando a alma de muitas pessoas porque AJUDARAM A MATÁ-LAS. Quem ao invés de olhar para essa mulher como uma vítima decide lhe matar junto com o monstro misógino é tanto quanto ele ASSASSINO DE MULHERES. Essa foi mais uma vítima do machismo, da sua misoginia indispensável. Quanto à masculinidade "tóxica", EU NÃO LHE RECONHEÇO. Não há um homem adoecido, há uma sociedade adoecida em que as VÍTIMAS SOMOS NÓS. Infelizmente muitas que aqui vêm julgar e condenar a memória dessa vítima, serão antes do que pensem condenadas por um homem e seus mantenedores, seus patrocinadores, seus cúmplices. Cuidado. Agora mesmo outra mulher caiu na sua esquina, na sua casa, na rua perto de onde vc mora ou trabalha e A CULPA É SUA TAMBÉM por nunca lhe ter escutado. Esse ASSASSINO FEMINICIDA merece o inferno!
segunda-feira, 6 de janeiro de 2020
Conheça a maior obra distópica da história da literatura do Século XX
"Admirável Mundo Novo" é um deleite literário que , de tão clássico, transforma o mundo ficcional do livro em previsões assustadoramente atuais.
No prefácio escrito para uma edição lançada em 1946, Aldous Huxley diz que “Admirável Mundo Novo” é um livro sobre o futuro, não é um livro sobre o “avanço da ciência em si”, mas sobre em que medida esse avanço científico afeta os seres humanos.
Considerado um dos mais importantes romances distópicos já produzidos, “Admirável Mundo Novo” foi publicado em 1932 e apresenta uma série de discussões que são impossíveis de serem abordadas em poucas linhas, mas que geram fascinação em seus leitores.
Em seu primeiro parágrafo já somos inseridos em um mundo regido pelo controle, pelo desenvolvimento científico e pelo totalitarismo: “Um edifício cinzento e atarracado, de trinta e quatro andares apenas. Acima da entrada principal, as palavras Centro de Incubação e Condicionamento de Londres Central, e, num escudo, o lema do Estado Mundial: comunidade, identidade, estabilidade”, e nos damos conta de que para garantir que esse lema seja cumprido, os seres humanos são criados em laboratório, divididos em castas (Alfas, Betas, Gamas, Deltas e Ipsilons), conforme as funções sociais que desempenham, e tudo é rigidamente controlado. Não há a menor possibilidade de mobilidade de uma casta para outra e todos exercem fielmente o papel que cabe ao grupo ao qual pertencem.
Nesse mundo, as relações familiares não existem, o sexo é livre e naturalizado desde a infância, criando-se uma ideia de que “todos são de todos”, não existem compromissos ou vínculos afetivos entre parceiros, também não há doenças ou medo da morte, tudo é criado em laboratório em um processo que remete à linha de montagem fordista e Ford é justamente o grande “deus” que marcou esse modo de viver em sociedade.
A história se passa em “Londres Central”, no ano 632 depois de Ford, e tudo pertence ao Estado Mundial, o qual é responsável pela criação dos seres humanos em laboratório, pelo condicionamento desses novos seres através de um processo chamado hipnopedia, no qual as crianças aprendem preceitos morais através do sono e são submetidas a choques e traumas para que se mantenham afastadas daquilo de que não devem gostar.
Para o Estado Mundial, todos devem ser felizes, pois é isso que garante a estabilidade social. Não há mais guerras, fome, dor, todos sorriem o tempo todo e têm seus desejos de consumo satisfeitos e seus momentos de melancolia preenchidos pelo Soma, uma droga sem efeitos colaterais.
Ao longo do livro, no entanto, fica claro que esse mundo aparentemente perfeito era uma grande ilusão, a felicidade pregada pelo Estado Mundial era falsa, induzida, os sentimentos realmente humanos eram reprimidos e quem não se encaixava nesse sistema padronizado era considerado um Selvagem e vivia em uma Reserva distante de Londres Central.
E será através do que acontece nessa Reserva e do destino dos personagens Bernard Marx, Linda e John, que veremos que aquele mundo perfeito não era tão admirável quanto o Estado queria fazer acreditar. Aquela sociedade sustentável só existia porque era extremamente artificial e controlada, as pessoas eram condicionadas desde o nascimento de acordo com a casta à qual pertenciam e, assim, deveriam permanecer ao longo de toda a sua vida, sujeitando-se ao Estado e tendo seus instintos e emoções reprimidos desde o momento de sua concepção em laboratório.
Com “Admirável Mundo Novo”, Huxley nos mostra que viver em um mundo marcado pela manipulação genética, por intensa propaganda ideológica, pela proibição da literatura, da individualidade e do afeto, produz seres vazios, alienados e passivos, que só aceitam essa ordem social justamente porque foram manipulados de modo a acreditar que ela era a única estrutura social possível.
Texto - Adriana de Paula / Joel Paviotti
Ilustração - Anna Kaveh
"Admirável Mundo Novo" é um deleite literário que , de tão clássico, transforma o mundo ficcional do livro em previsões assustadoramente atuais.
No prefácio escrito para uma edição lançada em 1946, Aldous Huxley diz que “Admirável Mundo Novo” é um livro sobre o futuro, não é um livro sobre o “avanço da ciência em si”, mas sobre em que medida esse avanço científico afeta os seres humanos.
Considerado um dos mais importantes romances distópicos já produzidos, “Admirável Mundo Novo” foi publicado em 1932 e apresenta uma série de discussões que são impossíveis de serem abordadas em poucas linhas, mas que geram fascinação em seus leitores.
Em seu primeiro parágrafo já somos inseridos em um mundo regido pelo controle, pelo desenvolvimento científico e pelo totalitarismo: “Um edifício cinzento e atarracado, de trinta e quatro andares apenas. Acima da entrada principal, as palavras Centro de Incubação e Condicionamento de Londres Central, e, num escudo, o lema do Estado Mundial: comunidade, identidade, estabilidade”, e nos damos conta de que para garantir que esse lema seja cumprido, os seres humanos são criados em laboratório, divididos em castas (Alfas, Betas, Gamas, Deltas e Ipsilons), conforme as funções sociais que desempenham, e tudo é rigidamente controlado. Não há a menor possibilidade de mobilidade de uma casta para outra e todos exercem fielmente o papel que cabe ao grupo ao qual pertencem.
Nesse mundo, as relações familiares não existem, o sexo é livre e naturalizado desde a infância, criando-se uma ideia de que “todos são de todos”, não existem compromissos ou vínculos afetivos entre parceiros, também não há doenças ou medo da morte, tudo é criado em laboratório em um processo que remete à linha de montagem fordista e Ford é justamente o grande “deus” que marcou esse modo de viver em sociedade.
A história se passa em “Londres Central”, no ano 632 depois de Ford, e tudo pertence ao Estado Mundial, o qual é responsável pela criação dos seres humanos em laboratório, pelo condicionamento desses novos seres através de um processo chamado hipnopedia, no qual as crianças aprendem preceitos morais através do sono e são submetidas a choques e traumas para que se mantenham afastadas daquilo de que não devem gostar.
Para o Estado Mundial, todos devem ser felizes, pois é isso que garante a estabilidade social. Não há mais guerras, fome, dor, todos sorriem o tempo todo e têm seus desejos de consumo satisfeitos e seus momentos de melancolia preenchidos pelo Soma, uma droga sem efeitos colaterais.
Ao longo do livro, no entanto, fica claro que esse mundo aparentemente perfeito era uma grande ilusão, a felicidade pregada pelo Estado Mundial era falsa, induzida, os sentimentos realmente humanos eram reprimidos e quem não se encaixava nesse sistema padronizado era considerado um Selvagem e vivia em uma Reserva distante de Londres Central.
E será através do que acontece nessa Reserva e do destino dos personagens Bernard Marx, Linda e John, que veremos que aquele mundo perfeito não era tão admirável quanto o Estado queria fazer acreditar. Aquela sociedade sustentável só existia porque era extremamente artificial e controlada, as pessoas eram condicionadas desde o nascimento de acordo com a casta à qual pertenciam e, assim, deveriam permanecer ao longo de toda a sua vida, sujeitando-se ao Estado e tendo seus instintos e emoções reprimidos desde o momento de sua concepção em laboratório.
Com “Admirável Mundo Novo”, Huxley nos mostra que viver em um mundo marcado pela manipulação genética, por intensa propaganda ideológica, pela proibição da literatura, da individualidade e do afeto, produz seres vazios, alienados e passivos, que só aceitam essa ordem social justamente porque foram manipulados de modo a acreditar que ela era a única estrutura social possível.
Texto - Adriana de Paula / Joel Paviotti
Ilustração - Anna Kaveh
- Referências - nos comentários
Aproveitando o gancho do outro post: parem de dizer para as meninas que elas TÊM QUE ir ao ginecologista médico antes ou logo após iniciarem suas vidas sexuais, por motivos de:
1) ninguém leva os meninos no urologista (apesar de serem os ómis que precisam de campanha para lavar adequadamente suas partes).
2) converse com mulheres de 20-30 anos com acesso a serviços de saúde e você ficará impressionada com a quantidade de meninas que foram levadas com idades entre 5-15 anos no GO para investigar "corrimentos" que nada mais eram que fluidos normais ou para investigar cólicas ou alterações menstruais que nada mais eram do que esperadas para a fase e saíram de lá com pedidos de exames invasivos e prescrição de anticoncepcionais hormonais e tratamentos desnecessários e constrangedores.
3) discutir anticoncepcional com um GO mediano no mundo atual significa sair do consultório com prescrição de hormônios (levanta a mão quem tomou D*ane na mais tenra idade e permaneceu com ele às vezes por décadas) sem ter qualquer orientação sobre outras alternativas.
4) Vida sexual não é problema médico, não é doença, não requer aval profissional, salvo existam queixas ou questões de fato médicas envolvidas.
5) Se for levar uma menina ou adolescente ao médico por essas razões, investigue antes qual a abordagem do profissional sobre o tema, que tipo de orientação dá, como trata as questões envolvendo sexualidade, se sabe lidar com as diferentes nuances da sexualidade e do gênero e assim por diante. Algumas sandices frequentemente ditas em consultórios médicos podem gerar marcas profundas na vida de mulheres e meninas.
6) Saiba que muitas vezes uma enfermeira ou parteira (obstetriz ou enfermeira obstetra) e também uma médica de família têm muito mais condições de dar orientações e prestar cuidado não medicalizante sobre esses temas do que a maioria dos ginecos.
Sexo não é doença.
1) ninguém leva os meninos no urologista (apesar de serem os ómis que precisam de campanha para lavar adequadamente suas partes).
2) converse com mulheres de 20-30 anos com acesso a serviços de saúde e você ficará impressionada com a quantidade de meninas que foram levadas com idades entre 5-15 anos no GO para investigar "corrimentos" que nada mais eram que fluidos normais ou para investigar cólicas ou alterações menstruais que nada mais eram do que esperadas para a fase e saíram de lá com pedidos de exames invasivos e prescrição de anticoncepcionais hormonais e tratamentos desnecessários e constrangedores.
3) discutir anticoncepcional com um GO mediano no mundo atual significa sair do consultório com prescrição de hormônios (levanta a mão quem tomou D*ane na mais tenra idade e permaneceu com ele às vezes por décadas) sem ter qualquer orientação sobre outras alternativas.
4) Vida sexual não é problema médico, não é doença, não requer aval profissional, salvo existam queixas ou questões de fato médicas envolvidas.
5) Se for levar uma menina ou adolescente ao médico por essas razões, investigue antes qual a abordagem do profissional sobre o tema, que tipo de orientação dá, como trata as questões envolvendo sexualidade, se sabe lidar com as diferentes nuances da sexualidade e do gênero e assim por diante. Algumas sandices frequentemente ditas em consultórios médicos podem gerar marcas profundas na vida de mulheres e meninas.
6) Saiba que muitas vezes uma enfermeira ou parteira (obstetriz ou enfermeira obstetra) e também uma médica de família têm muito mais condições de dar orientações e prestar cuidado não medicalizante sobre esses temas do que a maioria dos ginecos.
Sexo não é doença.
domingo, 5 de janeiro de 2020
Sabe, querida, a simplicidade da lógica da vida. Nada na vida é por acaso. A vida tem sua gramática que transmite o sentido exato. Possui a matemática perfeita que garante a cada equação específica um resultado preciso. A vida tem nas leis da física seus mandamentos inequívocos, não há onda que se desfaça antes de chegar ao cume. Da mesma sorte, a vida tem arte. A arte da vida é a nossa maior aliada, a partir dela vivemos e somos em plenitude. Te vejo tão plena sendo quem és. Nenhum fio de cabelo está fora do lugar ao te olhar e ver que é humano ser quem se é. Sua deusa.
Melhor fase da vida adulta é quando vc aprende a fazer mesa redonda consigo mesma quando surta.
Senti ciúmes?
Eu: Que isssso Amaaaada? Lhe pertence pra tá surtando desse jeito?
Senti raiva?
Eu: Eeeeei, respira e vai dar uma volta. Falar qualquer coisa dá merda.
Senti carência?
Eu: Você é um mulherão da porra, vai ocupar a mente.
Senti mogoada?
Eu: Esquece essa porra, corta relação e segue o baile.
Senti rejeitada?
Eu: A pessoa tem todo o direito de sair sem se justificar e não depende de vc. Acalma o coração.
Ressignificar as crises é a melhor coisa do mundo. As vezes a gente não precisa de conselhos externos, basta sentar e se ouvir um pouco ❣️
Senti ciúmes?
Eu: Que isssso Amaaaada? Lhe pertence pra tá surtando desse jeito?
Senti raiva?
Eu: Eeeeei, respira e vai dar uma volta. Falar qualquer coisa dá merda.
Senti carência?
Eu: Você é um mulherão da porra, vai ocupar a mente.
Senti mogoada?
Eu: Esquece essa porra, corta relação e segue o baile.
Senti rejeitada?
Eu: A pessoa tem todo o direito de sair sem se justificar e não depende de vc. Acalma o coração.
Ressignificar as crises é a melhor coisa do mundo. As vezes a gente não precisa de conselhos externos, basta sentar e se ouvir um pouco ❣️
sábado, 4 de janeiro de 2020
Caio Fernando Abreu e outros vícios e virtudes da literatura. Feliz 2020
(...) Nada, você não entende nada. Dama da noite. todos me chamam e nem sabem que durmo o dia inteiro. Não suporto: luz, também nunca tenho nada pra fazer - o quê? Umas rendas aí. É, macetes. Não dou detalhe, adianta insistir. Mutreta, trambique, muamba. Já falei: não adianta insistir, boy . Aprendi que, se eu der detalhe, você vai sacar que tenho grana e se eu tenho grana você vai querer foder comigo só porque eu tenho grana. E acontece que eu ainda sou babaca, pateta e ridícula o suficiente para estar procurando O verdadeiro amor. Pára de rir, senão te jogo já este copo na cara. Pago o copo, a bebida. Pago o estrago e até o bar, se ficar a fim de quebrar tudo. Se eu tô tesuda e você anda duro e eu precisar de cacete, compro o teu, pago o teu. Quanto custa? Me dil que eu pago. Pago bebida, comida, dormida. E pago foda também, se for preciso. (...)
quinta-feira, 2 de janeiro de 2020
— Você me ama? Perguntou Alice.
— Não, não te amo! Respondeu o Coelho Branco.
Alice franziu a testa e juntou as mãos como fazia sempre que se sentia ferida.
—Vês? Retorquiu o Coelho Branco.
Agora vais começar a perguntar-te o que te torna tão imperfeita e o que fizeste de mal para que eu não consiga amar-te pelo menos um pouco.
Sabes, é por esta razão que não te posso amar. Nem sempre serás amada Alice, haverá dias em que os outros estarão cansados e aborrecidos com a vida, terão a cabeça nas nuvens e irão magoar-te.
Porque as pessoas são assim, de algum modo sempre acabam por ferir os sentimentos uns dos outros, seja por descuido, incompreensão ou conflitos consigo mesmos.
Se tu não te amares, ao menos um pouco, se não crias uma couraça de amor próprio e de felicidade ao redor do teu Coração, os débeis dissabores causados pelos outros tornar-se-ão letais e destruir-te-ão.
A primeira vez que te vi fiz um pacto comigo mesmo: "Evitarei amar-te até aprenderes a amar-te a ti mesma!"
— Não, não te amo! Respondeu o Coelho Branco.
Alice franziu a testa e juntou as mãos como fazia sempre que se sentia ferida.
—Vês? Retorquiu o Coelho Branco.
Agora vais começar a perguntar-te o que te torna tão imperfeita e o que fizeste de mal para que eu não consiga amar-te pelo menos um pouco.
Sabes, é por esta razão que não te posso amar. Nem sempre serás amada Alice, haverá dias em que os outros estarão cansados e aborrecidos com a vida, terão a cabeça nas nuvens e irão magoar-te.
Porque as pessoas são assim, de algum modo sempre acabam por ferir os sentimentos uns dos outros, seja por descuido, incompreensão ou conflitos consigo mesmos.
Se tu não te amares, ao menos um pouco, se não crias uma couraça de amor próprio e de felicidade ao redor do teu Coração, os débeis dissabores causados pelos outros tornar-se-ão letais e destruir-te-ão.
A primeira vez que te vi fiz um pacto comigo mesmo: "Evitarei amar-te até aprenderes a amar-te a ti mesma!"
quarta-feira, 1 de janeiro de 2020
sexta-feira, 27 de dezembro de 2019
É exatamente o que eu estou estranhando... A narrativa propagandeada para se inventar a bonança é clara. Existe uma agenda no jornalismo brasileiro que está impondo essa fachada de respiração econômica. Como se a população pobre realmente estivesse sentindo algum alívio com essa história de governo neoliberal austero e fascistoide. Eles querem nos enganar dizendo que existe uma melhoria econômica, mas não há. Não há melhoria econômica com excesso de informalidade (ausência de direitos e garantias trabalhistas) ou com subssalários aceitos a custo de sacrifícios. Se há uma população que compra e que consume a revelia de sua própria condição financeira real, isso é ALIENAÇÃO capitalista que só alimenta os bolsos do capital e endivida o pobre trabalhador já explorado e que por isso se deixa manipular e degradar mais. Tudo nessa situação é caos e vergonha para o Estado democrático de direito.
Jonathan Lopes eu não estranho uma "verdade" inventada em que se traduz a realidade pelo olhar do grande capital. Sinceramente, onde isso é estranho? Cadê a novidade? A imprensa brasileira é movida ao capitalismo irracional e desumano. Não há informação, mas alienação das massas. Isso é a indústria cultural produzindo o efeito de inércia consumista. Se se consome, mesmo sem ter o suporte, pagando em parcelas infinitas e a juros selvagens, não há melhoria, há endividamento das massas a fim de sustentar a libido desse mercado PERVERSO. Isso é óbvio, irmão!
Jonathan Lopes eu não estranho uma "verdade" inventada em que se traduz a realidade pelo olhar do grande capital. Sinceramente, onde isso é estranho? Cadê a novidade? A imprensa brasileira é movida ao capitalismo irracional e desumano. Não há informação, mas alienação das massas. Isso é a indústria cultural produzindo o efeito de inércia consumista. Se se consome, mesmo sem ter o suporte, pagando em parcelas infinitas e a juros selvagens, não há melhoria, há endividamento das massas a fim de sustentar a libido desse mercado PERVERSO. Isso é óbvio, irmão!
quarta-feira, 18 de dezembro de 2019
O que eu fico CHOCADA é com a IGNORÂNCIA violenta que uma ministra (com m minúsculo de VEEGONHA!) não saber absolutamente NADA do que era a sua área de atuação ANTES DELE SER ENCARREGADA. Demonstra na sua fala, aparentemente ingênua e impressionada, que não era nada interessada no assunto antes, que não sabe o que foi feito antes, que não estudava sequer sobre o assunto antes e que temos UMA COMPLETA ABOBALHADA como ministra da pasta RADICALMENTE mais indispensável, porque vivemos uma tirania neoliberal! Vergonha de perceber no editorial uma tendência a "limpar" a péssima postura antiética que essa inescrupulosa mantém. Tudo que ela fala como "agora estão sendo vistos" faz parte dessa pasta antes até dela nascer! Uma vergonha ter que ler como se ela fosse um amenizador do ódio e da devastadora violência que o governo em que ela faz parte propagada e disseminou em nosso país! Como aguentar a falácia de que "só agora" haja qualquer visibilização de ribeirinhos explorados e abusados pelo Estado e por forças neoliberais e patriarcais (perdoem a redundância), afinal a CPI da Pedofilia já tratava por exemplo da lenda do boto como subterfúgio para esconder os casos de abuso sexual interparental. Eu tenho vergonha de ler que essa hipócrita usa terminologias abusadas pelo capitalismo como refúgio de um protótipo de feminismo "libefeminismo neopetencostal" que pelo nome mais parece o que é uma droga produzia a fim de destruir a luta real de mulheres históricas, tal como as feministas estupradas durante a ditadura no Brasil. Nada do que ela diz é prático, portanto, há falácia e hipocrisia em tudo. Triste matéria que poderia ser realista e me parece romantizar a imagem de uma anti-humana! Essa é contra a humanidade. Vocês se iludiram ou querem nos fazer de otários?
terça-feira, 3 de dezembro de 2019
É bem verdade que sobre alimentação o papo é sempre muito sério e humanitário mesmo. Isso porque, infelizmente, nunca é sobre fazer piada com a comida, mas com o faminto...eu te entendo. Acho ainda louvável que se faça mesmo campanhas por uma alimentação digna e não capitalizada. É sempre importante lembrar que há assuntos indispensáveis na era do desperdício e da fome. Vivemos os paradoxos desumanizadores. Mas voltando a uva-passas... é sempre engraçado ver que ela realmente assombra o prato de uns e lustra o de outros. Ainda há uma questão ética nessa situação bem cômica, não é... Quem pode ou não comer o que escolhe? Ou é justo se escolher o que se come ou ser escolhido para passar fome? E mesmo assim posso dizer que há na tragédia da injustiça social a comédia do humano. Afinal, desde os gregos, a comédia era um jeito risível de enxergar problemas realmente sérios e indiscutivelmente relevantes. A fome não é brincadeira e deve gerar polêmicas. Como já diz o rock, afinal, "você tem fome de quê?". E a pergunta é crucial para a nossa empatia.
terça-feira, 26 de novembro de 2019
Nossa! Essas palavras estão precisando de um cuidado muito mais de perto. Não se pode achar que se curar sozinha é sempre a única solução, porque efetivamente não é! É possível sair desse poço escuro, desse abismo confuso que mais parecem um labirinto em si mesma. Ela pode sair desse lugar e não precisa fazer isso sozinha. Claro que quem for cuidar dela, precisará contar com as mãos dela apertando às suas. Quem for cuidar dela vai precisar que ela acredite um pouquinho em si mesma para depois transbordar em um mar de autocuidado e respeito por suas dores e dúvidas. Não pode ser que se viva em paz achando que se pode ser assim sozinha a vida inteira. Veja bem, não é sobre acreditar em amor que cura tudo, ou em um príncipe que chega no cavalo branco e muda toda a vida dela. Não é sobre acreditar que amor é somente uma pessoa que vai te cuidar e vai melhorar a sua vida para você. Não é sobre ilusão de amor que é perfeito e derruba todas as barreiras. É sobre saber que gente precisa de gente para se curar. Somente quando voltarmos a atender que ajudar e cuidar do outro com verdadeira amorosidade é obrigatório para que a humanidade resista aos tempos de terror nos quais vivemos! A humanidade é um ato recíproco, não acontece se não for estimulado e quando sai de modo pode ser o fim de muitos mundos, muitos universos. Há pessoas que necessitam mais em alguns tempos e outras que precisam com menor frequência. Isso não torna um menos vulnerável do que o outro. Nossa humanidade nós fragiliza na necessidade dos outros humanos para vivermos melhor, para sarar certas feridas da alma e para vencer a própria angústia primeira (o saber-se só no nascer e no morrer e em muitas outras horas cruciais de nossas vidas). Mas não somos condenados à solidão. Também não é a solidão a solução para todas as dores do mundo. Curar é um processo que se faz na troca, na convivência, de modo interpessoal. A cura precisa ser um propósito mútuo e coletivo, senão a dureza do egoísmo vai matar nossa humanização. É preciso aprender a ser cuidado, assim como aprender a cuidar de quem precisa da gente.
quarta-feira, 20 de novembro de 2019
Odiei a legenda, mas amei o vídeo! Crianças não tem que aprender a música que este ou aquele acham "boas" por rótulos. Elas devem sentir a estética autêntica de uma melodia. Melodia não é o seu padrão sonoro favorito ou o meu som mais conformativo. Não! Estética autêntica de uma melodia é sensibilidade para os poros, é o que arrepia a mente e os pelinhos do braço, é a nossa música universal. Não se trata de "libertar" crianças através do preconceito de rotular está ou aquela como a melhor ou a pior música, mas de ser a ponte entre o mundo sem a melodia estética e o universo das canções que atravessam eras. A música conta história, canta a narrativa cultural e também encanta a alma. Não restrinjamos o que nasceu para ser infinito.
quarta-feira, 30 de outubro de 2019
Sobre viver em tempos de cegos e cegueiras inventadas. Não adianta nada negar sua visão à realidade em si. O corpo ouve, sente e reclama alto a si mesmo. É hora de se corresponder sem medo do que pode ouvir de dentro de si. Sobreviver muitas vezes é um ato de coragem sob medo de si. Vamos tirar o medo das nossas pálpebras cansadas e olhar de verdade. O que for visto é para ser encarado e não encarcerado pelo porteiro (moralmente pago pela mediocridade da gente). Somos aqueles que abrem as portas e fecham as janelas. Está na hora de abrir nossas casas para que o vento leve a poeira embora. Não tenha medo de deixar a sujeira da alma sair.
Bom dia, gente!
Bom dia, gente!
terça-feira, 29 de outubro de 2019
O que fez mulheres serem exemplarmente assassinadas em praça pública é o que faz hoje muitas de nós sermos condenadas às variadas mortes e torturas públicas atualmente. Ainda há caça às bruxas e, não se engane, elas estão do nosso lado. Marielle é UMA delas, Agatha outra. Por isso continuamos bruxas. Não devemos cair nessa mitificação de bruxas porque ela muitas vezes deixa glamouroso o que é ainda hoje MORTE NO MEIO DA RUA. Por favor, vamos acordando para essa ideologia que acha bonitinha a fantasia de que houve bruxas quando de fato nós nunca deixamos de ser mortas pelo que fazemos contrariando o sistema de poder de homens. O patriarcado é o tribunal de muitas mortes de mulheres, muitas vezes do nosso lado. Então, vamos enxergar nossa realidade que nunca teve uma mudança total a ponto de não tornar mulheres bruxas. Devemos ainda tomar cuidado para não sermos as mulheres que ajudam nesse tribunal.
sábado, 26 de outubro de 2019
Exatamente sobre isso será um encontro, uma roda de mulheres da qual participarei hoje. E vou te dizer "empoderamento" é uma palavra que eu peguei até ranço. Não sei se é pela minha falta de conhecimento sobre a importância do termo, ou porque realmente estou enojada com o sequestro dela pelo neoliberalismo do demônio, mesmo. Dá um ódio ouvir mulheres dizendo que são empoderadas porque trabalham e ganham sua própria renda cujo usufruto vai para uma casa inteira. Dá uma encaralhação de ouvir as manas dizendo que são "empoderadas" quando transam com qualquer mané, mas eu conheço a vida e a história delas e sei de todas às vezes que ela chorava pelo embuste e sei que ela está fazendo isso para se punir por não estar "à altura" dele - afinal ele é um bosta, mas ela não percebe derrotada que é pelos filmes idiotas que lhe fizeram acreditar na merda da romantização heteronormativa. Eu tô MUITO PUTA com isso. Empoderamento é o caralho, sabe! Eu não consigo nem mais ouvir. Queria uma outra palavra para nutrir meu direito e minha fome por dignidade para nós mulheres, para TODAS AS MULHERES. Mas só vejo essa derrota com um nome vindo do estrangeirismo marketeiro "empowerment" dos infernos!🤦😣😔
sexta-feira, 25 de outubro de 2019
É hora de mandar empregos à merda. Sem direitos, pra quê ter patrão? Pra quê aturar cobranças, chefias, horários, ameaças, exploração e desprezo? Trabalho não é emprego, essa é só mais uma das grandes mentiras sociais implantadas como "verdades inegáveis". Agora é hora de criatividade, atitude, iniciativa e coragem. Hora de cooperação, de trabalhar por conta própria, de exercer habilidades, de inventar e reinventar. Quando faltarem empregados, voltam os direitos. E se demorar, aparecem regalias. Os patrões não existem sem os empregados. Os empregados, quando despedidos, dão seu jeito sem patrão. O patrão sem empregados se mata. O empregado sem patrão se vira. O forte se sente fraco e o fraco se sente forte. É preciso perceber que é o contrário, essas aparências foram construídas pra enganar. E enganam já há tempo demais a gente demais. As exceções se multiplicam.
Eduardo Marinho
Eduardo Marinho
Thais Duarte com certeza! Por isso eu deixo bem claro que o capitalismo para mim é uma tirania. Nunca foi e nunca poderá ser o meio para se chegar a uma democracia, muito menos em um tipo de universalismo social em que realmente todos fossem considerados humanos na mesma proporção. Quando tratamos, por exemplo, do de mulheres que se denominam feministas, mas não concordam com a necessidade de rever a pressão estética sobre as mulheres, estão diante de bode expiatórios do nosso movimento. Um tipo de autodestruição, comum em mulheres profundamente alienadas no campo do outro (do patriarcado estruturante). Elas estão submersas em estruturas sociais, em violências simbólicas, que aprisionam seus corpos e suas mentes. O que isso significa na prática. Elas ajudam seus próprios algozes, o que não é simplesmente demérito, é sofrimento. Muitas mulheres que defendem o padrão cisnormativo, que resume a "feminilidade" autorizada pelo patriarcado, estão em sofrimento inconsciente grave. São, ao mesmo tempo, as guardiãs dos seus "machos alfas" quanto as que mantêm os cadeados de suas correntes. Vc está certa por ter feito o alerta que pelo tom ficou forte e retumbante, como exige a urgência da escravização de nossas irmãs. Porém, elas sentem como uma afronta às suas próprias estruturas, aos seus "privilégios", às histórias. De fato, podem ter medo de perder o sentido da vida no qual sempre acreditaram. No fundo, romper com determinadas estruturas requer tanta força, coragem e luta na qual partes da gente morrem. Partes importantes da nossa vida, da nossa história e daquilo que consideramos verdade morrem. O feminismo é o lugar de cura para dores inalcançáveis de modo solitário. Múltiplas vozes de dor juntas cuidam de nossas feridas históricas. Feminismo é uma mulher cuidando da outra. Muito obrigada por lutar do mesmo lado que o nosso, mana🙋♀️💜
Eu fico muito triste em perceber que o zumbis da alienação estão cada vez mais proliferados e isso é consequência da velocidade em rede. A internet é muito positiva por vários motivos, mas é desastrosa quando não dominada pelo conhecimento científico, político e governamental. Ainda há muita ignorância, falta de regulamentação e regulação, ausência de pesquisas mais profundas sobre o assunto porque não há vontade política e iniciativa privada sérias nesse contexto. Para mim, os discursos repetitivos que reproduzem e mantêm ideologias anti-humanas são a arma do capitalismo tirânico que temos atualmente. É um aparelhamento ideológico claro e está conseguindo manipular a população de modo mais abrangente e mais eficaz por causa da realidade virtual. Essa fantasia de mundo, criada em rede, é uma oportunidade para o pensamento zumbi dessas pessoas se aflorar. As falas zumbisoides se aproveitam do ambiente virtual para aparecerem e ganham realidade sim. A realidade que se faz é a precarização da vida e da saúde emocional de muitas pessoas. Devemos ser alertas quanto ao problema que a internet se tornou porque não está devidamente regulada em nosso país, o que se percebe na América inteira. Triste realidade. Deveríamos lutar por uma regulamentação da Internet no nosso país.
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